Tesouro Nacional: despesas do governo fazem dívida pública subir; déficit é de R$ 48,2 bilhões em junho
Publicado em 30/07/2026 às 15:24


As contas do governo central, que engloba Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social, registraram um déficit de R$ 48,2 bilhões em junho deste ano, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (30) pelo Tesouro Nacional. No ano passado, no mesmo mês, foi registrado um déficit de R$ 44,2 bilhões.

O déficit do mês passado superou à mediana das expectativas do Prisma Fiscal do Ministério da Fazenda, que projetavam um déficit de R$ 45,3 bilhões. O resultado conjunto do Tesouro Nacional e do Banco Central foi superavitário em R$ 2,3 bilhões, enquanto a Previdência Social (RGPS) apresentou um déficit de R$ 50,5 bilhões.

O desempenho do mês é resultado de um aumento real de 10,3% na receita líquida e um aumento real de 9% nas despesas totais em comparação com junho de 2025.

Segundo o Tesouro, a elevação nas receitas é decorrente, principalmente, do desempenho das receitas administradas pela Receita Federal, que apresentaram uma variação positiva de 10,2% (+R$ 15,1 bilhões), e de uma alta de 23% (+R$ 4,9 bilhões) nas Receitas Não Administradas.

A arrecadação com a Cofins, decorrente do bom desempenho em diferentes setores de atividade econômica, se destacou entre as receitas administradas, além das receitas com o Imposto de Exportação sobre óleo bruto, criado para evitar o desabastecimento e mitigar os efeitos da alta do Brent gerada pelo conflito no Oriente Médio.

As receitas não administradas também foram impactadas pela alta do Brent, com o destaque sendo o crescimento dos recolhimentos associados à exploração de recursos naturais, especialmente os referentes a royalties e à comercialização de petróleo e gás natural da União pela PPSA (Pré-Sal Petróleo S/A).

No caso das despesas primárias, o aumento real observado no mês de junho foi liderado pelo crescimento nas despesas do Poder Executivo previstas na execução orçamentária, com destaque para os pagamentos de ações na função Saúde.

Os créditos extraordinários também tiveram participação relevante nas despesas do último mês, com destaque para os recursos destinados à subvenção do óleo diesel de uso rodoviário.

O resultado primário do Governo Central acumulado no primeiro semestre de 2026 é deficitário em R$ 92,2 bilhões, ante déficit de R$ 11,3 bilhões no mesmo período de 2025, em termos nominais.

Enquanto o Tesouro Nacional e o Banco Central registraram um superávit de R$ 144 bilhões, a Previdência Social (RGPS) foi deficitária em R$ 236,2 bilhões.

A meta de resultado primário para 2026 é de superávit de R$ 34,3 bilhões, ou 0,25% do PIB, mas com intervalo de tolerância o que permite um resultado zerado (déficit zero).

Com informações da CNN Brasil.

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