A candidatura de Marília Arraes, do PDT, ao Senado Federal sofreu um duro golpe na última semana. A retirada de apoio do presidente da Assembleia Legislativa, Álvaro Porto e de seu filho, Gabriel Porto, reverberou na cena política estadual e acarretou em rompimentos de prefeitos e lideranças ligadas a Álvaro, que não mais acompanharão e votarão em Marília.
O mote dado por Álvaro foi forte: “Infelizmente, Marília, mais uma vez, demonstrou dificuldade em cumprir aquilo que foi acordado e em honrar a palavra empenhada”. Ou seja, segundo ele, a candidata não tem cumprido acordos, algo imperdoável no mundo político, principalmente em um cenário eleitoral duro e disputado como o de Pernambuco.
Para piorar a situação de Marília, o senador Fernando Dueire, do PSD, declarou apoio ao petista Humberto Costa, que busca mais uma reeleição. De quebra, Mendonça Filho, do PL, oficializou a condição de candidato ao Senado e desde então tem conseguido apoios relevantes de todas as regiões do estado.
Assim como aconteceu em 2022, Marília largou muito na frente dos seus concorrentes no período pré-eleitoral e assim como aconteceu em 2022 seu projeto eleitoral corre o sério risco de murchar, de derreter de maneira contundente e irreversível.
Derretendo - Aquilo que as ruas de Pernambuco já avisavam e a classe política já aguardava foi confirmado pela mais nova pesquisa eleitoral do Instituto Múltipla para o Senado Federal, divulgada nesta quarta-feira. A candidata Marília Arraes caiu 5% desde a última pesquisa. Marília continua na liderança, mas caiu de 32% para 27%. Humberto Costa saiu de 17% para 19%, enquanto Eduardo da Fonte passou de 13% para 14%.
Mendonça forte - Outra sensação das ruas que foi confirmada pela pesquisa é a força da candidatura de Mendonça Filho ao Senado. Mesmo tendo lançado seu nome há poucos dias ele já aparece na pesquisa do Múltipla com 15%. O desempenho robusto deve contribuir para a busca por mais apoios e aliados à sua candidatura.
Os nomes - Em entrevista ao programa Cidade em Foco, o prefeito de Toritama, Sérgio Colin, falou sobre o processo de escolha dos suplentes do candidato ao Senado, Eduardo da Fonte. Segundo ele, a primeira suplente escolhida foi Jane Santos, esposa do deputado estadual Presbítero Adalto Santos. Já a indicação do segundo suplente ficou a cargo da governadora Raquel Lyra.
Reforço - O deputado federal Felipe Carreras ganhou mais um reforço para o seu projeto de reeleição. Na tarde desta terça-feira ele recebeu a declaração de apoio do vereador de Brejo da Madre de Deus, Hannaelton Peteleco. Hannaelton apoiava a reeleição de Mendonça Filho, que agora é candidato a senador pelo PL.
Força popular - Quem pensa que o vereador de Santa Cruz do Capibaribe, Carlinhos da COHAB, está para brincadeira “pode tirar o cavalinho da chuva”. Candidato a deputado federal, ele investirá em uma grande estrutura de campanha e em movimentos de rua, na busca por apoios que viabilizem sua candidatura. Experiente e ambicioso, Carlinhos quer ir longe, apostando no presente e de olho no futuro.
Túlio fica - Após rumores de que desistiria da sua candidatura ao Senado, o deputado federal Túlio Gadêlha foi às redes sociais para confirmar que seguirá na disputa. “Fui escolhido pela governadora Raquel e conto nesse projeto com mais de 100 prefeitos e prefeitas. O Senado nos espera!”
Composição - O candidato a deputado federal Miguel Coelho indicou Carlos Andrade Lima, secretário-geral do União Brasil em Pernambuco, para a primeira suplência de Eduardo da Fonte ao Senado. Com a definição, a chapa também terá a Irmã Jane como segunda suplente. Miguel e Fernando Filho declararam apoio à candidatura de Eduardo, em uma composição que conta com o aval da governadora Raquel Lyra.
Alcolumbre - Após reunião com o presidente Lula, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, classificou o encontro como “muito bom” e afirmou que a conversa tratou da relação institucional entre os dois. Questionado sobre a indicação de Jorge Messias ao STF, Alcolumbre disse que não houve discussão sobre o tema e que os dois trataram da relação institucional para o futuro. Sobre o fim da escala 6x1, afirmou que ainda não há calendário para votação.