Em tempos de política marcada por ataques, disputas pessoais e discursos cada vez mais agressivos, a pré-candidata a deputada estadual Viviane Facundes parece escolher um caminho diferente: o da construção silenciosa, do trabalho e da postura firme sem precisar entrar no jogo do confronto permanente.
Mesmo sem possuir um histórico político tradicional, Viviane tem mostrado maturidade ao lidar com o ambiente político, especialmente diante de adversários que, muitas vezes, utilizam suas ferramentas apenas para atingir opositores. Sem alimentar perseguições ou responder no mesmo tom, ela vem construindo sua imagem de forma estratégica e, principalmente, com identidade própria.
Aliada da governadora Raquel Lyra, Viviane oficializou seu posicionamento político ao se filiar ao PSD em um ato que contou com a presença da própria chefe do Executivo estadual. O gesto consolidou não apenas uma aproximação política, mas também a entrada definitiva do seu nome no debate estadual.
Antes disso, porém, Viviane já havia deixado sua marca na gestão pública de Gravatá. À frente da Secretaria de Obras, tornou-se a primeira mulher a comandar a pasta no município e acumulou entregas importantes. Entre elas, o calçamento de mais de 100 ruas, construção e recuperação de quadras poliesportivas, além de reformas estruturais em diferentes áreas da cidade.
Curiosamente, enquanto opositores tentaram desenhar a imagem de uma Viviane rígida ou distante, o que se vê nas ruas é justamente o contrário. A pré-candidata tem demonstrado simpatia, leveza e facilidade de diálogo por onde passa, características que acabam quebrando narrativas criadas no calor da disputa política.
É claro que resultado eleitoral ninguém antecipa. A resposta definitiva sempre virá das urnas, depois das convenções e do processo eleitoral. Mas independentemente do desfecho, a futura candidatura de Viviane já representa um movimento importante dentro do seu grupo político e também na sua trajetória pessoal.
Mais do que um projeto eleitoral, sua entrada na disputa carrega um simbolismo que muitas mulheres entendem de imediato: ocupar espaços que historicamente foram negados ou dificultados. Em um ambiente ainda predominantemente masculino, Viviane parece compreender que sua presença também é uma forma de representar mulheres que, muitas vezes, foram silenciadas apenas pelo fato de serem mulheres.