Débora Almeida cumpre agenda no Agreste com foco no desenvolvimento econômico e ato político em Bom Conselho
Publicado em 02/10/2026 às 07:20

Em uma intensa agenda de trabalho realizada ontem (quarta-feira, 31), a deputada estadual Débora Almeida percorreu municípios do Agreste pernambucano, integrando visitas ao polo têxtil e produtivo da região com mobilização política ao lado de lideranças locais.

A jornada teve início em Caruaru, onde a parlamentar visitou as instalações de uma fábrica e lavanderia de jeans, setor estratégico para a economia do Estado. Na sequência, Débora seguiu para conhecer a estrutura da fábrica Kindly, acompanhando de perto o processo produtivo, a geração de empregos e as demandas do segmento industrial agrestino.

"Acompanhar de perto a força do nosso polo têxtil em Caruaru e o trabalho de indústrias da área de confecções nos mostra o potencial transformador do Agreste. O nosso mandato segue firme na Assembleia Legislativa em defesa do incentivo à produção local, da geração de empregos e do fortalecimento das empresas que impulsionam Pernambuco”, destacou Débora Almeida. Nas visitas ela foi recepcionada pelos empresários Bruno, Fabrício e Mariana duarte

Durante a noite, a deputada esteve no município de Bom Conselho, onde participou de um grande ato político ao lado do prefeito Edézio, do deputado federal Clodoaldo Magalhães, do vereador Chico e outras lideranças. O evento reuniu centenas de moradores e simpatizantes em uma demonstração de apoio à caminhada política do grupo.

NA VÉSPERA - Terça (dia 30), a deputada marcou presença no distrito de Vila Raiz, em Belo Jardim. Ao lado do prefeito Gilvandro Estrela, do vice prefeito Zé Lopes, do vereador Daniel Lopes, o ex e de diversas lideranças da região, a parlamentar realizou uma caminhada pelas ruas da localidade, onde conversou com moradores e acompanhou de perto as demandas da comunidade.

"Estar em Vila Raiz ao lado do prefeito Gilvandro e de tantas lideranças nos enche de energia para continuar trabalhando firme por Belo Jardim. Nossa caminhada reafirma o compromisso de ouvir a população de perto e buscar investimentos que de fato transformem a vida das pessoas e tragam mais desenvolvimento para a nossa terra", ressaltou a deputada Débora Almeida.

PREFEITURA DE BEZERROS INAUGURA 2ª COZINHA COMUNITÁRIA DO MUNICÍPIO
Publicado em 02/10/2026 às 07:15

Uma parceria entre o Governo de Pernambuco e a Prefeitura de Bezerros, no Agreste, possibilitou a entrega de mais um importante equipamento social para o município. Nesta quinta-feira (01), a prefeita Lucielle Laurentino entregou a 2ª Cozinha Comunitária da cidade, que fica no Bairro da Gameleira. O espaço vai ofertar 200 refeições diárias para famílias em vulnerabilidade nutricional. O investimento é de mais de R$ 50 mil.

“Começamos o mês de outubro entregando mais dignidade, cuidado e respeito ao cidadão bezerrense, especialmente aos moradores da Gameleira. A comunidade recebe uma Cozinha Comunitária, que chega para garantir segurança alimentar e nutricional para às famílias assistidas e acompanhadas pela assistência social. São mais de mil refeições que serão servidas, toda semana, para quem mais precisa”, destacou a prefeita Lucielle Laurentino.

A Cozinha Comunitária da Gameleira, que fica na Rua Manoel Laurentino Filho, Nº 705 (próximo à Unidade Básica de Saúde - UBS do bairro), vai oferecer 200 refeições diárias, todas às noites, para famílias da comunidade. Juntas, as duas cozinhas do município vão ofertar mais de oito mil refeições mensais, beneficiando milhares de moradores em vulnerabilidade alimentar e nutricional.

O novo equipamento deve ter um custo médio, mensal, de R$ 40 mil para manutenção e funcionamento, sendo parte dos recursos do Estado e contrapartida da Prefeitura de Bezerros. O público alvo são famílias assistidas e acompanhadas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) da Secretaria de Cidadania do município.

“Em nome do povo bezerrense, expresso gratidão à governadora Raquel Lyra e a prefeita Lucielle Laurentino por nos possibilitar oferecer uma refeição digna, de qualidade e com o sabor de cuidado e proteção que nossas famílias merecem. A entrega da nossa segunda Cozinha Comunitária é a certeza de que Bezerros está fazendo a política pública de assistência social acontecer, de fato e de direito”, pontuou a secretária de Cidadania, Daylma Lima.

Além da prefeita Lucielle Laurentino, da vice-prefeita Socôrro Silva e da secretária de Cidadania, Daylma Lima, estiveram presentes a gestora do Núcleo de Equipamentos de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria Estadual de Assistência Social, Combate à Fome e Políticas sobre Drogas, Laís Oliveira, os vereadores Edvaldo Correia (Adé), Rinaldo Luiz, Roberto Bezerra (Dinda) e a vereadora Lindineide Bezerra (Tatai), além de secretários, servidores e população em geral.

Viviane Facundes realizou Porta a Porta no bairro do Prado, em Gravatá
Publicado em 02/10/2026 às 07:15

Candidata a deputada estadual pelo PSD percorreu a Rua Santo Antônio em agenda de campanha na quinta (01)

A candidata a deputada estadual Viviane Facundes (PSD) realizou, na noite da quinta (01), um Porta a Porta no bairro do Prado, em Gravatá. A agenda teve concentração na Pracinha do Prado e reuniu apoiadores durante o percurso pela Rua Santo Antônio.

A mobilização foi marcada pelo contato direto com os moradores da localidade. Ao longo do percurso, Viviane conversou com a população, recebeu manifestações de apoio e apresentou sua candidatura à Assembleia Legislativa de Pernambuco.

A agenda fez parte da programação de campanha de Viviane Facundes, que disputa uma vaga de deputada estadual pelo PSD com o número 55678.

DataTrends: Raquel Lyra tem 52% dos votos válidos e João Campos, 46%, na disputa pelo Governo de Pernambuco
Publicado em 02/10/2026 às 07:15

A nova pesquisa DataTrends sobre a disputa pelo Governo de Pernambuco mostra Raquel Lyra com 52% dos votos válidos, enquanto João Campos registra 46%. Ivan Moraes e Professora Camila aparecem com 1% cada. Para o cálculo dos votos válidos, são excluídos brancos, nulos e eleitores que não sabem ou não responderam.

No cenário estimulado considerando todos os votos, Raquel tem 47% e João, 41%. Ivan Moraes e Professora Camila registram 1% cada. Brancos e nulos somam 4%, e 6% não sabem ou não responderam. Na comparação com a rodada anterior do DataTrends, realizada entre 22 e 24 de setembro, Raquel passou de 46% para 47%, enquanto João permaneceu em 41%.

Em uma eventual disputa de segundo turno, a pesquisa registra 48% para Raquel Lyra e 43% para João Campos. Brancos e nulos representam 4% e outros 5% não sabem ou não responderam. Considerando somente os votos válidos, os percentuais são de 53% para Raquel e 47% para João.

O levantamento também mediu o potencial de voto dos dois candidatos. Entre os entrevistados, 46% dizem que votariam com certeza em Raquel Lyra, 18% afirmam que poderiam votar e 34% dizem que não votariam nela de jeito nenhum; 2% não sabem ou não responderam. Para João Campos, 41% afirmam que votariam com certeza, 22% poderiam votar e 34% dizem que não votariam nele de jeito nenhum; 3% não sabem ou não responderam.

A avaliação da administração estadual também foi aferida. A gestão da governadora Raquel Lyra é aprovada por 60% dos entrevistados e desaprovada por 31%, enquanto 9% não sabem ou não responderam.

Na pergunta espontânea, Raquel registra 31%, contra 25% de João Campos, enquanto 44% ainda não sabem ou não responderam.

A pesquisa ouviu 1.200 eleitores presencialmente entre 28 e 30 de setembro. A margem máxima de erro é de 2,83 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado sob os números PE-02975/2026 e BR-09795/2026.

Uma noite para a história: Mendonça encerra campanha em Belo Jardim diante da memória de seu pai
Publicado em 02/10/2026 às 07:15

Em Belo Jardim, sua terra natal, Mendonça encerrou sua agenda política de campanha diante de uma multidão que tomou as ruas do município. Ao lado do prefeito Gilvandro Estrela, do candidato a deputado federal Augusto Coutinho, da candidata a deputada estadual Débora Almeida, vereadores e lideranças locais, o candidato ao Senado percorreu a cidade cercado por abraços, aplausos e manifestações de carinho. A caminhada terminou em frente à estátua de seu pai, José Mendonça Bezerra, transformando o encerramento em um momento de forte carga simbólica e emoção para Mendonça, sua família e os moradores de Belo Jardim.

Ao falar diante de sua terra, Mendonça não escondeu a emoção. “Nessa noite aqui, da nossa terra, eu vivo um dos momentos mais marcantes da minha vida pública. O povo na rua, o povo vibrando, o povo abraçando, o povo participando de uma festa maravilhosa.” Em seguida, voltou às próprias raízes para explicar o significado daquele momento: “Ao retornar a Belo Jardim, é como se eu voltasse para o ninho”, relembrou. Diante da lembrança do pai e da mãe, ambos nascidos no município, Mendonça se emocionou e afirmou que honra a história construída pela família com quatro décadas de vida pública e ficha limpa. "Com a graça de Deus serei eleito senador de Pernambuco",completou Mendonça.

A trajetória política também foi lembrada no discurso, desde os primeiros cargos até sua passagem pelo Governo de Pernambuco e pelo Ministério da Educação. E foi ao falar de seu legado em Pernambuco que a emoção voltou a tomar conta: “Onde quer que se vá em Pernambuco, de Petrolina ao Recife, de Abreu e Lima a Palmares, passando por Caruaru, Garanhuns, Alto Sertão e Serra Talhada, se encontra uma obra feita na área da educação.”, lembrou o candidato.

Em seguida, o prefeito Gilvandro Estrela fez uma declaração igualmente carregada de emoção, associando sua própria trajetória à parceria com Mendonça e reforçando o papel que atribui a ele na história do município. “Mendonça é o pai dessa terra. Tudo o que eu fiz como prefeito de Belo Jardim, ele ajudou para mim.”, destacou. Em referência à oportunidade inédita de o município ter um representante no Senado, Gilvandro afirmou diante do público: “O povo acordou, o povo quer Mendonça, porque Mendonça faz e vai fazer muito mais.”, afirmou o prefeito de Belo Jardim. A cena diante da estátua de José Mendonça Bezerra encerrou a caminhada com discursos emocionados e simbolizou, para o candidato, o reencontro entre sua trajetória política e as raízes que marcaram sua vida.

Com a campanha chegando aos últimos dias antes do primeiro turno, marcado pelo Tribunal Superior Eleitoral para 4 de outubro, Mendonça encerrou sua caminhada eleitoral justamente onde sua história começou: Belo Jardim. Entre a multidão e a memória do pai, deixou registrada uma das frases mais pessoais da noite: “Eu sou filho da Baraúna.”, declarou.

A despedida da campanha em sua cidade natal foi marcada pela imagem de um candidato cercado pelo povo e diante da memória de José Mendonça, em uma noite que reuniu política, história familiar e emoção.

Onda Azul volta a reunir grande público em Vitória de Santo Antão com Iza, Túlio, Paulo Roberto e Carlos Costa
Publicado em 02/10/2026 às 07:10

Vitória de Santo Antão recebeu, nesta quinta-feira (1), mais uma edição da Onda Azul, caminhada política das candidaturas de Iza Arruda, para deputada federal, e Túlio Arruda, para deputado estadual. A concentração aconteceu na Praça da Matriz, de onde o grupo seguiu em direção ao Pinga-Fogo.

O ato contou com a participação do prefeito Paulo Roberto, que vem acompanhando e articulando as agendas das duas candidaturas no município, além de Carlos Costa, candidato a vice-governador na chapa encabeçada por João Campos.

Ao longo do percurso, candidatos e lideranças caminharam ao lado de apoiadores e cumprimentaram moradores. Segundo a organização, a edição registrou grande participação popular. A mobilização dá sequência a outras edições da Onda Azul realizadas nas últimas semanas em Vitória de Santo Antão, sempre com a Praça da Matriz como ponto de concentração e percursos por diferentes bairros da cidade.

Durante a caminhada, Iza Arruda destacou a fé e a disposição para seguir enfrentando a campanha. “Fé pra quem não perde o foco, fé para enfrentar as adversidades da vida. E é com essa fé, com essa dedicação, muito trabalho e disposição que a gente chega no dia de hoje, nessa caminhada linda, acreditando num futuro ainda melhor”, afirmou.

Túlio Arruda reforçou a parceria política com Iza e falou sobre sua decisão de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa. “Eu coloquei meu nome à disposição porque eu tenho confiança em vocês. A gente pode fazer muito mais, junto com Iza na Câmara Federal e Túlio Arruda na Assembleia Legislativa de Pernambuco”, declarou.

Paulo Roberto também discursou durante o ato e reafirmou sua confiança no grupo político que apoia. “Eu entrego a Deus e eu confio no povo da cidade da Vitória e de Pernambuco. Minha cidade, meu coração. Está chegando a hora da vitória de Iza, de Túlio, de Marília, de Humberto, de João e de Lula”, enfatizou o prefeito.

Com a caminhada desta quinta-feira, a campanha de Iza e Túlio mantém a sequência de mobilizações de rua em Vitória de Santo Antão, apostando no contato direto com os moradores na reta final do período eleitoral.

Entidades acusam intervenção do STF e TSE: é agressão à liberdade de imprensa
Publicado em 02/10/2026 às 07:10

Três importantes entidades associativas que representam veículos de comunicação divulgaram nora conjunta, na noite desta quinta-feira (1º), manifestando “profunda indignação” com a intervenção de ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para “melar” o tradicional debate da TV Globo, último antes da eleição de primeiro turno, que permitiria o confronto de ideias dos candidatos a Presidente da República.

Na nota, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) se solidarizaram com a emissora e protestaram contra a iniciativa de magistrados de notórias ligações ao Palácio do Planalto para intervir “nas regras previamente definidas que levou ao cancelamento do último debate presidencial do primeiro turno.”

“As entidades entendem que a interferência não se trata apenas de uma imposição de obrigações, sem previsões em lei, contra uma emissora privada”, adverte a nota. “É, sobretudo, uma agressão à liberdade de imprensa ao forçar a condução do debate em desrespeito a regras acordadas há meses entre a emissora e os partidos.””

A Aberte, Aner e ANJ lamentaram que “os excessos judiciais atropelaram o direito de os cidadãos terem acesso às propostas dos candidatos que, conforme prevê a lei eleitoral, já tinham sido convidados e se dispuseram a participar do debate.”

Joaquim Lapa realiza último ato de campanha em Carpina nos braços do povo
Publicado em 02/10/2026 às 06:50

Ex-prefeito e candidato a deputado federal (MDB), Joaquim Lapa encerrou sua campanha com uma demonstração de força política. Ele liderou uma grande caminhada na cidade de Carpina, na Mata Norte de Pernambuco, nesta quarta-feira (30), arrastando uma multidão pelas ruas do município.

Partindo da Avenida Joaquim Pinto Lapa, o percurso seguiu em direção à estátua de Santo Antônio, localizada no bairro de mesmo nome. O ato reuniu mais de 15 mil pessoas, evidenciando a força e a coesão do grupo de oposição tanto em Carpina quanto em toda a região.

"Minha trajetória em Carpina me ensinou que a boa política é aquela que está perto e cuida de quem mais precisa. Quero levar essa experiência para Brasília como deputado federal para ser um defensor incansável da Mata Norte e de todo Pernambuco", afirmou Lapa.

"Vamos trabalhar lado a lado com o futuro governo de João Campos para garantir mais saúde, oportunidades e dignidade para o nosso povo", completou o candidato a deputado federal,

Com três mandatos à frente da Prefeitura de Carpina (1989–1992, 1997–2000 e 2001–2004), Joaquim Lapa marcou sua trajetória administrativa com forte atuação em habitação e assistência social.

Agora, o ex-prefeito direciona sua experiência para a política nacional, disputando uma vaga no Congresso Nacional com o propósito de legislar em favor da população vulnerável e ampliar o suporte à saúde pública nos municípios.

Entre suas principais bandeiras destacam-se a proposta da "Lei do Feed Livre" e a criação de um polo tecnológico na região. Além disso, o candidato prioriza a captação de recursos para fortalecer os equipamentos de saúde locais, com o objetivo de desafogar o atendimento e evitar o deslocamento constante de moradores para a Região Metropolitana do Recife.

Prefeito Sérgio Colin apresenta nova mega escola em tempo integral e marca nova era na educação de Toritama
Publicado em 02/10/2026 às 06:45

O prefeito de Toritama, Sérgio Colin (PP), apresentou na manhã desta quinta-feira (01), durante transmissão ao vivo em suas redes sociais, a nova Escola em Tempo Integral José Jota de Araújo. Primeira unidade da rede municipal a funcionar nesse formato, a instituição surge como um marco para a educação da Capital do Jeans, alinhando infraestrutura de ponta a diretrizes pedagógicas voltadas à transformação social e à expansão do currículo escolar, que passará a contemplar novas disciplinas.

Projetada para acolher 1.600 estudantes em jornada integral, a mega estrutura conta com mais de 30 salas de aula 100% climatizadas, biblioteca equipada com acervo completo e uma sala dedicada ao ensino de música. A formação técnica e prática também será prioridade, com laboratórios modernos de Ciências da Natureza, Robótica e Maker, além de um exclusivo laboratório de E-commerce e Modelagem de Vestuário, totalmente voltado às vocações produtivas do município.

O complexo conta ainda com uma cozinha gigantesca e um amplo refeitório com capacidade para até 800 refeições simultâneas. Na área de lazer, esportes e bem-estar, a comunidade escolar terá à disposição uma área de convivência e de jogos, além de um complexo esportivo completo, composto por quadra poliesportiva totalmente coberta com vestiários masculino e feminino, e uma piscina semiolímpica de 25 metros com oito raias.

Considerada um dos investimentos prioritários da atual gestão no fortalecimento do ensino público, a obra reafirma o compromisso do município com a valorização da educação básica. “A entrega da nova Escola José Jota de Araújo representa um divisor de águas na vida dos nossos estudantes, garantindo um ambiente completo para aprender, praticar esportes e construir um futuro com mais oportunidades”, ressaltou o prefeito Sérgio Colin sobre a entrega do novo equipamento que deve ser inaugurado nas próximas semanas.

QUANDO A DEMOCRACIA COMEÇA A ADOECER
Publicado em 02/10/2026 às 06:45

Há noites em que um acontecimento aparentemente simples revela muito mais sobre o estado de uma democracia do que longos discursos sobre instituições, Constituição e liberdade.

A noite de 1º de outubro de 2026 talvez seja uma delas.

Um debate presidencial que deveria acontecer na televisão brasileira não aconteceu.

Não porque faltassem candidatos. Não porque inexistisse interesse público. Não porque a emissora tivesse desistido de promovê-lo por mera conveniência empresarial.

Nas horas que antecederam o programa, decisões judiciais alteraram aspectos relevantes das regras previamente estabelecidas para o encontro.

Primeiro, o Tribunal Superior Eleitoral determinou que a emissora não poderia exibir o púlpito vazio destinado ao candidato que decidira não comparecer, tampouco permitir que os adversários lhe dirigissem perguntas.

Depois, já muito próximo do início do programa, decisão do Supremo Tribunal Federal determinou a participação de candidato que, segundo os critérios originalmente adotados pela emissora, não integraria o debate.

Ao final, diante da sucessão de acontecimentos, a Rede Globo anunciou o cancelamento.

E talvez seja necessário dizer, desde logo: esta reflexão não é sobre Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos ou qualquer outro candidato.

Também não deveria ser.

A questão bem maior!

É sobre o espaço que ainda reservamos à liberdade.

É sobre os limites da intervenção estatal sobre a imprensa.

E, sobretudo, sobre aquilo que acontece com uma democracia quando as instituições encarregadas de protegê-la começam, ainda que movidas pelas melhores intenções, a ocupar espaços que talvez devessem permanecer livres.

A Lei nº 9.504/1997 afirma que é facultada às emissoras de rádio e televisão a realização de debates eleitorais.

A mesma legislação permite expressamente a realização do encontro sem a presença de candidato que tenha sido regularmente convidado.

E a regulamentação do próprio Tribunal Superior Eleitoral estabelece que as regras desses debates são construídas por acordo entre as candidaturas e a pessoa jurídica responsável pelo evento. (Tribunal Superior Eleitoral)

Não significa, evidentemente, que uma emissora de televisão esteja acima da lei.

Não está.

Isonomia, legitimidade das regras, observância dos critérios legais e proteção contra favorecimentos indevidos são matérias submetidas ao controle da Justiça Eleitoral.

Mas existe uma diferença fundamental entre fiscalizar a legalidade de um debate e passar a dirigir o debate.

É justamente nessa fronteira que o episódio merece reflexão.

Quando o Poder Judiciário começa a definir quem aparecerá no palco, quem não aparecerá, se o lugar vazio poderá ser mostrado, o que poderá ser perguntado a quem não compareceu e como uma ausência deverá ser apresentada ao telespectador, aproximamo-nos perigosamente de uma substituição da autonomia jornalística pela decisão estatal.

E isso deveria inquietar democratas de todas as posições políticas.

Porque liberdade de imprensa não existe apenas quando concordamos com a imprensa.

Ela não protege apenas o editorial de que gostamos, o jornalista que admiramos ou a emissora que eventualmente coincide com nossas posições.

Liberdade somente merece esse nome quando também protege decisões editoriais das quais discordamos.

A Constituição de 1988 não estruturou a imprensa como extensão do Estado.

Fez exatamente o contrário.

Criou um espaço de liberdade diante dele.

E talvez este seja o momento em que precisamos voltar a compreender uma velha virtude do constitucionalismo: nem todo poder que pode ser exercido precisa ser exercido até o limite.

Existe uma palavra que deveria ser cada vez mais lembrada nas democracias constitucionais: autocontenção.

O Poder Judiciário é indispensável à democracia.

Exatamente por isso, sua força aumenta quando sabe reconhecer os espaços nos quais a Constituição recomenda prudência.

Uma democracia não se fragiliza somente quando juízes deixam de agir quando deveriam.

Também pode se fragilizar quando passam a decidir aquilo que a sociedade civil, a imprensa, os partidos e os cidadãos poderiam resolver dentro das regras estabelecidas pela própria lei.

No episódio desta quinta-feira, há ainda uma circunstância juridicamente desconfortável.

Em fevereiro de 2025, ao examinar a ADI 7698, o Supremo Tribunal Federal preservou o critério legislativo relacionado à representação parlamentar para participação obrigatória nos debates eleitorais. (Supremo Tribunal Federal)

Agora, na véspera de um debate presidencial, uma decisão individual acabou alterando concretamente sua composição.

Pode haver argumentos jurídicos para isso.

Assim como é possível construir argumentos jurídicos para sustentar a decisão do TSE relativa ao púlpito vazio.

O problema maior talvez não esteja apenas no resultado de cada decisão isoladamente.

Está na sucessão delas.

Está na incerteza.

Está na impressão, transmitida à sociedade, de que regras conhecidas até poucas horas antes de um evento nacional podem ser redesenhadas sucessivamente por diferentes decisões judiciais.

Segurança jurídica também é um valor democrático.

E regras eleitorais possuem uma peculiaridade adicional: quanto mais próximo o pleito, maior deveria ser a previsibilidade.

Há algo de profundamente simbólico no fato de que o último grande debate antes de uma eleição presidencial tenha sido substituído por outro programa depois de uma sucessão de decisões judiciais.

Talvez, daqui a alguns anos, o episódio seja apenas uma nota de rodapé da eleição de 2026.

Tomara.

Mas talvez seja também um daqueles pequenos sinais que, quando observados retrospectivamente, mostram que alguma coisa estava mudando.

Penso na democracia, às vezes, como se fosse uma pessoa.

Durante muito tempo imaginamos que ela fosse forte.

Quase invulnerável.

Sobreviveu a crises, radicalismos, ataques às instituições, conflitos entre Poderes e momentos de enorme tensão política.

Levantou-se depois de cada queda.

Mas pessoas fortes também adoecem.

No começo os sintomas são discretos.

Um pouco de cansaço.

Algumas dores que parecem suportáveis.

Uma tristeza que se procura esconder.

Depois vêm outros sinais.

Ela continua caminhando, mas já não caminha com a mesma força.

Continua sorrindo, mas seus olhos começam a denunciar o sofrimento.

E aqueles que sempre disseram amá-la começam, pouco a pouco, a se afastar.

É assim que imagino nossa democracia nesta noite.

Sentada em algum lugar silencioso depois de mais um dia difícil.

Cansada.

Talvez chorando.

Olhando para os lados e perguntando onde estão aqueles que durante tantos anos disseram que lutariam por ela.

Ela ainda resiste.

Ainda possui uma Constituição extraordinária.

Ainda possui instituições.

Ainda possui imprensa livre.

Ainda possui eleições.

Ainda possui milhões de brasileiros que acreditam nela.

Mas parece estar ficando cansada.

Não porque tenha um inimigo único.

Democracias raramente adoecem assim.

Elas adoecem pela sucessão de pequenas concessões.

Por silêncios convenientes.

Por excessos justificados por boas intenções.

Pela naturalização daquilo que, alguns anos antes, nos pareceria extraordinário.

E talvez o pior sintoma apareça quando começamos a aceitar tudo isso como normal.

A liberdade de imprensa não pertence à Globo.

Não pertence à Folha, ao Estadão, às rádios, aos portais ou aos jornalistas.

Pertence à sociedade.

Da mesma forma, um debate presidencial não pertence aos candidatos.

Pertence, em última análise, ao cidadão que deseja conhecer aqueles que pretendem governá-lo.

Quando um candidato decide não comparecer, essa ausência também é uma informação.

Quando outro candidato comparece, sua presença também é uma informação.

Quando uma emissora estrutura jornalisticamente esses acontecimentos dentro dos limites da lei, existe ali exercício de liberdade editorial.

Pode-se discordar dela.

Pode-se criticá-la.

Pode-se até procurar o Judiciário quando houver ilegalidade.

Mas devemos pensar muitas vezes antes de permitir que a exceção se transforme em método.

Porque democracia não morre necessariamente em um único dia.

Às vezes ela apenas vai adoecendo.

Um pouco hoje.

Outro pouco amanhã.

Até o momento em que aqueles que a amavam percebem que deveriam ter cuidado melhor dela enquanto ainda havia tempo.

Espero sinceramente que não tenhamos chegado perto disso.

E que essa democracia, que nesta noite parece um pouco triste, cansada e solitária, encontre novamente forças.

Não precisa de tutores.

Precisa de instituições fortes.

De juízes independentes.

De imprensa livre.

De políticos submetidos à lei.

E, sobretudo, de cidadãos que compreendam que defender a liberdade somente quando ela favorece o nosso lado nunca foi defender a liberdade.

Democracia exige algo muito mais difícil: defender a liberdade também quando ela incomoda.

Emílio Duarte
Advogado militante
Mestrando em direito eleitoral