O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ser “natural” que o presidente do “maior partido do Brasil”, Valdemar Costa Neto, atue politicamente junto a deputados federais, em especial os do próprio PL. “Essa perseguição precisa parar”, pontuou.
A declaração foi publicada nas redes sociais do senador nesta sexta-feira (10/7), após o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinar o bloqueio de R$ 119 milhões de Valdemar, por suposto direcionamento irregular de emendas parlamentares.
“Tenho certeza que o presidente Valdemar saberá dar todas as respostas aos pontos levantados”, disse Flávio. Além disso, o senador afirmou ser “lamentável” que a Polícia Federal (PL) atue de forma “seletiva” para “constranger” um adversário político do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).“A Polícia Federal, que diz não ter efetivo, nem recursos para investigar as denúncias contra Lulinha, filho do presidente Lula, mais uma vez mobiliza recursos para atacar adversários do presidente”, escreveu.
"Premissas frágeis"
Pouco antes, a defesa de Valdemar havia emitido uma nota apontando que a denúncia parte “de premissas frágeis, inferências subjetivas e de uma indevida criminalização da atividade político-partidária”.
Segundo a defesa, é natural e legítimo que, no sistema democrático, um presidente de partido dialogue com parlamentares e influencie politicamente sua bancada.
A defesa — composta pelos advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury — ainda aponta que adotará “todas as medidas judiciais cabíveis para demonstrar a improcedência das imputações”. Com informações do Correio Braziliense.