Títulos dos EUA avançam com preocupações sobre investimentos em inteligência artificial
Publicado em 15/10/2026 às 23:00

Os títulos públicos dos Estados Unidos se valorizaram nesta quinta-feira (15), impulsionados pela busca de investidores por ativos seguros diante das dúvidas sobre a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial e o endividamento das empresas do setor.

Os rendimentos dos títulos americanos de dez anos recuaram para 5,04%, menor nível em três semanas, antes de voltarem a 5,10%. O movimento ocorreu apesar da inflação acima do esperado nos EUA e acompanhou a queda das ações de fabricantes de chips.

Empresas como Nvidia, Intel e CoreWeave registraram perdas, refletindo preocupações com o financiamento de centros de dados. A aversão ao risco também atingiu mercados asiáticos e europeus, enquanto os títulos públicos alemães se valorizaram.

OpenAI aciona PF após supostas ameaças de morte a Lula no ChatGPT
Publicado em 15/10/2026 às 22:05

A OpenIA, desenvolvedora do ChatGPT, acionou a PF (Polícia Federal) sobre possíveis ameaças feitas ao atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o uso da plataforma de inteligência artificial.

Procurada pela CNN Brasil nesta quinta-feira (15), a OpenAI confirmou a informação e disse também ter informado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o caso.

"Também notificamos o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em linha com nosso plano de conformidade eleitoral”, afirmou um porta-voz da OpenAI.

Segundo a nota, a companhia segue o protocolo de comunicar às autoridades quando as conversas dos usuários indicam "risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano".

“Nossos sistemas são projetados para ajudar a manter as pessoas seguras, tanto em nossas plataformas quanto no mundo real. Quando conversas indicam um risco iminente e concreto de que outras pessoas possam sofrer algum dano, notificamos as autoridades", prosseguiu.

O petista disputa o segundo turno no próximo dia 25 de outubro com o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Segundo o TSE, no primeiro turno, Flávio obteve 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula, 45,16%.

Justiça homologa acordo para indenizar empregados das Casas Bahia
Publicado em 15/10/2026 às 21:00

A Justiça do Trabalho no Distrito Federal homologou nesta quinta-feira (15) um acordo para pagamento de indenizações a 4,3 mil trabalhadores das Casas Bahia demitidos pela varejista, que está em recuperação judicial desde agosto deste ano.

Após intermediação do Ministério Público do Trabalho (MPT), ficou acertado entre a empresa e a Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) que cada trabalhador receberá R$ 7,5 mil, pagamento de aviso prévio, multa de 40% sobre o FGTS, além de comissões, premiações e compensações para funcionários que tinham direito aos benefícios antes de serem demitidos.

Também foram definidas regras para impedir novas dispensas em massa pelas Casas Bahia. As demissões deverão ser comunicadas previamente ao sindicato da categoria no prazo de 72 horas. Em caso de descumprimento, a empresa será multada em R$ 1 mil por trabalhador.

O acordo tem abrangência nacional e vale para os empregados que estavam em uma lista apresentada pela empresa na Justiça.

A procuradora do Trabalho Paula Ávila participou da audiência e avaliou que o acordo vai permitir que a negociação coletiva seja adotada antes de novas demissões em massa.

“A empresa assume o compromisso de respeitar a importância da negociação com as entidades sindicais em futuras dispensas coletivas. É fundamental que os sindicatos sejam informados e tenham a oportunidade de participar desse diálogo”, afirmou.

Em agosto, a varejista anunciou que está com dificuldades financeiras e que protocolou na Justiça um pedido de recuperação judicial. Cerca de 298 lojas foram fechadas. A dívida da empresa chegou a R$ 17 bilhões. Com informações da Agência Brasil.

Sindifisco defende autonomia da Receita após fala de Flávio Bolsonaro
Publicado em 15/10/2026 às 20:05

O Sindifisco Nacional, sindicato que representa os auditores-fiscais da Receita Federal, divulgou uma nota nesta quinta-feira (15/10) em defesa da autonomia do órgão após Flávio Bolsonaro (PL) prometer revogar mais de mil atos normativos do governo federal no primeiro dia de um eventual mandato. Em declaração na terça-feira (13/10), o senador afirmou que regras criaram burocracia e serviram para que “alguns maus fiscais” achassem empreendedores.

Embora a fala de Flávio seja o gancho da manifestação, a nota concentra as críticas em episódios do governo Jair Bolsonaro (PL). O sindicato argumenta que as situações expuseram servidores a pressões políticas e defende que a fiscalização tributária seja conduzida sem interferências de interesses particulares.

Um dos exemplos citados é o caso das joias recebidas da Arábia Saudita e retidas pela Receita Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em 2021. Segundo a entidade, auditores resistiram às pressões para liberar as peças sem o cumprimento dos procedimentos legais.

O Sindifisco também menciona a chamada Abin Paralela. De acordo com a nota, um relatório da Polícia Federal descreveu iniciativas para obter informações comprometedoras sobre servidores relacionados às investigações das chamadas rachadinhas. A entidade cita ainda interferências políticas na inteligência e na corregedoria da Receita, áreas importantes para a apuração de irregularidades e a proteção dos servidores contra perseguições funcionais.

A nota destaca também a atuação da Receita no combate ao crime organizado. Como exemplo, cita a Operação Carbono Oculto, que demonstrou a importância da inteligência fiscal para identificar estruturas de lavagem de dinheiro, ocultação de patrimônio e financiamento de organizações criminosas.

Outro ponto é a mudança nas regras do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). Em 2020, durante o governo Bolsonaro, o voto de qualidade foi extinto, fazendo com que os contribuintes vencessem os julgamentos administrativos em caso de empate. O mecanismo foi restabelecido em 2023, com novas disposições legais.

O sindicato também defende a liberdade sindical e critica a postura do ex-ministro da Economia Paulo Guedes em relação aos servidores públicos. A entidade afirma que a representação coletiva é um direito constitucional e integra a defesa das condições de trabalho dos auditores.

Ao final, o Sindifisco associa o debate ao cenário eleitoral e afirma que o país está diante de dois modelos de atuação do Estado: um que respeita a independência dos órgãos de fiscalização e outro que, segundo a entidade, já demonstrou tentativas de interferência política.

A nota não aponta uma proposta específica de Flávio Bolsonaro para alterar a autonomia da Receita Federal. A preocupação do sindicato é que o debate sobre a redução da burocracia não comprometa as prerrogativas dos auditores nem a independência técnica do órgão.

Leia a nota na íntegra:

*Nota do Sindifisco Nacional em defesa da Receita Federal, de seus servidores e da autonomia das instituições*

O Sindifisco Nacional, entidade representativa dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil, reafirma, neste momento de definição dos rumos políticos do país, a importância da independência técnica dos órgãos de Estado, da proteção aos servidores públicos no exercício de suas atribuições e do respeito à organização coletiva dos trabalhadores.

A história recente da Receita Federal, em especial durante o governo de Jair Bolsonaro, oferece exemplos concretos dos riscos que surgem quando interesses políticos e particulares interferem no funcionamento das instituições.

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu no caso das joias milionárias trazidas da Arábia Saudita e retidas pela fiscalização aduaneira no Aeroporto Internacional de Guarulhos. Na época, o próprio sindicato ressaltou a coragem e a conduta exemplar dos auditores-fiscais que resistiram a pressões para viabilizar a liberação das peças, mesmo diante de pressões provenientes da própria estrutura hierárquica do órgão.

Consideramos que episódios como esse são gravíssimos e não devem se repetir, pois evidenciam uma questão fundamental: nenhum Auditor-Fiscal deve ser colocado diante da necessidade de escolher entre cumprir a lei e atender a interesses particulares de autoridades públicas. A autonomia técnica, as prerrogativas funcionais e a segurança no exercício do cargo são garantias indispensáveis à atuação da Receita Federal do Brasil.

As investigações sobre a chamada Abin Paralela também trouxeram à tona outras formas de ingerência no órgão que ocorreram na época. Relatório da Polícia Federal descreveu iniciativas destinadas à obtenção de informações comprometedoras sobre servidores relacionados às investigações das chamadas “rachadinhas”. Houve, ainda, interferências políticas na Inteligência e na Corregedoria da Receita Federal, instâncias cuja independência é essencial tanto à apuração de irregularidades quanto à proteção contra perseguições funcionais.

A relevância dessas garantias torna-se, ainda, mais evidente diante da dimensão alcançada pelo combate ao crime organizado. Operações como a Carbono Oculto demonstram a importância da inteligência fiscal na identificação de estruturas de lavagem de dinheiro, ocultação patrimonial e financiamento de organizações criminosas. A atuação integrada da Receita Federal com outros órgãos de investigação e fiscalização permite alcançar estruturas econômicas complexas e movimentações financeiras bilionárias.

Esse trabalho exige conhecimento especializado, cooperação institucional e, sobretudo, condições para que os Auditores-Fiscais investiguem e fiscalizem sem ameaças, constrangimentos ou interferências indevidas, mesmo que se identifique o envolvimento de autoridades públicas. Proteger esses profissionais significa proteger a capacidade do Estado de enfrentar organizações criminosas e assegurar o cumprimento da legislação tributária e aduaneira.

Também no campo do contencioso tributário, decisões tomadas na gestão de Jair Bolsonaro alteraram significativamente o funcionamento das instituições. Em 2020, a extinção do voto de qualidade no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) modificou as regras dos julgamentos administrativos, garantindo vitória aos autuados sempre que o julgamento terminasse empatado. O mecanismo do voto de qualidade para o presidente das turmas foi restabelecido em 2023, com novas disposições legais. O episódio demonstra como mudanças nas regras institucionais podem afetar a atuação da administração tributária e a resolução de controvérsias envolvendo recursos públicos.

A defesa da Receita Federal também passa pelo respeito aos direitos de seus servidores e à sua organização coletiva. A liberdade sindical é uma garantia constitucional e um instrumento legítimo de representação, negociação e defesa das condições de trabalho. A atuação sindical não se contrapõe ao interesse público: integra o exercício dos direitos assegurados aos trabalhadores, inclusive àqueles que desempenham funções essenciais ao Estado. Tal direito deve ser reforçado e não ameaçado, como já foi observado pela frase proferida pelo antigo ministro da Economia, Paulo Guedes, quando disse que botaria uma granada no bolso dos servidores, os quais eram por ele considerados como sendo “parasitas do Estado”.

Ao longo de sua trajetória, o Sindifisco Nacional tem atuado na defesa das prerrogativas dos Auditores-Fiscais, da valorização da carreira e das condições necessárias ao exercício independente de suas atribuições. São compromissos institucionais que permanecem independentemente de governos, partidos ou resultados eleitorais. É urgente que tais preceitos sejam basilares para o funcionamento do órgão e da nossa vida em sociedade, e que nunca mais os auditores-fiscais sejam expostos a tais constrangimentos no exercício de suas atribuições legais.

Em um momento de decisões importantes para o futuro do Brasil, o Sindicato considera fundamental que o debate público reconheça a importância de uma Receita Federal tecnicamente independente. A eleição está nos colocando diante de dois modelos de atuação do Estado: um que respeita os órgãos de investigação e os deixa trabalhar e outro que já demonstrou intencionalidade e tentativas de interferência, buscando limitar a atuação dos Auditores-Fiscais.

A defesa dessas garantias diz respeito à integridade das instituições, à aplicação impessoal da lei tributária e aduaneira e à capacidade do Estado brasileiro de cumprir suas responsabilidades perante a sociedade.

Sindifisco Nacional

Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil  

Com informações do Correio Braziliense.

Chateado, Alcolumbre tira PEC da Segurança da pauta após críticas
Publicado em 15/10/2026 às 19:30

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou da pauta desta quinta-feira, 15, a votação da PEC da Segurança Pública e suspendeu a análise dos projetos de decreto legislativo (PDLs) previstos para a sessão. A decisão foi anunciada em plenário após críticas ao calendário especial estabelecido para a votação da proposta.

Ao justificar a retirada da PEC, Alcolumbre afirmou que aguardará entendimentos entre os senadores sobre o texto e as emendas apresentadas. Segundo ele, as alterações podem exigir que a proposta retorne à Câmara dos Deputados, o que justificaria mais tempo de discussão.

“Eu vou tirar de pauta a PEC da Segurança Pública, porque agora nós vamos aguardar os entendimentos dos senadores e das senadoras sobre o tema, sobre o texto, sobre a emenda”, declarou.

O presidente do Senado também mencionou críticas recebidas por ter estabelecido um calendário especial para a votação. Segundo ele, houve questionamentos de que a tramitação teria sido acelerada em meio às comemorações e sem tempo suficiente para que os senadores analisassem a proposta.

Marinho questiona fundamento da decisão

Após o anúncio, o senador Rogério Marinho (PL-RN) questionou Alcolumbre sobre o fundamento da decisão de retirar a proposta da pauta.

“Vossa Excelência baseado em quê?”, perguntou Marinho.

Alcolumbre respondeu: “Baseado na decisão da Presidência do Senado Federal”.

Marinho contestou a justificativa e afirmou que a resposta demonstrava a necessidade de mudanças no regimento da Casa. “É bom saber que a gente precisa mudar esse regimento”, declarou.

Alcolumbre concordou: “Exatamente. Vamos mudar”.

Impasse sobre redução da maioridade penal

A tramitação da PEC da Segurança também é marcada pelo impasse em torno da redução da maioridade penal. A oposição defende a inclusão do tema nas discussões sobre segurança pública, enquanto o governo e parlamentares da base governista apresentam resistência à mudança.

O debate sobre a maioridade penal se soma às divergências sobre o texto da proposta e às emendas apresentadas pelos senadores. Segundo Alcolumbre, a necessidade de discutir essas alterações e avaliar seus efeitos sobre a tramitação da PEC motivou a retirada da matéria da pauta.

Alcolumbre anuncia promulgação de duas emendas

Antes de comunicar a retirada da PEC da Segurança, Alcolumbre anunciou uma sessão solene do Congresso Nacional para esta sexta-feira, 16, às 9h, destinada à promulgação de duas emendas constitucionais já aprovadas pelo Senado e pela Câmara.

Uma delas é a PEC 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. A outra é a PEC 14/2021, que estabelece aposentadoria especial para agentes comunitários de saúde e agentes de combate às endemias.

O presidente do Senado afirmou que a promulgação da PEC 14 estava pendente havia mais de 90 dias e que vinha sendo cobrado pela demora.

A PEC da Segurança Pública (PEC 18/2025), de iniciativa do Poder Executivo, prevê mudanças na organização do sistema de segurança pública e medidas de combate ao crime organizado. A proposta havia sido incluída na pauta desta quinta-feira após a aprovação de um calendário especial de tramitação.

Com a decisão de Alcolumbre, tanto a PEC da Segurança quanto os PDLs previstos para a sessão tiveram suas votações suspensas.

Mourão alega honra e valores ao justificar voto corajoso contra o fim da escala 6×1
Publicado em 15/10/2026 às 19:05

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que votar contra a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1 foi uma questão de “princípio”.

Único parlamentar a rejeitar a proposta, Mourão disse que não abriria mão de suas convicções, mesmo diante da posição contrária adotada por seu próprio partido.

Durante entrevista ao programa Timeline, da Rádio Gaúcha, Mourão recorreu à própria trajetória para explicar o posicionamento.

“Eu não negocio as minhas convicções, eu tenho uma biografia, eu tenho honra, eu tenho valores. Eu acho que na política tem uma linha limite, né? Aquilo que a gente, na linguagem militar, chama de última linha de defesa. Daqui eu não recuo mais”, declarou.

O senador também admitiu que esperava formar um grupo maior de resistência à proposta no plenário.

“Eu tinha esperança de que pelo menos ali uns 10, 12 estivessem comigo nessa votação”, afirmou.

A orientação do Republicanos, no entanto, foi favorável à mudança. A PEC recebeu 75 votos a favor e apenas um contrário nos dois turnos de votação realizados pelo Senado na quarta-feira (14).

Humberto reúne prefeitos e lideranças da Região Metropolitana Norte em apoio a Lula
Publicado em 15/10/2026 às 19:00

O senador Humberto Costa (PT) reuniu, nesta quinta-feira (15), prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, presidentes de Câmaras Municipais e dirigentes partidários de todo o do norte da Região Metropolitana do Recife em um ato político que consolidou uma ampla frente de apoio à reeleição do presidente Lula. O encontro, realizado em Igarassu, reuniu também lideranças de Araçoiaba, Itamaracá, Itapissuma, Igarassu, Paulista e Abreu e Lima.

Segundo o senador, o crescimento da campanha de Lula, neste segundo turno, é perceptível nas ruas e nas redes em Pernambuco e no Brasil. “A virada já começou. As pessoas estão compreendendo que o que está em jogo não é apenas a reeleição do presidente Lula, mas a própria defesa da democracia e dos direitos conquistados pela população”, disse Humberto.

Entre as lideranças presentes, estavam o prefeito de Araçoiaba, Jogli Uchoa; o prefeito de Itamaracá, Paulo Galvão; o vice-prefeito de Itamaracá, Ailton Aguiar; e Thyago de Irmã Teca, presidente da Câmara de Vereadores de Itapissuma, que representou o prefeito da cidade. Também marcaram presença os vereadores Maguila, de Igarassu; Vinicius Campos e George Freitas, do Paulista; e Marinheiro, de Abreu e Lima.

Durante o encontro, lideranças destacaram que o segundo turno representa um momento decisivo para o país. O senador Humberto Costa agradeceu o apoio que ele e Lula receberam no primeiro turno e destacou a importância da região para a construção de uma votação competitiva.

“Fico muito honrado com a confiança dessas lideranças. São pessoas que conhecem de perto a realidade da sua gente e sabem do compromisso que temos com o Litoral Norte e todos os municípios do norte da Região Metropolitana. Essa é uma região que produz, que gera emprego, importante para o turismo e a pesca de Pernambuco. Seguimos juntos para garantir que a região continue tendo voz forte no Senado e que Pernambuco siga ao lado do presidente Lula para o nosso estado avançar”, declarou o senador.

Articulação política

O movimento articulado por Humberto faz parte de uma estratégia de fortalecimento da candidatura de Lula a partir dos municípios, somando prefeitos, vereadores e lideranças locais capazes de levar o debate político diretamente às bases eleitorais.

A adesão de lideranças de diferentes cidades mostra que a articulação ultrapassa as fronteiras partidárias e consolida uma frente ampla em defesa da democracia e do projeto político representado pelo presidente Lula.

“Não quero mais conversa com ele, porque a questão com ele partiu para o lado pessoal, para as agressões”, diz prefeito de Vertentes
Publicado em 15/10/2026 às 18:45

O prefeito de Vertentes, Israel Ferreira, do PSD, concedeu entrevista ao programa ‘Cidade em Foco’, da Rede Pernambuco de Rádios e ao blog. Ele foi ao programa agradecer a população vertentense pela expressiva votação dada aos candidatos que foram apoiados por ele e pelo seu grupo na eleição do último domingo, dia 4.

Todos os candidatos apoiados pelo grupo do prefeito foram majoritários na cidade: Raquel Lyra, governadora reeleita, obteve 7.806 votos; Mendonça Filho, candidato ao Senado, alcançou a marca de 5.867 votos; Anderson Ferreira, deputado federal reeleito, obteve 3.978 votos e o deputado estadual reeleito Álvaro Porto saiu das urnas de Vertentes com 3.748 votos.

“Hoje posso dizer que pude entrar nas casas do povo de Vertentes, ao contrário do que aconteceu há dois anos, na minha eleição. Hoje posso entrar e falar daquilo que eu fiz e daquilo que ainda irei fazer”, disse o prefeito no programa.

Para finalizar, Israel Ferreira fez duras críticas ao seu desafeto político, o ex-prefeito Romero Leal. “Não quero conversa com ele... Não quero mais conversa com ele, porque a questão com ele partiu para o lado pessoal, para as agressões”, disse e emendou, “Eu não temo ele se unir com Zito, ele sair como terceira via, eu não temo mais nada. Tem gente que pensa que manda em Vertentes, que é o dono de Vertentes, mas quem manda em Vertentes é o seu povo”.

Prefeitura de Ouricuri apoia atleta de 17 anos que busca espaço na seleção brasileira de wrestling e sonha com as Olimpíadas
Publicado em 15/10/2026 às 18:35

Com apenas 17 anos, o atleta de Ouricuri Davi Neto acumula 11 títulos pernambucanos, um brasileiro e dois pan-americanos no jiu-jítsu. Agora, ele inicia uma nova etapa no wrestling, modalidade olímpica de luta, após ser convidado a integrar a seleção brasileira juvenil. O atleta segue para Itamonte, em Minas Gerais, onde dará continuidade à preparação, com o sonho de chegar aos Jogos Olímpicos de 2032.

Davi Neto foi recebido pelo secretário municipal de Administração, Guga Coelho, e pelo vereador Lenarte Carneiro, em um encontro que marcou o apoio articulado pela gestão municipal para contribuir com essa nova fase da trajetória do atleta. A iniciativa reforça a importância de incentivar talentos esportivos de Ouricuri e criar condições para que eles avancem em competições de alto nível.

O jovem agradeceu o apoio recebido e destacou a importância da parceria para seguir em busca de seus objetivos. “Agradecemos ao prefeito Victor Coelho, ao secretário Guga Coelho, ao vereador Lenarte Carneiro e a todos que fazem a gestão pelo incentivo ao esporte. Esse apoio foi fundamental para abrir caminhos e nos ajudar a seguir em busca desse sonho. Quando a gestão acredita no esporte, os sonhos se tornam possíveis!”

TSE dá 24 horas para remoção de vídeos que associam Lula a supostas fraudes no INSS
Publicado em 15/10/2026 às 18:30

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu nesta quinta-feira, 15, pela remoção de vídeos publicados nas redes sociais que associam o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a supostas irregularidades envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, em fraudes relacionadas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A decisão estabeleceu o prazo de 24 horas para a remoção ou indisponibilização das publicações.

A ação foi elaborada pela coligação Brasil Pronto Pra Mais, que apoia a reeleição de Lula, contra o Partido Liberal, o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

A coligação pediu direito de resposta para publicações que reproduzem trechos de discurso de Lula sobre trabalhadores de limpeza urbana que se mesclam a críticas de adversários políticos. Há também trechos que fazem referência ao suposto recebimento de R$ 300 mil pelo filho do presidente no âmbito das fraudes relacionadas ao INSS.

O pedido foi negado anteriormente pelo relator do caso, o ministro André Mendonça, que votou pela manutenção dos conteúdos No entanto, a retirada dos conteúdos foi avaliada novamente pelo plenário da Corte, que divergiu, por maioria, da decisão de Mendonça.

Segundo o relator, as falas que constam das publicações fazem parte do debate político. Sobre as menções ao INSS, Mendonça defendeu que a existência de notícias e investigações respalda as referências presentes nos vídeos.

O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, considerou que as críticas às falas sobre os trabalhadores de limpeza urbana estavam protegidas pelo direito de expressão. No entanto, votou pela retirada dos conteúdos que associam Lula a irregularidades envolvendo o filho e o INSS.

Ainda segundo o presidente da Corte, a liberdade de expressão não autoriza a imputação de crimes sem suporte factual e mesmo a associação entre o candidato e as acusações presentes nos vídeos é justificativa para a retirada do ar do conteúdo.

O presidente destacou também que a medida não restringe críticas ou a divulgação de investigações, mas é uma forma de impedir que o eleitorado seja exposto a suspeitas apresentadas como fatos incontroversos.

Os ministros Dias Toffoli e Estela Aranha acompanharam o voto do presidente.

Os ministros Floriano de Azevedo Marques e Ricardo Villas Bôas Cueva consideraram que houve descontextualização das falas sobre os trabalhadores de limpeza urbana e associação indevida de possível prática criminosa.

Por fim, Sebastião Reis Júnior também considerou que houve descontextualização da fala sobre os garis, mas acompanhou André Mendonça quanto às referências ao INSS.

Com a decisão, os conteúdos que relacionam Lula às investigações do INSS devem ser removidos em até 24 horas. A medida é liminar e não encerra a análise do mérito do processo.