O presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, afirmou que a política de crédito para a agricultura familiar passou por uma transformação nos últimos anos, ao comparar os recursos disponíveis no início de 2023 com as condições anunciadas no novo Plano Safra 2026/2027.
Durante o lançamento do estudo "Agroamigo: Impactos Socioeconômicos na Agricultura Familiar", em Fortaleza (CE), nesta quarta-feira (1º), Paulo disse que o fortalecimento do financiamento representa uma mudança concreta na vida dos pequenos produtores.
Segundo Câmara, quando assumiu a presidência do Banco do Nordeste, a realidade encontrada era de um limite de apenas R$ 6 mil por família para custear toda a produção anual. "Era a realidade que o presidente Lula encontrou no país", afirmou, ao destacar que o modelo foi sendo reformulado ao longo dos sucessivos Planos Safra.
O presidente do BNB lembrou que o primeiro avanço foi a criação de linhas específicas para mulheres e homens, seguida pela ampliação gradual dos valores financiados e pela inclusão dos jovens no crédito rural. Ele ressaltou ainda que o programa passou a incorporar políticas voltadas aos quintais produtivos, agroecologia e melhorias nas condições de moradia das famílias agricultoras.
"Estamos falando de R$ 6 mil que se transformaram em um Plano Safra em que a renda financiada para uma família pode chegar a R$ 74 mil. Isso mostra que a política ganhou corpo, ganhou desenvolvimento e passou a atender melhor quem mais precisa", destacou.
Paulo Câmara também comemorou o crescimento da atuação do Banco do Nordeste na execução do Pronaf. Segundo ele, as aplicações passaram de R$ 4,657 bilhões e 579 mil operações no Plano Safra 2022/2023 para uma projeção de R$ 12,5 bilhões e mais de 860 mil contratos no ciclo 2026/2027.
Ao agradecer ao Governo Federal e ao Ministério do Desenvolvimento Agrário, o presidente do BNB reafirmou o compromisso da instituição com a expansão do crédito orientado por meio do Agroamigo. "Estamos fazendo as coisas acontecerem. O banco continuará presente para garantir que esses recursos cheguem a quem produz e fortaleçam a agricultura familiar em toda a região Nordeste", concluiu.