O pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, participou, neste domingo (12), de uma reunião com representantes do transporte complementar intermunicipal, em Tacaimbó, no Agreste. Realizado no auditório do Posto Cruzeiro, o encontro reuniu toyoteiros, lideranças da categoria e representantes de diversos municípios para discutir os entraves enfrentados pelos trabalhadores para regularizar a atividade e garantir segurança jurídica ao setor.
Durante o encontro, João Campos criticou a condução do Governo do Estado em relação ao transporte complementar e afirmou que a falta de diálogo e de medidas para regularizar a categoria tem colocado milhares de trabalhadores em situação de insegurança.
“O que existe hoje é um roteiro para impedir que a categoria se regularize. Primeiro impedem o cadastro e a renovação das licenças. Depois dizem que quem não tem licença não pode trabalhar. Nós queremos construir um caminho diferente, garantindo que vocês possam exercer essa atividade de forma honrada e sem perseguição”, afirmou.
O pré-candidato também relembrou iniciativas dos governos de Miguel Arraes e Eduardo Campos para organizar o transporte complementar e defendeu que qualquer solução seja construída em conjunto com quem vive a realidade da categoria.
“Não adianta uma decisão tomada de um gabinete sem ouvir quem vive essa realidade todos os dias. As demandas do Sertão são diferentes das do Agreste ou da Zona da Mata. É ouvindo as associações e a representação regional que vamos construir uma solução que dê segurança para quem trabalha e para quem utiliza esse serviço”, destacou.
Os toyoteiros destacam que o transporte complementar desempenha um papel essencial na mobilidade e na economia do interior de Pernambuco, garantindo o deslocamento diário de trabalhadores, estudantes, pacientes e moradores de áreas rurais onde o transporte convencional não atende.
A categoria, que reúne cerca de 20 mil trabalhadores no Estado, cobra o cumprimento das normas já existentes para permitir a regularização dos veículos, a realização das vistorias obrigatórias e o pagamento das taxas previstas em lei.
Segundo os representantes, a interrupção desses procedimentos administrativos e o aumento das fiscalizações têm colocado milhares de profissionais em situação de irregularidade, apesar da existência de um decreto estadual que regulamenta a atividade.
Categoria denuncia perseguição e cobra cumprimento da regulamentação
O encontro ocorreu poucos dias após protestos realizados por toyoteiros e motoristas de vans em Caruaru contra a intensificação das fiscalizações sobre o transporte complementar. Segundo a categoria, muitos profissionais não conseguem renovar seus cadastros nem regularizar os veículos porque o Estado deixou de realizar os procedimentos necessários para emissão e renovação das autorizações.
Representando o transporte complementar intermunicipal de Pernambuco, João Chaves afirmou que a categoria não reivindica privilégios, mas o direito de exercer a atividade dentro da legalidade. Segundo ele, o atual governo tem dificultado a regularização dos trabalhadores e intensificado as ações de fiscalização.
“A gente quer trabalhar legalizado. Quer fazer a vistoria, pagar as taxas e oferecer mais segurança aos passageiros. Hoje, é o próprio Governo do Estado que impede a categoria de cumprir as exigências da legislação. Em Caruaru, durante os protestos, fomos tratados como criminosos. O que pedimos é respeito, diálogo e a oportunidade de trabalhar dentro da lei. Na prática, o que o Governo Raquel Lyra faz é empurrar a categoria de volta para a clandestinidade”, declarou.
Também participaram da reunião o deputado estadual Sileno Guedes (PSB), o deputado federal Pedro Campos (PSB), a pré-candidata a senadora, Marília Arraes (PDT), o presidente da Câmara Municipal do Recife e pré-candidato a deputado estadual, Romerinho Jatobá (PSB), além de representantes de municípios do Agreste e do Sertão pernambucano.