PF mira Bacellar e pastor Márcio Poncio em operação sobre ramificação do jogo do bicho no Executivo e Legislativo do Rio
Publicado em 02/07/2026 às 11:39


A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2) em uma operação que tem como principais alvos o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.

Bacellar e Adilsinho já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados, e Poncio foi preso durante a manhã. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

A Polícia Federal cumpre mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (2) em uma operação que tem como principais alvos o ex-presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Rio) Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio.

Bacellar e Adilsinho já estavam presos, mas foram alvos de novos mandados, e Poncio foi preso durante a manhã. Os mandados foram expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Um dos alvos de busca e apreensão é Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral.

Procurada, a defesa de Bacellar ainda não se manifestou. A reportagem busca os advogados de Adilsinho, Poncio e Cabral.

A ação desta quinta é uma nova fase da operação Unha e Carne, que já investigou suspeitas de vazamento de informações sigilosas que teriam beneficiado o Comando Vermelho.

A PF apura, na ação desta quinta, suspeitas de lavagem de dinheiro praticados pela cúpula do novo jogo do bicho e eventual ramificação do esquema em integrantes do Executivo e Legislativo do Rio.

Além dos três mandados de prisão preventiva, são cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nas cidades do Rio e de São João de Meriti (Baixada Fluminense). Moraes ordenou o bloqueio de bens e valores de até R$ 22 milhões.

“Esta nova fase teve início após a apreensão de listas em poder do conhecido contraventor indicarem a existência de registros relacionados a supostos pagamentos indevido NNs, doações eleitorais e contabilidade vinculada à lavagem de capitais”, diz a PF.

“As listas chamaram a atenção dos investigadores por apontarem possíveis repasses diretos de valores a agentes políticos do Estado do Rio de Janeiro.”

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