Flávio empilha alianças para o 2º turno após começar campanha à Presidência isolado
Publicado em 07/10/2026 às 10:40

A vantagem alcançada por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial mudou os rumos de sua campanha. Se antes o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se via isolado e com dificuldade para fechar alianças, agora empilha apoios para que seja eleito presidente do Brasil. O segundo turno das eleições está marcado para o próximo dia 25.

No primeiro turno, realizado no último domingo (4), Flávio recebeu mais de 56 milhões de votos contra 53,8 milhões de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição.

No dia seguinte ao primeiro turno os apoios começaram a aparecer. Um deles foi de Romeu Zema (Novo), ex-candidato à Presidência.

“Nós ainda temos uma grande batalha agora dia 25, derrotar o Lula e o PT. Não vou me omitir e nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, disse Zema em um vídeo nas redes sociais.

Zema, que ficou em sexto lugar na disputa pelo Executivo do país, com 0,27% dos votos válidos, trocou farpas com a família Bolsonaro durante campanha.

Outro apoio à Flávio veio do também ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD), que registrou 2,18% dos votos na eleição presidencial. Ocupando a 5ª colocação da disputa em 2026, com 2.605.148 votos.

“Vamos transformar o Brasil e devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, declarou Caiado, ao lado do candidato do PL durante um evento em Goiás.

Antes do primeiro turno, Caiado também fez ataques a Flávio, e até chegou a chamá-lo de bandido.

Quem também confirmou o apoio à candidatura do senador foi a federação formada por União Brasil e Progressistas (União Progressista). No primeiro turno eles declararam neutralidade. PP é partido da senadora Tereza Cristina, que havia sido cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro na corrida à Presidência, mas a neutralidade da sigla fez com que essa possibilidade se tornasse impossível.

Como a Jovem Pan mostrou na época, a decisão pela neutralidade foi motivada pelo fato do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, demonstrar resistência por não ter recebido respaldo de Flávio quando foi alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master.

O isolamento de Flávio no primeiro turno fez até mesmo com que houvesse uma demora na escolha pelo seu vice, o que fez com que o senador fechasse uma chapa pura, e anunciado Alfredo Gaspar (PL-AL), mesmo tendo dito que preferia uma mulher..

Engajamento de Tarcísio

Além do apoio recebido por Caiado, Zema e a a federação formada por União Brasil e Progressistas, Flávio Bolsonaro também conta agora com forte apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito em primeiro turno em São Paulo. Como a colunista da Jovem Pan Beatriz Manfredini mostrou, ele entrou de cabeça na articulação e passou a atuar não apenas dentro do próprio partido, mas também na tentativa de costurar apoio de outras siglas.

Tarcísio também abriu diálogo com o Podemos, que chegou a flertar com a possibilidade no primeiro turno. Entre as legendas procuradas estão até mesmo o MDB, que apresenta maior resistência à adesão ao candidato do PL. Entretanto, um de seus integrantes, o ex-presidente Michel Temer (MDB), já disse que apoiará Flávio.

Temer disse que a população brasileira “deixou claro” o seu desejo por mudança, atenção e respeito. Segundo o ex-chefe do Executivo, o recado foi dado na eleição para o Congresso Nacional e na “força da candidatura à Presidência que chegou ao segundo turno em primeiro lugar”.

Aliança Flávio e Tarcísio

O senador e o governador de São Paulo acertaram pelo menos dois eventos no Estado para a próxima semana. O primeiro compromisso será um almoço com prefeitos da região metropolitana de São Paulo, no próximo domingo (11). Também estão previstas as participações dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

Na segunda-feira (12), a agenda será no interior. Flávio e Tarcísio devem participar de um grande evento em São José dos Campos, seguido de uma motocarreata. A ideia é reproduzir o modelo de um ato que recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2022 e retomar agendas consideradas simbólicas da trajetória política do pai de Flávio.

Lula sem apoio

Enquanto Flávio Bolsonaro vai empilhando apoio, o presidente Lula, que precisa somar votos para tentar uma reversão histórica no segundo turno, ainda não recebeu o apoio. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que ficaram nas terceira e quarta posições, respectivamente, já disseram que não vão apoiar nem Flávio nem Lula.

Em 2022, quando foi eleito para o terceiro mandato o cenário foi diferente. Enquanto Lula recebeu apoio rapidamente e contou com o apoio do centro, Jair Bolsonaro tentava articulação para tentar a reeleição. Quatro anos depois o cenário está se repetindo, mas é Lula que se encontra em desvantagem.

DataTrends larga na frente e registra pesquisa nacional de segundo turno para a Presidência
Publicado em 07/10/2026 às 10:25

O DataTrends largou na frente e se posicionou como um dos primeiros institutos do país a registrar uma pesquisa nacional para a disputa presidencial no segundo turno das eleições de 2026. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03576/2026, o estudo vai a campo entre os dias 7 e 9 de outubro, com divulgação autorizada a partir do domingo (11).

Serão entrevistados um total de 2 mil eleitores em todas as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional ao eleitorado de cada estado, utilizando dados oficiais do TSE. A metodologia prevê entrevistas telefônicas e ponderação dos resultados por sexo, idade, escolaridade, nível econômico e distribuição territorial. A pesquisa terá nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,19 pontos percentuais.

Com o registro, o DataTrends reforça seu pioneirismo e sua agilidade na leitura do cenário eleitoral nacional, antecipando-se na produção de um recorte de momento da corrida presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

OMS lança guia para enfrentar obesidade em crianças e adolescentes
Publicado em 07/10/2026 às 10:00

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos.

Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

“Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.”

Tratamento

Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal.

“Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS.

A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos.

No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados.

“A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”

Saúde mental

Embora não figure como foco principal das diretrizes, as recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional, segundo a OMS, podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

“Profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família”, detalhou a entidade.

Por fim, a organização destacou que o tratamento, por si só, não consegue reverter o aumento da obesidade e defendeu políticas e medidas que tornem dietas saudáveis ​​e atividade física mais acessíveis e com custos mais viáveis, além de ações em educação, planejamento urbano, transporte e proteção social. Com informações da Agência Brasil.

Autonomia não pode virar adversarismo
Publicado em 07/10/2026 às 09:45

Por Eduardo de Matos

A eleição deixou uma lição que Pernambuco não pode ignorar, autonomia política não se confunde com adversarismo, e a divergência não transforma automaticamente ninguém em adversário.

Mesmo com a vinda de Lula a Pernambuco para pedir votos para João Campos, o eleitorado decidiu continuar votando em Lula e também em Raquel Lyra. O resultado foi inequívoco, o eleitor pernambucano não se orienta por uma lógica de propriedade partidária. O presidente recebeu votos de eleitores que apoiaram diferentes candidaturas na disputa estadual.

Voto não tem dono. Nenhum partido pode reivindicar a posse da vontade popular. Uma escolha eleitoral não apaga histórias, não rompe automaticamente alianças e não transforma antigos aliados em adversários.

É possível apoiar Lula e divergir do PSB. É possível ter votado em Raquel Lyra e continuar sendo eleitor de Lula. Também é possível ter uma história de décadas com um partido e, em determinado momento, seguir outro caminho sem apagar relações, trajetórias e lutas compartilhadas.

Mesmo ao se posicionar de forma neutra, Raquel Lyra, governadora eleita, age de maneira coerente com sua história, suas tradições, sua trajetória política e com aquilo que representa para seus eleitores. Essa neutralidade não significa afastamento nem negação de vínculos. Raquel já deu sinais de que admira, respeita e agradece ao presidente Lula. Os eleitores perceberam e compreenderam essa mensagem.

Isso é autonomia. E autonomia não deve ser interpretada como traição, deserção ou rompimento.

Há uma diferença decisiva entre não seguir determinado grupo e estar contra ele, entre escolher outro caminho e aderir ao campo adversário. Recusar essa distinção contribui para uma dinâmica de sectarismo político. Colocar todos os divergentes na mesma vala comum empobrece o debate, afasta aliados e dificulta a construção de maiorias.

Por isso, não parece adequado que qualquer liderança, seja A ou B, procure associar Raquel Lyra ao campo bolsonarista. Essa interpretação não corresponde aos fatos, desconsidera a trajetória da governadora e não encontra respaldo na percepção de seus eleitores. Raquel pode manter sua autonomia, reconhecer e respeitar o presidente Lula e, ainda assim, não se submeter a enquadramentos políticos definidos por terceiros.

O próprio resultado de Lula em Pernambuco demonstra que escolhas diferentes podem encontrar uma referência comum. Essa realidade deveria ser reconhecida por todas as forças políticas, especialmente por aquelas que procuram se apresentar como representantes exclusivas do lulismo no Estado.

Nenhuma força política deve tratar Lula como propriedade política ou reivindicar para si o monopólio da representação do lulismo em Pernambuco. O eleitor já demonstrou que pode continuar votando em Lula e, ao mesmo tempo, escolher outros caminhos na política estadual e municipal. A tentativa de falar em nome exclusivo do lulismo ignora essa diversidade e transforma uma preferência compartilhada em instrumento de tutela partidária.

Não se constrói maioria exigindo obediência, uniformidade ou submissão. Constrói-se maioria reconhecendo diferenças, respeitando trajetórias e sabendo conviver com quem não aceita seguir uma única orientação.

Os votos de Pernambuco não pertencem ao PSB, ao PSD, ao PT ou a qualquer outra legenda. Pertencem aos pernambucanos. Nenhum partido deve tratar o eleitor como patrimônio próprio, nem converter divergentes em adversários por conveniência eleitoral.

Pernambuco está acima de todos esses varejos políticos. O Estado não pode ser reduzido a disputas menores, tentativas de enquadramento ou movimentos para posicionar lideranças em campos previamente definidos. O que está em jogo é a capacidade de construir um projeto amplo, respeitando a autonomia de cada força e a inteligência do eleitor.

Por isso, é hora de superar a lógica do enquadramento e fortalecer a do diálogo e do respeito. Adversários eleitorais podem voltar a ser aliados, divergências podem ser superadas e antigos companheiros podem fazer escolhas diferentes sem se tornarem inimigos.

A eleição passou. As urnas falaram. Uma das mensagens parece clara:

autonomia não pode virar adversarismo.

A transformação de todo divergente em adversário pode até favorecer uma disputa imediata, mas reduz pontes, limita a capacidade de diálogo e pode levar, na próxima eleição, à constatação de que ninguém é dono do lulismo, muito menos dos votos de Pernambuco.

PF investiga troca de etiquetas de bagagens para enviar cocaína ao exterior
Publicado em 07/10/2026 às 09:30

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (7), as operações Elenco e Cross Targets para desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar o Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, para enviar cocaína ao exterior. Entre as estratégias identificadas pelos investigadores está a troca de etiquetas de bagagens para viabilizar o transporte da droga em voos internacionais.

Ao todo, cerca de 29 equipes da Polícia Federal, com apoio da Polícia Militar de São Paulo, cumprem 21 mandados de prisão temporária e 29 de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª e pela 4ª Varas Criminais Federais de Guarulhos.

As diligências ocorrem em Guarulhos, Santo André e na capital paulista, além de Ibitiúra, em Minas Gerais.

Segundo a investigação, o grupo contava com a participação de funcionários de empresas que atuam no aeroporto. Eles teriam acesso a áreas restritas e facilitariam o embarque da cocaína em aeronaves com destino ao exterior, inclusive por meio da inserção de malas nos compartimentos de carga e da troca de etiquetas de bagagens.

Apreensões no aeroporto

As apurações tiveram início a partir de apreensões de drogas realizadas pela Polícia Federal no Aeroporto de Guarulhos, incluindo casos em que houve troca de etiquetas de bagagem.

O trabalho avançou após prisões em flagrante e o cumprimento de outros mandados judiciais, em julho de 2025. Na ocasião, um funcionário foi preso suspeito de inserir malas com cocaína em um voo com destino a Joanesburgo, na África do Sul. No mesmo mês, também foi preso o homem apontado como líder da organização criminosa.

A análise do material apreendido permitiu identificar pelo menos seis remessas de cocaína realizadas em um período inferior a três meses, além de uma tentativa de envio da droga por meio da troca de etiquetas de bagagem.

Bloqueio milionário

Além das prisões e buscas, a Justiça determinou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 4,07 milhões. Também foram impostas restrições de acesso às áreas controladas do aeroporto e a suspensão do credenciamento dos funcionários investigados.

As investigações continuam, e a Polícia Federal afirma que vem intensificando as ações de combate ao tráfico internacional de drogas no Aeroporto de Guarulhos.

Os investigados poderão responder, em tese, pelos crimes de tráfico internacional de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa, lavagem de dinheiro, falsificação e uso de documento falso. A responsabilização criminal dependerá da apuração dos fatos e das decisões judiciais.

Depois de indefinição do SESC pelo início das obras, Rodrigo Pinheiro garante permanência da “Feira do Paraguai”
Publicado em 07/10/2026 às 09:10

Na manhã desta terça-feira (06), foi realizada uma reunião, no Ministério Público, com todos os envolvidos na transferência da “Feira do Paraguai”. Representantes do SESC, da Fecomércio, da Feira da Fundac, dos feirantes, da Câmara de Vereadores e da Prefeitura de Caruaru conversaram com a promotora de Justiça, Jeanne Bezerra Silva Oliveira, à respeito da transferência deste segmento da feira.

Durante a reunião, ficou claro que o terreno, de fato, pertence ao SESC e entendido de que a obra será de grande importância para a feira, os feirantes e a população. Porém, o SESC, quando questionado, não confirmou o início das obras para o dia 15 de outubro como havia solicitado anteriormente, nem deixou definida a nova data. Por isso, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro, resolveu que a “Feira do Paraguai” permanece até o fim deste ano e garantiu que qualquer mudança que precise ser feita será definida junto aos feirantes.

“Já que não temos uma definição por parte do SESC, vamos manter a feira até dezembro e continuar dialogando com todos os feirantes para que, se um dia precisar mudarmos algo, tudo seja combinado com eles. Passou a eleição e nós estamos garantindo que a feira permanece e isso é a maior prova de que não trabalhamos de forma eleitoreira, e sim de acordo com o que é melhor para a nossa gente”, explicou o prefeito.

Simão Durando acompanha avanço da UBS do João de Deus, com entrega prevista para novembro
Publicado em 07/10/2026 às 09:10

Os moradores do bairro João de Deus e de comunidades da região terão uma nova Unidade Básica de Saúde (UBS), mais ampla e estruturada para atender a população. Nesta terça-feira (6), o prefeito Simão Durando acompanhou o avanço dos serviços, que já estão na reta final, e destacou a previsão de entrega para a segunda quinzena de novembro.

“É muito bom ver a UBS do João de Deus chegando nessa fase final. A obra está avançada e, se Deus quiser, até o final do mês de novembro vamos entregar essa unidade para a população. Será uma UBS de grande porte, com quatro equipes de Saúde da Família e atendimento das 7h às 19h, trazendo mais conforto, mais serviços e facilitando o acesso à saúde para os moradores do João de Deus e de toda essa região”, destacou Simão.

Considerada a maior obra de UBS em execução na zona urbana de Petrolina, a unidade será de Porte III e vai ampliar a oferta de atendimento da atenção básica. Os trabalhos estão concentrados nos acabamentos, com preparação das paredes para pintura, instalação das esquadrias, execução dos revestimentos cerâmicos, concretagem dos passeios externos e montagem do reservatório superior.

A unidade integra o pacote de 15 novas UBS em construção pelo município. Atualmente, nove dessas obras estão em execução simultaneamente, além de outras unidades que passam por requalificação. Com a conclusão da UBS João de Deus, a população da região contará com uma estrutura moderna e adequada, ampliando o acesso aos serviços de saúde e fortalecendo a atenção básica.

Henri Kagan e Kenso Soai ganham Nobel de Química de 2026 pela descoberta do mistério das "moléculas espelhadas"
Publicado em 07/10/2026 às 09:00

Os vencedores do Prêmio Nobel de Química de 2026 foram anunciados na manhã desta quarta-feira (7). Os vencedores são Henri Kagan, da França, e Kenso Soai, do Japão, pela "descoberta de efeitos não lineares e autocatálise na síntese orgânica assimétrica”.

A premiação é concedida pela Real Academia Sueca de Ciências, em Estocolmo, na Suécia. Os vencedores dividem US$ 1,2 milhão, ou seja, um pouco mais de R$ 6 milhões, além da fama de ganhar o que é considerado o prêmio científico mais prestigioso do mundo.

O projeto de Henri Kagan e Kenso Soai

Algumas moléculas, como os aminoácidos, existem em duas variantes que são imagens especulares uma da outra. No entanto, os organismos vivos contêm apenas uma dessas imagens especulares.

Como essa assimetria química pôde surgir foi um mistério para os químicos por muito tempo. Henri B. Kagan e Kenso Soai receberam o Prêmio Nobel de Química de 2026 por descobrirem a solução para esse enigma.

A química da vida é o que os químicos chamam de homoquiral, palavra derivada do grego "igual" e "mão". Assim como as mãos, todos os aminoácidos existem em duas variantes simétricas, mas apenas uma delas é encontrada nas proteínas das suas células. A outra é raramente encontrada na natureza.

Durante muito tempo, os químicos se perguntaram como a homoquiralidade poderia surgir. Quando começaram a experimentar reações químicas que poderiam formar duas moléculas simétricas, sempre obtinham proporções iguais de ambas em seus tubos de ensaio.

No entanto, os químicos se esforçavam para produzir apenas uma dessas imagens especulares, porque no desenvolvimento de moléculas que irão interagir com seres vivos – como em produtos farmacêuticos – apenas uma imagem especular terá o efeito desejado.

O Prêmio Nobel de Química de 2026 reconhece descobertas que permitiram aos químicos impulsionar reações químicas que levam à homoquiralidade.

“Henri Kagan e Kenso Soai apresentaram uma solução para um mistério químico com mais de um século: como a homoquiralidade pode surgir espontaneamente. As reações químicas que eles desenvolveram são espetaculares”, afirma Heiner Linke, presidente do Comitê Nobel de Química.

Henri Kagan deu o primeiro passo decisivo em 1986, quando descobriu uma nova maneira de manipular reações químicas. Isso permitiu que ele criasse um excesso maior de uma das imagens especulares do que se acreditava ser possível anteriormente.

Kenso Soai deu o passo seguinte. Em 1995, uma publicação fundamental descreveu como ele projetou a primeira reação química com potencial para ser homoquiral. Em 2003, ele finalmente obteve sucesso. Apresentou uma reação na qual apenas uma das duas imagens especulares possíveis era formada. Além da própria vida, ninguém havia alcançado tal feito anteriormente.

De acordo com os representantes do Prêmio Nobel, graças a Henri Kagan e Kenso Soai, agora sabemos como a homoquiralidade pode surgir. Suas descobertas foram decisivas para os químicos que projetam reações para a fabricação de produtos farmacêuticos.

O Prêmio Nobel

Os Prêmios Nobel foram instituídos pelo testamento do inventor e empresário sueco Alfred Nobel, cuja fortuna foi construída em parte com a invenção da dinamite.

Concedidos pela primeira vez em 1901, os prêmios homenageiam conquistas nas áreas de ciência, literatura e paz, com o prêmio de economia adicionado posteriormente pelo banco central da Suécia.

Por vezes ofuscados por laureados mais famosos nas áreas da física, literatura e paz, os prémios de química reconheceram ainda muitas descobertas influentes, como a fissão nuclear e as técnicas de sequenciação genética.

O prêmio de química do ano passado foi concedido aos cientistas Susumu Kitagawa, Richard Robson e Omar Yaghi pelo desenvolvimento das chamadas estruturas metalorgânicas, construções moleculares que podem ajudar a enfrentar desafios como as mudanças climáticas e a escassez de água doce.

Os laureados receberão suas medalhas do Rei Carl XVI Gustaf da Suécia em uma cerimônia em Estocolmo, no dia 10 de dezembro, aniversário da morte de Alfred Nobel. A entrega dos prêmios será seguida por um banquete suntuoso na Prefeitura de Estocolmo.

*Com informações da Reuters e CNN.

"Plano de paz” de Gaza tem bombas diárias 3 anos após início da guerra
Publicado em 07/10/2026 às 08:30

O ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023 completa três anos, nesta quarta-feira (7), com o “plano de paz” mediado pelos Estados Unidos (EUA) sem avançar na Faixa de Gaza, enquanto Israel mantém 60% do território palestino ocupado.

O relatório sobre Gaza do Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (Ocha), publicado na segunda-feira (5), destacou que são diários os bombardeios aéreos de Israel contra áreas densamente povoadas.

Entre 23 e 30 de setembro, 29 palestinos foram mortos e 147 ficaram feridos, segundo dados do Ministério da Saúde local. Com isso, são 1.431 mortos desde o anúncio de cessar-fogo há cerca de um ano, no dia 10 de outubro de 2025, o que representa quase quatro óbitos por dia.

A professora de relações internacionais da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (Fecap) Isabela Agostinelli avaliou, em entrevista à Agência Brasil, que a situação dos quase 2 milhões de palestinos “não melhorou em nenhum sentido” com o suposto cessar-fogo.

“A situação humanitária ainda é catastrófica. Pouca ajuda humanitária sendo permitida de entrar por parte de Israel, que continua sendo o ator soberano que controla as fronteiras. O Conselho de Paz presidido por Trump não trouxe paz em nenhum sentido, não há perspectiva de reconstrução de Gaza”, afirmou a especialista.

O Ocha da ONU destaca que a produção diária de refeições quentes em Gaza diminuirá “significativamente” a partir deste mês devido à falta de financiamento. Isso porque foram transferidos apenas 40% dos US$ 4 bilhões solicitados para ajuda humanitária na Palestina ocupada.

“Espera-se que 1,4 milhão de pessoas (67% da população de Gaza) enfrentem níveis de insegurança alimentar aguda entre julho e dezembro”, calcula o Ocha. Com informações da Agência Brasil.

Flávio diz que usará maioria no Congresso para mudar Constituição
Publicado em 07/10/2026 às 08:00

Goiânia — O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (PL), ressaltou a expressiva eleição de parlamentares de direita, no domingo, e, sem dar detalhes, disse que usará essa maioria no Congresso para mudar a Constituição. Também falou em colocar aliados na Presidência do Senado e da Câmara. As declarações ocorreram em Goiânia, onde ele recebeu apoio do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD), derrotado na corrida pelo Palácio do Planalto. O senador também garantiu, nessa terça-feira, o respaldo do PP e do União Brasil para a disputa do segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele é hoje, com maioria no Senado para fazer o presidente do Senado, com maioria na Câmara para fazer o presidente da Câmara. Para a gente mudar a Constituição, redemocratizar este país, para as instituições voltarem a respeitar a Constituição", enfatizou.

O partido de Flávio elegeu 121 deputados federais neste pleito. Para o Senado, foram 19 — a bancada chegará a 28, somando os que estão com mandato atualmente.

Apesar de Flávio não mencionar seu coordenador de campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), políticos presentes ao evento tomaram como certa a indicação dele para à Presidência do Senado. "Marinho estará, sem dúvida, assumindo a Presidência do Senado. Está pronto para fazer as mudanças que o Brasil clama", disse Caiado.

A campanha avançou, nessa terça-feira, nas alianças com o Centrão. Além do apoio de Caiado, a federação formada pelo União Brasil e pelo Progressistas (PP) anunciou que estará com o presidenciável — a oficialização está prevista para hoje. Na segunda-feira, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), derrotado na disputa pela Presidência, também fechou com o senador.

A mudança de posicionamento dos partidos ocorre após Flávio ter vencido a disputa no primeiro turno, alcançando 47,03% dos votos, contra 45,16% de Lula. Antes da primeira etapa do pleito, quando o petista aparecia na liderança nas pesquisas, União e PP optaram por se manter neutros e não prejudicar os palanques estaduais.

Flávio também recebeu apoio do atual governador de Goiás, Daniel Vilela (MDB), e de prefeitos e parlamentares eleitos na região. No evento em Goiânia, esteve também o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Ao declarar apoio ao presidenciável, Caiado prometeu que entrará de "corpo inteiro" na campanha, para que o estado garanta a maior vitória do candidato neste segundo turno. "Proporcionalmente, Goiás vai dar maior vitória a Flávio bolsonaro nesta eleição. Mobilização vai ser em tempo integral (…) Eu queria ser presidente, você ganhou e está no segundo turno. Eu vou entrar com você de corpo inteiro", comprometeu-se.

O partido de Caiado, no entanto, optou pela neutralidade nesta reta final de eleição. Em nota, no domingo, após a apuração das urnas, o PSD anunciou que não apoiaria nenhum dos presidenciáveis e liberou os diretórios estaduais para privilegiarem suas alianças locais.

Vilela fez discurso semelhante ao de Caiado. Disse ter convicção de que "chegou ao fim a era do PT" e prometeu atuar na campanha do filho 01 do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Saiba que esse grupo estará de corpo e alma dedicado ao seu lado nas próximas semanas para ampliar sua votação no estado", destacou.

Caiado terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos, mas teve desempenho mais expressivo em Goiás, seu reduto político. No estado, recebeu 12,33% dos votos, enquanto Flávio chegou a 53,60%, contra 31,06% de Lula.

"Ministro"

Tarcísio também discursou e afirmou que "fará de tudo" para aumentar os votos a Flávio em São Paulo. Além de participar de agendas eleitorais, ele tem atuado nas conversas com partidos e lideranças que ainda precisam definir posição no segundo turno. "Eleitores de Caiado e Flávio unidos no Brasil inteiro para derrotar o PT", ressaltou.

Aos gritos, apoiadores na plateia pediram que Flávio anunciasse Caiado como seu ministro da Segurança Pública. Flávio, Caiado e Vilela responderam com cautela, sinalizando que essa não foi uma condição para o apoio. "Nosso grupo político não trabalha dessa forma, estamos aqui por convicção", disse Vilela. "Esse apoio é mais que política, é sentimental. Temos vários pontos convergentes", acrescentou o presidenciável.

Flávio defendeu um combate duro contra o crime organizado e prometeu a construção de meio milhão de presídios e aumento de pena de faccionados, que pretende declarar como terroristas. "Se tem uma coisa que vamos fazer é arregaçar com vagabundo", frisou. Ainda prometeu "tesouraço nos direitos de vagabundos", redução da maioridade penal e punições para agressores de mulheres.

Ele pediu que a população se mantenha mobilizada. "Não deixem de ir votar no dia 25. Vamos vencer com um placar histórico." Com informações do Correio Braziliense.