TSE admite ação que pode deixar Lula inelegível
Publicado em 18/08/2026 às 07:30


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) admitiu o processamento de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) apresentada pelo Partido Novo contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), ambos candidatos à reeleição. O processo questiona o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói no Carnaval de 2026.

A ação é relatada pelo corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Antonio Carlos Ferreira, que proferiu a decisão de admissibilidade. O Novo acusa Lula e Alckmin de abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação em razão da homenagem feita ao presidente pela escola de samba.

O partido sustenta que o desfile, realizado em fevereiro, teria utilizado recursos e estrutura públicos em benefício eleitoral da chapa. Segundo a legenda, a homenagem à trajetória de Lula ocorreu em um ano de eleição presidencial e poderia ter contribuído para promover antecipadamente a candidatura.

Com a decisão do TSE, a ação seguirá para análise. O processo pode resultar, caso as acusações sejam comprovadas e a Justiça Eleitoral acolha os pedidos do Novo, na cassação dos registros ou diplomas e na declaração de inelegibilidade dos envolvidos. A admissão da ação, porém, não significa que Lula ou Alckmin já tenham sido considerados culpados ou inelegíveis.

Veja Também

TSE publica acórdão e confirma inelegibilidade de Castro sem cassação

TRE-SP mantém, por unanimidade, inelegibilidade de Pablo Marçal

TRE-SP mantém, por unanimidade, inelegibilidade de Pablo Marçal

Coluna da sexta-feira; “Não é o TCE que julga, que declara a inelegibilidade, essa missão cabe à Justiça Eleitoral”, diz presidente do TCE