Caso de irmãos desaparecidos no Maranhão ganha apoio da Interpol
Publicado em 09/09/2026 às 07:30


A investigação sobre o desaparecimento dos irmãos Ágata Isabelle, 6, e Allan Michael, 4, em Bacabal, no Maranhão, passou a contar com o apoio da Interpol oito meses após o sumiço das crianças. A cooperação internacional ocorre enquanto autoridades e familiares tentam identificar crianças resgatadas em outros países.

Segundo Nathaly Moraes, advogada da família, a Interpol se colocou à disposição para auxiliar nas buscas após contatos feitos com o consulado e o Núcleo de Cooperação Internacional. Uma reunião com o chefe do núcleo está marcada para esta quarta-feira (9/9), na sede da Polícia Federal, em São Luís.

A advogada afirma que, até então, a investigação não havia recebido apoio efetivo da organização internacional. No início do mês passado, diante da falta de respostas, ela acionou a Polícia Federal. O procedimento, segundo Moraes, foi posteriormente arquivado sob o entendimento de que não havia indícios de tráfico de pessoas.

Agora, porém, a defesa diz que o caso passa a contar com uma estrutura de cooperação internacional para tentar localizar ou identificar as crianças. "Uma resposta positiva é, pelo menos, o fato de a Interpol estar ajudando. Agora temos uma estrutura", afirmou a advogada.

Desaparecimento cheio de mistério
Ágata e Allan desapareceram em 4 de janeiro, depois de saírem para brincar no povoado de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. O primo das crianças, Wanderson Kauã, então com 8 anos, desapareceu com os irmãos e foi encontrado com vida três dias depois, debilitado e desorientado. À época, centenas de pessoas participaram de uma operação que mobilizou policiais, bombeiros, militares do Exército e voluntários em áreas de mata, rios e lagos da região.

A nova frente internacional surgiu a partir de informações sobre crianças que vêm sendo resgatadas fora do país. De acordo com o que foi repassado à defesa, a identificação das vítimas ainda está em andamento e as informações têm chegado gradualmente. A expectativa é que, caso alguma das crianças resgatadas seja identificada e haja compatibilidade com o caso dos irmãos maranhenses, o consulado comunique as autoridades brasileiras.

Até o momento, porém, não há confirmação de que Ágata e Allan estejam entre as vítimas encontradas no exterior. Nathaly afirma ainda que, desde que passou a acompanhar o caso, não encontrou elementos que confirmassem a hipótese de tráfico de pessoas. Segundo ela, foram solicitadas novas providências investigativas, incluindo a abertura de inquérito e medidas contra agentes que atuaram nas etapas anteriores da investigação.

A advogada também questiona informações que, segundo ela, constariam de procedimentos anteriores, mas aos quais afirma não ter tido acesso integral.

A entrada da Interpol, portanto, não representa a confirmação de que as crianças tenham sido levadas para outro país. O apoio internacional abre, por enquanto, uma nova frente para cruzar informações e tentar esclarecer um desaparecimento que, oito meses depois, continua sem uma resposta definitiva. Com informações do Correio Braziliense.

Veja Também

Caso de irmãos desaparecidos no Maranhão ganha apoio da Interpol

Lindbergh pede investigação da Interpol sobre filme de Bolsonaro

Interpol define regras para rastrear bens de investigados no exterior

Marcello Maranhão prestigia Festa dos Agricultores realizada pela Prefeitura de Ribeirão