Contradição: Lei de cota de gênero cassa mandato da mulher mais votada e atual presidente da Câmara de Buíque (PE)
Publicado em 11/03/2026 às 10:04


Uma decisão recente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) está gerando um forte debate no cenário político do município de Buíque, no Agreste pernambucano. Em dezembro de 2025, o tribunal cassou toda a chapa de vereadores do MDB eleita nas eleições de 2024, sob a justificativa de fraude à cota de gênero devido à apresentação de uma candidatura feminina fictícia.


A decisão resultou na perda imediata do mandato de cinco vereadores eleitos pela sigla: Aline de Araújo Beserra Tavares, Daidson Amorim, Djalma Araújo da Silva, José Lopes de Barros Filho (Preto Kapinawá) e Vanildo Almeida Cavalcanti (Dodó).


O Protesto e a Ironia da Lei


O que chama a atenção e se tornou o principal foco de protestos na cidade é o efeito reverso da aplicação da lei. A cota de gênero é uma legislação criada essencialmente para proteger, garantir e incentivar o direito da mulher de participar ativamente da política. No entanto, em Buíque, a medida resultou no afastamento da mulher mais votada nas últimas eleições.


Aline de Araújo Beserra Tavares, além de ter sido a campeã de votos entre as mulheres no pleito de 2024, é a atual presidente da Câmara Municipal de Buíque. Para apoiadores e parte da população local, a punição coletiva da chapa acabou por penalizar severamente a representatividade feminina real e legítima que já atuava no legislativo municipal.

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