A defesa de uma aliança política liderada por João Campos (PSB) e vinculada ao presidente Lula (PT) deu o tom do discurso do deputado federal Silvio Costa Filho (Republicanos) durante ato realizado na segunda-feira (15), em Gravatá. Diante de apoiadores, o parlamentar afirmou que está confiante na vitória do grupo político nas eleições de 2026 e sustentou que a principal força da candidatura será o apoio popular.
“Eu estou muito animado com a nossa vitória, porque a nossa grande aliança será a aliança com o povo de Pernambuco”, declarou. Para Silvio, a disputa eleitoral permitirá que a população faça uma comparação entre a atual administração estadual e o projeto que será apresentado pela oposição. “Mais cedo ou mais tarde, as pessoas vão saber quem é quem”, acrescentou.
Ao justificar sua posição, o deputado fez críticas à gestão da governadora Raquel Lyra e apontou dificuldades enfrentadas pelo estado em áreas consideradas estratégicas. “Nós temos dois caminhos: votar no modelo atual, votar no que está aí, e a gente está vendo os problemas da segurança, da saúde pública, os problemas da falta de abastecimento d’água, ou votar na esperança”, afirmou.
Silvio também dedicou parte significativa de sua fala à defesa do nome de João Campos para a disputa estadual. Segundo ele, o prefeito do Recife reúne as credenciais necessárias para comandar Pernambuco a partir de 2027. “Votar no jovem sério, no jovem preparado, no jovem que tem espírito público”, disse. Em seguida, elevou o tom dos elogios: “Foi o melhor prefeito da história da cidade do Recife e será, sem dúvida alguma, o melhor governador da história do nosso estado”.
O deputado ainda criticou movimentos de adversários políticos e acusou a governadora de se alinhar ao bolsonarismo. “Estão tentando embaralhar o jogo, estão tentando misturar as tintas, estão se aliando até com bolsonaristas”, declarou.
Na sequência, relembrou o período em que Lula esteve preso e afirmou que alguns dos atuais aliados da governadora estiveram em posição oposta ao presidente da República. “Enquanto o presidente Lula estava preso, tinha gente trabalhando contra o presidente Lula, do lado de lá”, disse.