Tecnologia brasileira chamou a atenção da comunidade diplomática por unir TV aberta, internet, interatividade e inovação
Representantes da comunidade diplomática tiveram a oportunidade de conhecer a TV 3.0 e dialogar sobre os avanços e as perspectivas da televisão digital aberta no Brasil durante evento promovido pelo Ministério das Comunicações na tarde desta segunda-feira (11). Além de acompanhar a apresentação sobre a nova tecnologia, os representantes das embaixadas puderam conhecer os transmissores instalados na Torre de TV, em Brasília.
“Falamos sobre a TV 3.0 do Brasil, as tecnologias que estamos implantando aqui e os diferenciais em relação a outras tecnologias do mundo, mostrando por que a radiodifusão brasileira e a TV 3.0 do Brasil serão um diferencial para países da América Latina, da América Central e até da Europa”, destacou o secretário de Radiodifusão do Ministério das Comunicações, Wilson Wellisch.
Ao lado do professor do Departamento de Ciência da Computação da Universidade Federal de Juiz de Fora, Marcelo Moreno, Wellisch apresentou as funcionalidades da nova TV e as características que tornam a TV 3.0 uma tecnologia brasileira desenvolvida com base no que há de mais avançado no mundo.
O evento contou com a participação de entidades representativas da radiodifusão, além da presidente da EBC, Antônia Pellegrino, e do conselheiro da Anatel, Octávio Pieranti. Todos destacaram o histórico da televisão no Brasil, ressaltando a transição para a TV digital e a participação do Governo Federal em todo o processo de construção da TV 3.0, que tem servido de referência para outros países.
Durante a apresentação à comunidade diplomática, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, destacou que a transição está pautada em quatro pilares: avanço tecnológico, relevância social, viabilidade econômica e segurança para o futuro, garantindo que o padrão escolhido tenha robustez, capacidade de evolução e condições de atender ao país por muitos anos.
“O Brasil chega a este momento após um processo amplo, técnico e coletivo, que envolveu o Governo Federal, a Anatel, a sociedade civil organizada, a academia, a indústria, os radiodifusores e instituições que acompanham a evolução da televisão no país. Essa construção conferiu consistência à decisão, trouxe confiança aos setores envolvidos e permitiu uma escolha baseada em evidências, testes, diálogo e responsabilidade pública”, frisou o ministro, colocando-se à disposição dos representantes dos países para troca de experiências.
A nova era da TV
A nova tecnologia promete transformar a experiência do telespectador, com recursos como interatividade avançada, personalização de conteúdo, segmentação regional e qualidade superior de som e imagem.
A TV 3.0 também marca a convergência entre a radiodifusão tradicional e o ambiente digital, aproximando a TV aberta das dinâmicas já presentes nas plataformas online, sem abrir mão do alcance e da gratuidade que caracterizam o serviço no Brasil.
Na semana passada, o Ministério das Comunicações (MCom) avançou nas negociações com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial (Bird) para viabilizar a implantação da TV 3.0 no Brasil. Em reunião realizada entre as instituições, foi discutida a estrutura final de um financiamento internacional que pode chegar a US$ 500 milhões (cerca de R$ 2,7 bilhões), já aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
A iniciativa abre caminho para que emissoras de todo o país tenham acesso a linhas de crédito exclusivas para modernizar suas operações e iniciar a migração para a nova geração da televisão aberta.