O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda-feira (27/7) que o Governo do Distrito Federal (GDF) é o responsável por encontrar uma solução para a crise do Banco de Brasília (BRB) e descartou novamente a possibilidade de a União assumir o custo da operação.
Segundo ele, o banco enfrenta um problema originado em operações com o Banco Master que, em suas palavras, tiveram "origem criminosa", e a saída passa pelo uso de fundos do próprio DF como garantia para uma operação de recuperação.
Em entrevista à Rádio Jornal, de Pernambuco, Durigan afirmou que o BRB "passou R$ 12 bilhões para o Master e recebeu guardanapo de volta", em referência a ativos que, segundo ele, não tinham valor. O ministro também ressaltou que o banco possui operações e carteiras saudáveis, mas que houve dilapidação patrimonial.
Na sequência, Durigan enfatizou que a União não é acionista do banco e, por isso, não deve assumir os custos do resgate. "O BRB é um banco cujo acionista principal é o Governo do Distrito Federal. A União pode ajudar na discussão com o sistema financeiro, mas de jeito nenhum vai assumir esse problema", afirmou.
Sem risco sistêmico
Segundo o ministro, o acordo firmado no Supremo Tribunal Federal (STF) prevê que fundos constitucionais do Distrito Federal sejam utilizados como garantia para uma operação de salvamento da instituição financeira. Ele acrescentou que o Banco Central informou à Corte que uma eventual liquidação do BRB não representaria risco sistêmico para o sistema financeiro nacional.
"Os fundos do DF devem ser usados como garantia para uma operação de salvamento do BRB. O Banco Central disse no Supremo que não há risco sistêmico, mas há um problema para a população do Distrito Federal", disse.
Durigan afirmou ainda que o BRB negocia com instituições financeiras e com o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para demonstrar a viabilidade de seu plano de reestruturação e obter apoio para a recuperação do banco. Com informações do Correio Braziliense.