João Campos inicia sábado com carreatas e mobilização em São José do Egito e Itapetim
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

Candidato ao Governo de Pernambuco percorreu feiras e ruas dos dois municípios, e reuniu apoiadores e lideranças no Sertão do Pajeú.

O candidato ao Governo de Pernambuco e líder da Frente Popular, João Campos (PSB), iniciou a agenda deste sábado (26) pelo Sertão do Pajeú com uma sequência de mobilizações em São José do Egito e Itapetim. Nos dois municípios, João foi recebido por apoiadores, lideranças políticas e moradores, participando de carreatas e conversando com a população durante a passagem pelas cidades.

Em São José do Egito, João realizou uma mini carreata que seguiu até a feira no centro do município. Ao lado da candidata ao Senado Marília Arraes, do ex-prefeito Evandro Valadares, dos candidatos à reeleição para deputado federal Carlos Veras e Lucas Ramos e do candidato a deputado estadual Diogo Moraes, o candidato percorreu as ruas até a feira, onde conversou com comerciantes, moradores e apoiadores.

Na sequência, João seguiu para Itapetim, onde participou de uma nova carreata. Ao lado da prefeita Aline Karina, do ex-prefeito Adelmo Moura e do candidato a deputado estadual Romerinho Jatobá, João percorreu as principais vias do município até a concentração na Praça Rogaciano Leite, no Centro.

Durante o ato, João Campos reforçou propostas voltadas às mulheres, à educação e à saúde e destacou ações realizadas durante sua gestão à frente da Prefeitura do Recife. Entre as medidas citadas, estão a ampliação da rede de delegacias voltadas ao atendimento das mulheres, a expansão das creches e investimentos em unidades e profissionais de saúde.

“Eu tenho lado e tenho posição. Aprendi isso dentro de casa, com meu pai e com minha mãe. Pernambuco é uma terra que respeita as pessoas, e é por isso que a gente vai abrir mais de 15 novas delegacias para as mulheres. Também vamos ampliar a oferta de creches e cuidar da saúde e da educação. A gente está pronto para comparar resultados e mostrar o que foi feito no Recife e o que pode ser feito em Pernambuco”, afirmou João Campos.

O candidato também citou resultados de sua gestão no Recife, como a implantação de 107 creches, a criação do Hospital da Criança, a abertura de 78 unidades de saúde e a nomeação de profissionais para as áreas de saúde e educação.

A agenda no Sertão do Pajeú segue ao longo deste sábado com novos compromissos de João Campos.

Antes de decisão nacional, Eduardo da Fonte foi o primeiro candidato ao Senado a declarar posição contrária às bets
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

Candidato ao Senado apresentou projeto com limites para apostas, maior controle sobre plataformas e medidas de prevenção à dependência em jogos. 

Antes de o combate às bets ganhar força no centro do debate nacional, o candidato ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) Eduardo da Fonte (PP/UP) já havia levado ao Congresso uma proposta para endurecer o controle sobre as plataformas de apostas e reduzir os impactos provocados pelo setor. O tema ganhou novo capítulo após o presidente Lula anunciar medidas para proibir as bets no Brasil.

No dia 8 de setembro, Eduardo apresentou, ao lado do deputado federal Lula da Fonte (PP/UP), o Projeto de Lei nº 5.317/2026, que institui a Política Pública do Jogo Responsável. A iniciativa estabelece limites nacionais para apostas por CPF, amplia os mecanismos de controle das operações, disciplina a publicidade do setor e prevê ações de prevenção e tratamento da ludopatia pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“Nós colocamos esse assunto em debate porque percebemos que as bets deixaram de ser apenas uma questão de entretenimento e se transformaram em um problema que está atingindo milhares de famílias. Apresentamos uma proposta concreta no Congresso para aumentar a fiscalização, estabelecer limites e proteger principalmente nossas crianças e jovens. Agora, diante dessa nova discussão nacional, reafirmo minha posição: se for preciso acabar com as bets para proteger as famílias brasileiras, terá o meu apoio no Senado”, afirmou Eduardo.

Pelo projeto apresentado pelos parlamentares, cada apostador teria limite de R$ 100 por dia e R$ 500 por semana, considerando todas as plataformas utilizadas pelo mesmo CPF. A medida busca impedir que a multiplicidade de sites de apostas permita que os usuários ultrapassem os limites estabelecidos e comprometam parcelas cada vez maiores da renda familiar.

O posicionamento de Eduardo também converge com o da governadora Raquel Lyra, que já vinha fazendo críticas públicas às bets e defendendo maior rigor sobre o setor. Nas últimas semanas, a governadora relacionou a expansão das apostas a problemas como endividamento das famílias, saúde pública e lavagem de dinheiro e afirmou que o Governo de Pernambuco não aceita patrocínio de empresas de apostas.

“Raquel tem tratado esse assunto com a seriedade que ele exige e temos uma visão muito clara sobre isso, precisamos proteger as pessoas. Estamos falando de famílias que estão perdendo renda, se endividando e adoecendo. No Senado, vou trabalhar para garantir que Pernambuco tenha voz firme nesse enfrentamento”, destacou Eduardo.

Durante a campanha ao Senado, Eduardo também ampliou sua posição sobre o tema e passou a defender publicamente o fim das bets. Em debate com os demais candidatos, afirmou que votaria pela proibição das plataformas caso a matéria chegasse ao Senado.

Para Eduardo, o avanço da discussão nacional reforça a necessidade de o Congresso enfrentar definitivamente os efeitos econômicos, sociais e de saúde pública relacionados às apostas online.

“Esse debate chegou ao Congresso e não pode mais ser adiado. Meu compromisso é continuar trabalhando para aumentar a fiscalização, combater os abusos e proteger as famílias. Entre o lucro das plataformas e a segurança das pessoas, a nossa prioridade precisa ser sempre as pessoas”, concluiu.

Justiça Eleitoral determina retirada de adesivos de Leo do Ar em carros de aplicativos de transporte
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

Decisão do Desembargador Eleitoral Fernando Braga Damasceno reconhece indícios de uso irregular de veículos da Disk Carro 24 Horas na campanha do candidato a deputado estadual.

O candidato a Deputado Estadual Leonardo José da Silva, o Leo do Ar, terá de retirar, no prazo de 24 horas, a propaganda eleitoral afixada em veículos utilizados no transporte remunerado de passageiros pela empresa Disk Carro 24 Horas, em Gravatá. A determinação é do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), que deferiu tutela de urgência em representação ajuizada pela candidata Viviane Facundes.

Na decisão, proferida no processo nº 0603135-80.2026.6.17.0000, o relator reconheceu que a representação não se baseia em mera suposição, mas em registros fotográficos, vídeos e documentos que demonstram a vinculação dos carros à atividade de transporte aberta ao público. O magistrado destacou que a própria empresa divulga publicamente seus serviços de corridas.

A decisão se apoia no art. 19 da Resolução TSE nº 23.610/2019, que proíbe propaganda eleitoral em bens de uso comum, conceito que, para fins eleitorais, abrange também bens particulares acessíveis à população. O relator citou ainda entendimento recente do Tribunal Superior Eleitoral (REspEl nº 0600048-63, julgado em 25/06/2026), segundo o qual veículos destinados ao transporte remunerado de passageiros se enquadram nessa categoria, sendo irregular a propaganda por adesivo neles veiculada.

Além da retirada dos adesivos, o TRE-PE proibiu que os veículos identificados continuem circulando no transporte de passageiros enquanto ostentarem a propaganda de Leo do Ar. O Tribunal também reconheceu o perigo de dano, já que a manutenção da publicidade nesses carros renova a exposição irregular da candidatura durante o período eleitoral.

A decisão alcança os veículos já documentados nos autos, mas deixa expressamente aberta a possibilidade de extensão da medida a outros carros, caso sejam apresentadas novas provas de uso nas mesmas condições.

Para a defesa de Viviane Facundes, a decisão reafirma que as regras eleitorais valem para todos e que a disputa deve ocorrer em condições de igualdade, com respeito à legislação e à Justiça Eleitoral.

Os representados foram notificados para cumprimento imediato e apresentação de defesa. Em seguida, o processo seguirá para parecer da Procuradoria Regional Eleitoral.

A multa para esse tipo de propaganda pode variar de R$ 2.000 .00 a R$ 8.000.00 por cada carro. 

Gigante carreata da direita em Caruaru
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

O deputado federal, e candidato à reeleição, Coronel Meira, participou, nessa sexta-feira, 25, ao lado dos candidatos a deputado estadual, Abimael Santos e Cabo Cardoso, de uma grande carreata pelas principais ruas de Caruaru, em apoio ao Flávio Bolsonaro.

“Foi emocionante acompanhar a receptividade dos caruaruenses e ver tantas famílias, apoiadores e patriotas demonstrando que o Agreste está unido em defesa de um Brasil mais seguro, livre e próspero”, afirmou Coronel Meira.

Caruaru chega a 100% de modernização da iluminação pública com mais de 55 mil intervenções pela Prefeitura
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

Mais espaços públicos de Caruaru passam a contar com iluminação adequada para ampliar o uso pela população durante a noite. A Prefeitura, por meio da Secretaria de Serviços Públicos (Sesp), entregou novos reforços na iluminação da Praça do Riachão, do Campo da Gorda e da estrada de Jacaré de Gonçalves Ferreira, levando melhorias para diferentes regiões do município.

Na Praça do Riachão, próxima à Ponte Irmã Jerônima, foram instalados 3 postes e 7 luminárias. Já no Campo da Gorda, no bairro Pinheirópolis, a intervenção contou com 8 postes e 14 refletores. Com a nova iluminação, o espaço, tradicionalmente utilizado para as partidas de futebol, também poderá ser aproveitado no período noturno.

Quem acompanha de perto o futebol amador em Caruaru, o influenciador digital Gustavo, comemorou a novidade. “Olha que coisa linda ficou o Campo da Gorda. Agora dá para ver tudo, ficou muito bom. O futebol amador agradece e o pessoal já está por ali aproveitando”, destacou.

Na zona rural, a estrada de Jacaré de Gonçalves Ferreira, no 3º Distrito, recebeu 21 postes, 17 luminárias e extensão de rede. A intervenção amplia a iluminação em um trecho utilizado diariamente pelos moradores da região, contribuindo para uma circulação mais segura durante a noite.

Além disso, Caruaru está 100% modernizada na iluminação pública, somando, entre julho de 2022 e setembro de 2026, mais de 5.246 intervenções na zona rural e 50.525 na zona urbana. O trabalho inclui implantação e substituição de pontos de iluminação, extensão de rede, manutenções e outras melhorias realizadas em todo o município.

Decisão do STF abre brecha jurídica para manutenção das bets
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

Uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) tomada em 2020 pode servir como brecha jurídica para que as bets continuem funcionando no país, apesar da MP (Medida Provisória) assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) proibindo apostas online.

Há seis anos, por unanimidade, o plenário do STF decidiu que a União não tem exclusividade sobre loterias e reconheceu a possibilidade de entes federativos explorarem apostas em geral.

O Supremo analisou uma ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) que discutia se as normas do estado de Mato Grosso que regulamentavam a exploração de modalidades lotéricas invadiam competência privativa do governo federal.

O aval do STF fez com que vários estados — como Rio de Janeiro, Paraná e Paraíba — lançassem licenças próprias para credenciar bets. As autorizações estaduais e federais não são excludentes. Normalmente, as licenças emitidas pelos estados são para operações de caráter regional e menos onerosas para as empresas de apostas de cota fixa.

Advogados já alertaram o setor de que o artigo 2º da MP publicada nesta sexta-feira (25) à noite — "o disposto nesta Medida Provisória aplica-se à exploração de loterias de aposta de quota fixa nos Estados e no Distrito Federal" — seria inconstitucional.

Os mesmos advogados, no entanto, veem um cenário bastante incerto. Diante da politização em torno do assunto e da crise que assola o STF, eles avaliam como improvável alguma decisão liminar da Corte antes das eleições. Com informações da CNN.

STF condena Eduardo Bolsonaro por difamar deputada Tábata Amaral
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu condenar, por 7 votos a 3, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) a um ano de detenção, mais multa de R$ 80 mil, por ter difamado a deputada Tabata Amaral (PSB-SP).

O julgamento foi realizado em plenário virtual, prevalecendo ao final o entendimento do relator, ministro Alexandre de Moraes.

O caso está relacionado a publicações nas redes sociais feitas por Eduardo em outubro de 2021, quando ele afirmou que Tábata atendia aos interesses do empresário Jorge Paulo Lehmann, sócio de uma marca de produtos de higiene, ao defender um programa de distribuição de absorventes.

Moraes acatou os argumentos dos advogados da deputada, entendendo que as manifestações de Eduardo, feitas quando ele também era deputado, foram além do simples debate político e não poderiam estar protegidas pela imunidade parlamentar, pois feriram a honra de Tabata.

O relator foi acompanhado por Cármen Lúcia, Flávio Dino, Cristiano Zanin, Edson Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. Ficaram vencidos os ministros Luiz Fux, Nunes Marques e André Mendonça, que votaram pela absolvição.

Desde fevereiro de 2025, Eduardo Bolsonaro encontra-se nos Estados Unidos, para onde diz ter ido para se proteger do que chama de “perseguição” jurídica no Brasil. O ex-deputado teve concedido um greencard (permissão de residência) pelo governo norte-americano. Ele acabou sendo cassado pela Câmara por excesso de faltas. Com informações da Agência Brasil.

O que se sabe até agora sobre bebê encontrado carbonizado no Recanto
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) investiga como infanticídio o caso do recém-nascido encontrado carbonizado em um terreno da Quadra 400 do Recanto das Emas, às 7h50 desta sexta-feira (25/9). Investigadores colhem depoimentos da mãe, do companheiro dela e de testemunhas. Também analisam imagens das câmeras de segurança e aguardam o laudo do Instituto de Medicina Legal (IML) para saber se o bebê estava vivo quando foi descartado dentro de uma sacola plástica.

O borracheiro Adriano Pereira Leite Neto, 45 anos, abria o estabelecimento quando soube por terceiros que havia um corpo de bebê no local, bem próximo ao comércio dele. "Quando cheguei, vi uma cliente minha chorando em frente à loja. Perguntei se queria meu serviço e ela relatou que tinha uma criança ali, que tinha sido queimada", contou.

O comerciante caminhou até o terreno acompanhado da cliente. Segundo ele, ao ver a cena, a mulher passou mal. Adriano disse que também ficou muito abalado. "Estou sem conseguir trabalhar até agora. Não estou dando conta. Estou arrepiado até agora. Foi muito feia a cena", descreveu.

Segundo o borracheiro, a situação foi percebida entre 7h20 e 7h30. Ele disse não ter notado nenhuma movimentação estranha na região antes de saber do caso. A cliente dele acionou a polícia.

Identificação

A Polícia Militar chegou ao local primeiro. Ao Correio, o tenente Urtiga, da PMDF, relatou ter recebido informações de populares sobre uma mulher grávida, moradora de um prédio próximo ao terreno. O imóvel fica sobre o piso comercial. As equipes identificaram a residência e a própria suspeita atendeu à porta.

Informalmente, a mulher, de 35 anos, confessou aos policiais militares que jogou o bebê no local. Contou que na quinta-feira teve sangramentos intensos. Na madrugada desta sexta-feira (25/9), conforme o relato, sentiu fortes cólicas e, ao urinar, sofreu um aborto espontâneo. Nervosa, disse ter colocado o corpo em um saco plástico, saído de casa, caminhado por 50 metros e jogado o bebê junto a entulhos. Negou, no entanto, ter ateado fogo.

À tarde, a PCDF colheu o depoimento do companheiro da mulher, liberado há quatro meses do sistema prisional. De acordo com a polícia, ele apresentava sinais de embriaguez durante o depoimento. Alegou trabalhar em uma construção e deu pelo menos duas versões sobre o caso. Primeiro, negou saber da gestação da companheira. Depois, narrou ter saído para trabalhar e retornado para casa às 6h, quando a mulher já teria descartado o bebê.

A narrativa contradiz as imagens das câmeras de segurança colhidas pela polícia. As filmagens mostram a mulher com o bebê no saco de plástico na porta de casa. Ela caminha até um ponto, mas recua. O companheiro, então, aponta em direção ao local do despejo. Ela segue e conclui a ação.

O casal foi preso em flagrante. Zander Pacheco, delegado-adjunto da 27ª DP (Recanto das Emas), informou que o fogo que atingiu a área foi ateado por um homem não identificado, por volta das 3h, uma hora depois de a criança ter sido colocada ali. Os policiais buscam descobrir se o suspeito tem alguma ligação com o casal. "Temos informações de que incêndios são frequentes naquele local na madrugada. Vamos investigar se essa terceira pessoa agiu de forma intencional ou vinculada ao caso", adiantou Pacheco.

Além do laudo do IML, a polícia aguarda o resultado da perícia feita na casa da mulher. "Vamos verificar se houve ingestão de medicamentos abortivos", acrescentou.

Palavra de especialista

Não se pode pré-julgar

Por Mayra Gaiato, psicóloga e neurocientista

"Quando nos deparamos com um caso tão extremo, é natural tentar compreender o que poderia levar uma mãe a abandonar o próprio filho nessas circunstâncias. Do ponto de vista psicológico, precisamos considerar a possibilidade de um transtorno mental grave, especialmente quando há perda de contato com a realidade.

Existem diferentes tipos de transtornos mentais que podem levar uma pessoa a um estado psicótico, no qual ela perde o contato com a realidade. Isso pode acontecer, por exemplo, em casos de transtorno bipolar não tratado, depressão grave com sintomas psicóticos ou outros quadros de psicose.

Estamos falando de uma situação que contraria profundamente o nosso impulso de proteger e cuidar de um bebê, um ser completamente indefeso. Para uma mãe chegar a esse ponto, é importante investigar se ela estava vivendo um estado de desorganização mental muito grave.

Existem também outras possibilidades, como situações em que há intenção deliberada de causar sofrimento. Mas são circunstâncias diferentes, que precisam ser investigadas. Pela gravidade do caso, uma das hipóteses que merecem ser consideradas é a ocorrência de um episódio psicótico, embora não seja possível afirmar isso sem uma avaliação.

Não podemos atribuir automaticamente um comportamento dessa natureza a um trauma ou a uma dificuldade emocional. Precisamos investigar se havia um transtorno mental grave, possivelmente não tratado, ou outros fatores envolvidos.

No caso específico, é fundamental que a investigação esclareça o que aconteceu e que uma avaliação psiquiátrica, quando indicada, ajude a compreender o estado mental dessa mulher.

Estamos falando de uma situação extremamente grave, que exige investigação cuidadosa. É preciso compreender as possíveis condições psicológicas envolvidas, sem presumir que toda violência contra uma criança seja consequência de um transtorno mental." Com informações do Correio Braziliense.

Governo usa WhatsApp para informar sobre fim das bets
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

O  governo federal começou a enviar na manhã deste sábado, 26, mensagens pelo WhatsApp para orientar apostadores a retirar o dinheiro mantido em sites e aplicativos de bets.

O prazo para o saque voluntário termina em 5 de outubro, véspera do bloqueio das plataformas no país

O aviso é disparado pelo canal oficial verificado do Gov.br. A mensagem diz:

“Informamos que foi publicada a Medida Provisória que proíbe bets no Brasil. Se você tem dinheiro em sites ou aplicativos de apostas, retire o valor até segunda-feira, 05/10. Se você não puder fazer a retirada até essa data, as bets devolverão o seu dinheiro, por meio dos bancos, até 14/10.”

A medida provisória assinada pelo presidente Lula (PT) na sexta-feira proíbe a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa.

A proibição alcança tanto apostas esportivas quanto jogos online, incluindo modalidades como o “jogo do tigrinho”.

Novos depósitos e transferências para as plataformas estão proibidos desde a publicação da MP.

Os sites e aplicativos permanecerão acessíveis até as 23h59 de 5 de outubro exclusivamente para que os usuários retirem seus saldos.

A partir da zero hora de 6 de outubro, Anatel, Comitê Gestor da Internet (CGI.br) e lojas de aplicativos deverão bloquear as plataformas.

Entre 6 e 7 de outubro, as empresas terão de informar às instituições financeiras os saldos de cada apostador, identificados por CPF. Os bancos farão a devolução entre 9 e 14 de outubro.

O governo também proibiu imediatamente a contratação de nova publicidade, patrocínio ou promoção comercial das bets. Contratos já existentes poderão ser mantidos até 5 de outubro.

Vésperas da eleição

A proibição foi anunciada nove dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais.

Nas últimas semanas, Lula colocou o combate às bets entre as prioridades de seu discurso eleitoral, associando as apostas ao endividamento das famílias.

A decisão também rompe com a política de regulamentação adotada pelo próprio governo nos últimos anos.

Desde 2024, 85 empresas haviam obtido autorização para operar no mercado regulado, mediante o pagamento de R$ 30 milhões cada.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo não devolverá as outorgas e classificou as autorizações como uma “relação precária válida para aquele momento”. O setor contesta a decisão e prepara ações judiciais. Com informações de O Antagonista.

Defesa aponta ‘contradição’ de Moraes no caso Master e pede liberdade de Bolsonaro
Publicado em 26/09/2026 às 16:24

A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou uma nova ação de revisão criminal ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar reverter a condenação de 27 anos e três meses de prisão e obter sua liberdade. Os advogados alegam a existência de novas provas e apontam contradições entre a atuação do ministro Alexandre de Moraes no processo contra Bolsonaro e suas declarações durante o julgamento de questões relacionadas ao Banco Master.

Segundo a defesa, um parecer técnico identificou diversas falhas na cadeia de custódia das provas digitais, relacionadas a dispositivos eletrônicos apreendidos durante as investigações. Os advogados sustentam que os problemas comprometem a validade do material utilizado no processo.

Outro argumento apresentado envolve a atuação de Moraes na condução das investigações e o prazo concedido aos advogados para analisar as provas. A defesa afirma que o ministro adotou posições diferentes ao tratar dessas questões no processo contra Bolsonaro e no caso envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

Em manifestação sobre a nova ação, os advogados citaram declarações de Moraes durante a sessão de 15 de setembro, relacionada à PET 16.662, que trata do caso Master. Segundo eles, o ministro teria defendido entendimentos contrários aos adotados na ação penal que resultou na condenação do ex-presidente.

“Por poucas palavras: situações idênticas com posições totalmente diversas”, afirmou a defesa.

Os advogados questionam, especialmente, a possibilidade de um magistrado atuar diretamente nas investigações durante a fase de inquérito. Segundo a manifestação, Moraes teria participado da condução de investigações contra Bolsonaro e, posteriormente, considerado ilegal esse tipo de atuação ao discutir o caso Master.

A defesa também aponta diferenças no tratamento dado ao acesso às provas. Os advogados afirmam que tiveram pedidos de ampliação de prazo negados, mesmo diante de um acervo de 70 terabytes de dados apresentado durante o processo. No caso Master, segundo eles, Moraes teria defendido a necessidade de prazo razoável para a análise dos materiais extraídos do celular de Vorcaro.

“Devido processo legal e segurança jurídica são (ou deveriam ser) irmãos xipófagos, de sorte que não se pode admitir decisões diversas diante de situações e argumentos idênticos, sob pena de nos depararmos com a odiosa jurisprudência de ocasião”, declarou a defesa.

As alegações fazem parte dos argumentos apresentados pelos advogados e ainda dependem de análise do STF.

Mudança na defesa

A nova ação ocorre após uma mudança na equipe jurídica do ex-presidente. Na quinta-feira (24), o escritório Ávila de Bessa anunciou que deixaria de representar Bolsonaro no caso da trama golpista. A decisão foi tomada depois que o advogado Marcelo Luiz Ávila de Bessa pediu a suspensão da prisão do ex-presidente e, posteriormente, desistiu da solicitação.

Na ocasião, Bessa afirmou que a decisão fazia parte de uma reavaliação da estratégia jurídica e que a condução do caso ficaria integralmente sob responsabilidade dos advogados que atuaram na defesa durante a ação penal.

O pedido anterior havia sido encaminhado ao ministro Kassio Nunes Marques, relator da solicitação de revisão da pena. Naquela ação, a defesa sustentava que a Primeira Turma do STF não teria competência para julgar Bolsonaro e que o processo deveria ter sido analisado pelo plenário da Corte.

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, o ex-presidente cumpre pena em regime domiciliar humanitário por problemas de saúde. Com informações da Jovem Pan.