O diretor Financeiro e de Crédito do Banco do Nordeste (BNB), Wagner Rocha, afirmou que o Nordeste vive uma mudança de paradigma econômico e passou a ocupar uma posição estratégica no desenvolvimento do país. Ele estaca que a região deixou de ser vista apenas como destinatária de políticas públicas para se tornar protagonista em áreas como energia renovável, inovação, bioeconomia e segurança alimentar.
Segundo Wagner Rocha, o avanço do Nordeste pode ser observado em diferentes setores da economia. "Quando o Brasil fala em transição energética, o Nordeste responde com liderança em energias renováveis. Quando fala em bioeconomia, encontra uma das maiores biodiversidades do planeta. E quando fala em inovação e transformação digital, encontra ecossistemas que avançam do litoral ao interior", destacou.
Para o diretor, os resultados alcançados pelo Banco do Nordeste reforçam esse novo cenário. Em 2025, a instituição registrou mais de R$ 68 bilhões em contratações, sendo R$ 50 bilhões por meio do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). "Mais importante do que o volume é o que ele revela: confiança para investir, capacidade para produzir, conhecimento para inovar e disposição para transformar. Essa é a palavra mais importante: transformar a vida das pessoas", afirmou.
Wagner também ressaltou o alcance dos programas de microfinanças do banco. Segundo ele, apenas no último ano foram aplicados cerca de R$ 22 bilhões por meio do Crediamigo e do Agroamigo, iniciativas que influenciam diretamente milhões de pessoas na região. "São programas que transformam vidas e que se consolidaram como referências em microfinanças, servindo de modelo para outras instituições", disse.
Outro destaque apresentado pelo diretor foi o crescimento dos investimentos na indústria e na inovação. De acordo com ele, os financiamentos destinados ao setor industrial cresceram 57% no último ano, enquanto as operações voltadas à inovação alcançaram R$ 3,1 bilhões em 2025 — mais de cinco vezes o volume registrado em 2021.