A candidata a deputada estadual Cabo Aênia, apontada como uma das maiores lideranças ligadas à Polícia Militar de Pernambuco, alertou para o que considera um cenário de adoecimento entre policiais recém-formados da corporação.
Segundo ela, os agentes conhecidos como “laranjinhas” estariam enfrentando forte pressão profissional, agravada pelas atuais escalas de trabalho.
Aênia afirma que a rotina imposta aos novos policiais tem provocado impactos na saúde mental e na qualidade de vida dos profissionais. Ela citou, inclusive, o caso recente de um policial que teria tirado a própria vida, apesar de possuir recomendação médica para afastamento das atividades.
“Recentemente tivemos o caso de um policial que tirou a própria vida mesmo com um atestado de afastamento por 30 dias. Ele temia ser perseguido e optou por não apresentar o documento”, declarou Aênia.
A candidata também criticou a escala de trabalho 6x1, na qual o policial trabalha durante seis dias consecutivos e tem apenas um dia de folga. Para ela, o modelo dificulta principalmente a convivência familiar dos profissionais que foram deslocados do interior do estado para trabalhar na Região Metropolitana do Recife.
“Como um policial que trabalha seis dias por semana vai viajar de Recife para Petrolina em apenas um dia de folga? Isso é desumano”, afirmou.
Aênia defende a implantação de uma escala mais humanizada e uma reestruturação profunda da Polícia Militar de Pernambuco. Segundo ela, mudanças nas condições de trabalho são necessárias para garantir não apenas melhores condições aos policiais, mas também mais segurança e eficiência na prestação do serviço à população.