Tamandaré vive um dos maiores ciclos de desenvolvimento de sua história. O crescimento do turismo, da construção civil, dos empreendimentos imobiliários e do comércio fortalece a economia local e amplia as perspectivas para o município. Porém, esse avanço convive com um desafio que impacta diretamente a administração pública: a elevada inadimplência do IPTU e da Taxa de Coleta de Lixo.
Segundo a administração municipal, a dívida dos contribuintes já ultrapassa R$ 20 milhões. São recursos que deixam de entrar nos cofres públicos e que poderiam ser aplicados em pavimentação, iluminação, saúde, educação, infraestrutura e na manutenção dos serviços essenciais.
Entre os tributos está a Taxa de Coleta de Lixo, cobrada juntamente com o IPTU. Pela legislação municipal, o valor é de R$ 50 por ano para cada 100 metros quadrados de imóvel, contribuindo para custear a coleta de resíduos e a limpeza urbana. Apesar do baixo valor, muitos proprietários deixam de cumprir essa obrigação, comprometendo um serviço utilizado diariamente por toda a população.
À frente da administração municipal, o prefeito Carrapicho enfrenta o desafio de equilibrar as contas públicas diante da queda na arrecadação provocada pela inadimplência. Embora moradores e vereadores frequentemente cobrem novos auxílios, programas sociais e investimentos, a criação de despesas depende da existência de recursos e do cumprimento da legislação fiscal. Nenhum gestor pode ampliar gastos sem receita suficiente para sustentá-los.
A inadimplência não prejudica apenas a Prefeitura, mas toda a cidade. Quando tributos deixam de ser pagos, diminuem os investimentos, limita-se a capacidade de execução de obras e torna-se mais difícil manter e ampliar os serviços públicos.
O desenvolvimento de Tamandaré depende de uma responsabilidade compartilhada. Cabe ao poder público administrar os recursos com transparência e eficiência, mas também é dever do cidadão manter seus tributos em dia. Pagar o IPTU e a Taxa de Coleta de Lixo não representa apenas o cumprimento de uma obrigação legal; é uma contribuição direta para que o município continue crescendo.