Ivan Moraes defende Plano Estadual da Cannabis e plano integrado de combate ao feminicídio em sabatina da TV Tribuna
Publicado em 09/09/2026 às 06:43


O candidato apresentou propostas para ampliar acesso a medicamentos à base de cannabis e gerar emprego e renda, além de prevenir e combater a violência de gênero

O candidato a governador pela Coligação Frente Pernambuco de Luta (Federação PSOL/REDE e PCB), Ivan Moraes (PSOL), participou da sabatina da TV Tribuna na tarde desta terça-feira (8). Na ocasião, Ivan detalhou a sua proposta de criação do Plano Estadual da Cannabis e explicou os diferenciais de seu plano de combate ao feminicídio em relação ao que está em prática hoje.

“Fazer com que a Cannabis deixe de ser um assunto de polícia”

Durante a entrevista, Ivan Moraes detalhou o funcionamento do Plano Estadual da Cannabis, que tem como principais objetivos facilitar o acesso da população mais pobre aos medicamentos produzidos à base dessa planta, e fomentar o desenvolvimento econômico utilizando partes da cannabis como insumo para diversas indústrias no estado.

"Eu quero que o Governo do Estado faça parcerias com a agricultura familiar, com assentamentos rurais, com comunidades indígenas, quilombolas, com universidades ao longo do estado, e em convênio com o Lafepe. A gente vai tirar essa planta do estigma e da criminalidade. O nosso agricultor vai plantar. A flor, que serve pra fazer remédio, vai ser encaminhada pro Lafepe.”

O plano da cannabis servirá, principalmente, para melhorar o acesso da população pobre a medicamentos que, embora legalizados, ainda são caros e inacessíveis para a população de baixa renda.

“A gente vai gerar remédio, emprego e renda sem mudar nenhuma lei federal, porque o remédio, hoje, já é legalizado. Qualquer pessoa que precise de qualquer medicamento produzido a partir da cannabis basta ter uma receita e centenas de reais no bolso, chega na farmácia e compra. O que a gente vai fazer é fazer com que [o acesso] seja possível para a população mais pobre, e fazer com que o lucro advindo da comercialização desse remédio sirva pra gente implementar política pública”, disse o candidato.

Ivan continuou o raciocínio afirmando que o caule, a raiz, as fibras e as folhas da cannabis podem servir, por exemplo, para abastecer diversas cadeias produtivas, como a indústria têxtil e a construção civil, por exemplo, gerando emprego e renda para a população de Pernambuco.

“Eu entendo que já chegou na hora de a gente acabar com esse tabu, e entender que não precisa mudar nenhuma legislação pra fazer com que a cannabis deixe de ser um assunto de polícia, e passe a ser não apenas um assunto de saúde, como é de fato, mas também um fator relevante para o nosso desenvolvimento econômico”, concluiu Ivan.

“Meus adversários não falam da necessidade de ter educação sobre gênero nas escolas”

Ivan ressaltou que a maior diferença do seu plano de enfrentamento em relação às propostas já implementadas - e também às promessas feitas por seus adversários - é o entendimento que a prevenção ao feminicídio e a todas as formas de violência de gênero precisa começar nas escolas; passar pelo empoderamento econômico das mulheres; e terminar com a responsabilização dos agressores.

“O movimento feminista, há décadas cobra um plano integrado que começa na escola. Meus adversários não falam da necessidade de ter educação sobre gênero nas escolas, para as crianças de 6, 7, 8 anos de idade, como o meu filho, aprenderem que enquanto homens, meninos, eles não têm nenhum direito sobre o corpo da menina; e a menina também compreender que o corpo pertence a ela, e adquirir ferramentas que possam afirmar quando ela pode estar sofrendo pedofilia, que muitas vezes acontece no espaço restrito da família, nos espaços em que a gente entende que ela está segura. Começa na escola e termina na repressão, inclusive fazendo com que tenha a Delegacia [especializada] da mulher em todas as regiões de desenvolvimento.”

Para que essa ideia se torne realidade, Ivan explica que é necessário aumentar o número de delegacias especializadas em todas as regiões do território pernambucano, em especial naquelas que, hoje, ainda estão desassistidas.

“Em todo o [Sertão do] Araripe, onde vivem 200 mil pessoas, não tem nenhuma Delegacia da Mulher. Se uma mulher sofre violência em Exu e ela quer ir para uma delegacia especializada, ela tem que viajar até Petrolina, são mais de 3 horas de viagem”, declarou o candidato. 

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