Com mais de 25 anos de atuação dedicada à saúde e ao Sistema Único de Saúde (SUS), o vereador do Recife Tadeu Calheiros prepara uma agenda voltada à saúde para a Câmara Federal.
Médico e oncologista pediátrico, Tadeu está no segundo mandato na Câmara do Recife, onde preside a Comissão de Saúde e exerce a liderança do MDB na Casa de José Mariano e, hoje, é um dos principais nomes na corrida por uma cadeira no ingresso nacional.
A experiência acumulada ao longo da carreira médica, na atuação sindical e na vida pública, segundo o vereador, será a base para a construção de uma agenda nacional voltada principalmente à defesa dos profissionais de saúde e ao fortalecimento da assistência oferecida à população.
Entre as prioridades está a defesa de uma política nacional de valorização das categorias da saúde. Tadeu pretende intensificar o debate federal pela luta do piso nacional dos médicos e cirurgiões-dentistas, além de pautar melhores condições de trabalho e valorização de categorias como agentes comunitários de saúde, agentes de combate às endemias, técnicos de saúde bucal, entre outros.
“Quem está na ponta sabe exatamente quais são os problemas do sistema. Não existe saúde pública de qualidade sem profissionais valorizados, equipes completas e condições adequadas de trabalho. A defesa do SUS passa necessariamente pela valorização de quem faz o SUS funcionar todos os dias”, destaca Tadeu.
Outra frente apontada pelo vereador é a necessidade de ampliar os investimentos na infraestrutura da rede pública. Para ele, Pernambuco precisa de uma atuação articulada entre União e Estado para recuperar e modernizar hospitais metropolitanos e unidades de referência, garantindo recursos para reformas, readequações, equipamentos e manutenção.
Tadeu também defende o fortalecimento da atenção básica como estratégia para melhorar o atendimento e reduzir a pressão sobre os serviços de média e alta complexidade. Na saúde bucal, cita como exemplo o avanço registrado no Recife, onde a cobertura teria passado de 38% para 70% a partir de ações desenvolvidas pela gestão municipal.
A meta, segundo ele, é ampliar ainda mais esse acesso e buscar a universalização da saúde bucal na atenção básica.
“Precisamos investir na prevenção e na atenção básica. Quanto mais próximo o serviço estiver da população, maior será a capacidade de prevenir doenças, acompanhar os pacientes e evitar que problemas que poderiam ser resolvidos na atenção básica cheguem aos hospitais em situações mais graves”, destaca.
A recomposição das equipes também aparece entre as prioridades. Tadeu defende a realização de concursos públicos e a convocação de profissionais para suprir demandas existentes tanto na rede municipal quanto na estadual, especialmente em áreas que apresentam déficit de trabalhadores.
Uma das experiências que, segundo ele, reforça essa necessidade é o movimento #NomeiaJá, que teve sua atuação voltada à convocação de profissionais aprovados em concursos da saúde do Recife. O movimento já resultou, conforme dados apresentados por Tadeu, na nomeação de mais de 5.500 profissionais para a rede municipal e mantém a mobilização por novas convocações.
A proposta para a atuação federal, portanto, parte de problemas observados no cotidiano da saúde municipal e estadual. A ideia é ampliar a discussão para temas como financiamento do SUS, infraestrutura, contratação de profissionais, valorização das carreiras e expansão dos serviços de atenção básica.
Além da experiência como médico e gestor público, Tadeu acumula passagem marcante pela representação da categoria médica. Foi presidente do Sindicato dos Médicos de Pernambuco e da Federação Médica Brasileira, experiência que contribuiu para ampliar sua visão sobre os desafios enfrentados pelos profissionais e pelo sistema de saúde em diferentes regiões do país.
“Minha trajetória sempre esteve ligada à saúde. Conheço a realidade do consultório, do hospital, do profissional que está na ponta e também a realidade de quem precisa do SUS. O que pretendo é levar essa experiência para o debate nacional e trabalhar para que Pernambuco tenha mais recursos, mais estrutura e profissionais cada vez mais valorizados”, não pontua.