A eleição para a "câmara alta" tem historicamente suas peculiaridades, a casa "revisora" geralmente tem entre seus integrantes os quadros mais experientes dos partidos, com importantes ações nos seus estados.
É uma eleição importante, com "pinta" de majoritária, mas com um papel na tribuna legislativa, inclusive sem influenciar para a definição, composição do fundo partidário.
Na indicação para compor uma chapa para o senado, são considerados vários aspectos (densidade eleitoral, força do partido, construção nacional, tempo de horário eleitoral...) em outros tempos, tinha a importância da condição financeira no conjunto da campanha.
Como em toda campanha político-eleitoral, a eleição para o senado federal requer estratégia, um bom marketing (identidade visual, slogan, ijingle…) e principalmente no cenário onde tem duas vagas em disputa, as condições do "andor" significam muito.
No estado de Pernambuco, ocorreram algumas campanhas emblemáticas que consideraram os vários aspectos citados, algumas vitoriosas e outras derrotadas, mas que servem como espelho para os dias de hoje, mesmo com a força do meio digital no atual processo eleitoral.
Lembremos da eleição de 78, o primor do slogan "Um é Cid o outro você decide"; de 86, o andor de Arraes, com Mansueto e Farias; de 94 com a estratégia de Carlos Wilson e as mais tranquilas, 2002, 2010 e 2018, mas considerando todos os aspectos conjunturais da época.
Vamos ao debate de rumos e do papel a cumprir, temos nomes com história e serviços prestados ao povo pernambucano.
Aluizio Camilo
Militante político, ex vereador e dirigente do PT na cidade do Paulista-PE.