A menos de 24 horas para o início do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, a senadora Teresa Leitão (PT) subiu o tom contra a atuação de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e apontou o que classificou como "falta de isenção" por parte de membros da corte. Apesar de não ter citado nomes, disse enxergar condutas e decisões tendenciosas, como a do ministro Kassio Nunes Marques, que determinou a suspensão do canal "Exército do Lula", no WhatsApp, sem a deliberação do plenário.
A decisão de Kassio foi posteriormente revogada pelo ministro Floriano de Azevedo Marques, que acatou um mandado de segurança preventivo impetrado pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Marques entendeu que apenas o plenário da corte pode deliberar sobre eventual suspensão da ferramenta, e que "toda e qualquer decisão monocrática sobre o mesmo tema [...] padece de grave e incontornável vício de competência".
Em entrevista à da Rede Pernambuco de Rádios, Teresa criticou o TSE por não conduzir o processo de quebra dos sigilos bancário e fiscal de Lula e Flávio Bolsonaro, uma vez que ambas as campanhas concordaram em expor os dados. "Nada disso está certo. O tribunal precisa ser isento", ressaltou a senadora ao observar que haveria "manobras em curso" por parte de setores simpáticos à candidatura adversária.
Questionada sobre se o presidente Lula reconheceria a derrota em caso de vitória nas urnas de Flávio Bolsonaro neste domingo (25), a líder do governo na Casa Alta foi categórica ao afirmar "não tenho duvidas nenhuma que Lula irá respeitar o resultado das urnas".
"Lula não fará o que foi feito com ele em 8 de janeiro de 2023, aquela tentativa de golpe organizada pelo bolsonarismo, da qual fazia parte, entre vários outros pontos, um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Alckmin (PSB), e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Nós não somos golpistas. E mais: é com eles que devemos ter cuidado", alertou.