Mendonça Filho pede cancelamento da Federação União Progressista e alerta para impasses políticos
Publicado em 16/03/2026 às 09:32


O deputado federal e vice-presidente do União Brasil em Pernambuco, Mendonça Filho, solicitou ao presidente nacional do partido, Antônio Rueda, o cancelamento da Federação União Progressista, formada entre União Brasil e Progressistas, que ainda se encontra em fase final de validação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).


Segundo Mendonça, a federação enfrenta entraves políticos e divergências regionais que já comprometem sua viabilidade antes mesmo da formalização definitiva.


“A federação sequer foi referendada pelo TSE e já agoniza em meio a entraves regionais, conflitos e indefinições em vários estados, inclusive em Pernambuco. Esse cenário prejudica a organização eleitoral, dificulta a formação de chapas competitivas e coloca em risco a própria estabilidade partidária”, afirmou.


O parlamentar encaminhou, no último fim de semana, ofício ao presidente nacional do União Brasil, manifestando preocupação com os impactos da federação sobre a organização política do partido para as eleições de 2026.


No documento, Mendonça defende que a Executiva Nacional do União Brasil analise com urgência a situação.


“Considero indispensável que esta Presidência submeta, com a devida urgência, à apreciação da Executiva Nacional do União Brasil a avaliação do cancelamento do registro da Federação União Progressista, como medida necessária para preservar a estabilidade política, a segurança institucional e a capacidade organizativa do União nas eleições de 2026”, pontuou no ofício.


Membro da Executiva Nacional do partido, Mendonça ressalta que o momento é decisivo no calendário eleitoral. Com o prazo da janela partidária se aproximando e as convenções partidárias no horizonte, o parlamentar avalia que a indefinição política pode comprometer a organização das forças partidárias.


Para ele, o cancelamento da federação permitiria maior clareza política, possibilitando que União Brasil e Progressistas reorganizem suas estratégias eleitorais com autonomia para a disputa de 2026.


“Ao longo de minha trajetória pública sempre pautei minha atuação pela transparência, previsibilidade e clareza de posicionamentos políticos. Esses princípios são fundamentais, tanto na vida quanto na política”, reafirmou.


Antes de solicitar o cancelamento da federação, Mendonça havia pedido aos presidentes Antônio Rueda, do União Brasil, e Ciro Nogueira, do Progressistas, um posicionamento da Executiva Nacional da federação sobre a eleição em Pernambuco.


Aliado da governadora Raquel Lyra, Mendonça defende que a federação apoie sua reeleição. Segundo ele, o próprio estatuto da Federação União Progressista prevê que, em caso de divergências nos estados, a decisão deve ser tomada pelas direções nacionais dos partidos.


O artigo 27 do estatuto estabelece que esses impasses devem ser submetidos à deliberação das instâncias nacionais.


“Se há divisão no âmbito estadual, nada mais adequado do que cumprir o estatuto e submeter a decisão à direção nacional. Isso dará clareza política e estratégica à atuação da federação em Pernambuco e permitirá melhor organização do processo eleitoral no estado”, concluiu.

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