O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou nesta sexta-feira (31/7) que pretende comprovar sua inocência nas investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre suposto favorecimento ao extinto Banco Master. Em entrevista à rádio Baiana FM, o parlamentar evitou comentar o mérito das acusações por orientação de sua defesa, mas ressaltou que o próprio objetivo do inquérito é esclarecer os fatos e afastar eventuais responsabilidades indevidas.
Sem entrar em detalhes sobre a investigação, Wagner declarou que está confiante no trabalho das autoridades e disse acreditar que o processo demonstrará sua inocência. Segundo o senador, neste momento sua prioridade é a disputa eleitoral na Bahia, destacando que a convenção partidária contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O petista também afirmou continuar contando com o respaldo político de Lula, mesmo após ter deixado a liderança do governo no Senado em meio ao avanço das investigações. Wagner relatou que entregou o cargo ao presidente para evitar desgastes ao Executivo e disse ter recebido manifestações públicas de apoio do chefe do Palácio do Planalto durante compromissos recentes no estado.
Apesar de ser alvo da operação da Polícia Federal, o senador afirmou que segue motivado a disputar uma vaga no Senado e disse ter recebido manifestações positivas da população durante encontros do Programa de Governo Participativo (PGP). Segundo ele, a recepção durante os eventos reforça sua disposição para permanecer na corrida eleitoral.
As investigações apontam que Wagner mantinha uma relação próxima com Augusto Ferreira Lima, conhecido como "Guga", ex-sócio do Banco Master. De acordo com a Polícia Federal, essa proximidade teria facilitado o contato do senador com Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira, permitindo interlocução sobre temas legislativos e interesses do banco. Os documentos da investigação foram tornados públicos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso.
A Polícia Federal sustenta haver indícios de que o parlamentar recebeu vantagens econômicas em troca de atuação favorável a interesses do Banco Master. Entre os elementos reunidos pelos investigadores estão registros de frequentes contatos telefônicos entre Wagner e Augusto Lima, viagens em comum, encontros familiares e a inclusão do nome do senador em uma lista de autoridades que receberiam presentes de alto valor no fim de 2024. A defesa de Jaques Wagner nega irregularidades e afirma que o senador demonstrará sua inocência ao longo das investigações. Com informações do Correio Braziliense.