Câmara de Ipojuca aprova por unanimidade Título de Cidadão para Eduardo da Fonte
Publicado em 14/08/2026 às 08:18

O candidato ao Senado e deputado federal Eduardo da Fonte (PP/UP) teve aprovado, por unanimidade, pela Câmara de Vereadores de Ipojuca, nesta quinta-feira (13), o Título de Cidadão de Ipojuca. A honraria reconhece a trajetória e a forte ligação do parlamentar com o município, onde recebeu 9.600 votos em sua primeira eleição, em 2006, e construiu expressivas votações ao longo dos anos. A entrega do título será realizada em data ainda a ser definida.

Ao longo de sua trajetória na Câmara dos Deputados, Eduardo da Fonte já destinou R$ 2,7 milhões em emendas parlamentares para Ipojuca, contribuindo para o desenvolvimento do município em áreas como saúde e esportes. O reconhecimento reforça a relação construída com a cidade e o trabalho realizado em favor da população.

“É uma alegria imensa receber esse reconhecimento. Sou muito feliz em ser filho de Ipojuca e quero representar essa gente querida no Senado Federal. Essa homenagem aumenta ainda mais a minha responsabilidade de continuar trabalhando por Ipojuca e por Pernambuco”, afirmou.

Ele contou ao ChatGPT que queria matar o filho e foi preso — conversas com IA podem ser prova de crime no Brasil?
Publicado em 14/08/2026 às 08:00

AVISO DE CONTEÚDO SENSÍVEL: esta reportagem contém menções a violência e suicídio.

Durante cerca de dois meses, João (nome fictício), 36 anos, manteve conversas com o ChatGPT que, segundo a Polícia Civil do Espírito Santo, indicavam um possível plano para matar o próprio filho, de 8 anos, cometer ataques e tirar a própria vida.

Nas mensagens trocadas com a ferramenta de inteligência artificial, o agricultor pesquisou sobre os efeitos de determinadas substâncias tóxicas no corpo, confessou ter oferecido dinheiro para que uma pessoa matasse a criança e disse que se sentia bem ao ver pessoas sofrerem.

"Ofereci 50 mil para ele me matar e matar meu filho, mas ele não quis por se tratar de uma criança", diz uma das mensagens ao ChatGPT às quais a BBC News Brasil teve acesso.

"Queria saber de onde vem essa vontade de matar as pessoas. Eu gosto da sensação de ver outra pessoa sofrer", relatou o agricultor em outra mensagem.

As conversas acenderam um alerta no sistema de segurança da IA, levando a OpenAI — criadora do ChatGPT — a comunicar a interação ao FBI, que entrou em contato com as autoridades brasileiras.

O caso chegou até a Polícia Civil do Espírito Santo no dia 16 de junho, por meio do Laboratório de Operações Cibernéticas, o Ciberlab, braço tecnológico do Ministério da Justiça e Segurança Pública no combate a crimes cibernéticos.

Três dias depois — e um dia antes da data em que, segundo a polícia, o plano seria colocado em prática — o agricultor foi preso quando saía de casa na zona rural de São Gabriel da Palha, um município de pouco mais de 30 mil habitantes localizado a 200 km da capital, Vitória.

"Priorizamos esse caso em função da gravidade e por supostamente o pai planejar a execução do filho até o dia 20", disse à BBC News Brasil o delegado Brenno Andrade, titular da Delegacia de Crimes Cibernéticos e responsável pela investigação.

João* foi preso preventivamente no dia 19 de junho. Na quinta-feira (13/8), ele foi solto após a Justiça conceder um habeas corpus apresentado pela defesa, ao entender que houve demora excessiva na conclusão da investigação policial. O agricultor ficou detido por 54 dias.

A prisão preventiva não tem prazo fixo previsto em lei. Quando o investigado está preso, porém, a investigação deve ser concluída em prazo razoável.

No caso do agricultor, a Justiça considerou que, após mais de 50 dias de prisão, o inquérito ainda não havia sido concluído pela polícia nem havia denúncia apresentada pelo Ministério Público. Mantê-lo preso poderia caracterizar constrangimento ilegal.

A Justiça também impôs medidas cautelares ao agricultor, como o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de se aproximar ou manter contato com o filho e com a mãe da criança.

Segundo o delegado Brenno Andrade, o suspeito não tinha relação de afeto e nem contato com a criança. Ele apenas pagava uma pensão, e esse teria sido um dos motivos para planejar o crime.

"Ele não queria mais pagar a pensão [...] Em uma das conversas, ele fala em tirar a própria vida. Mas ele não queria, digamos assim, essa 'encheção de saco' da mãe dele, avó da criança, ser cobrada pela pensão. Então, ele pensou em também matar o próprio filho."

A Polícia Civil do Espírito Santo informou que aguarda o resultado de laudos periciais — de objetos apreendidos na casa do agricultor — para concluir o inquérito.

Na casa do suspeito foram encontrados quatro frascos com uma substância desconhecida, além de uma corda amarrada, que, segundo a polícia, seria indicativo de uma intenção suicida.

"Tudo aquilo que a plataforma trouxe pra gente foi corroborado com a chegada da polícia ao local. Ele confirmou algumas coisas que pesquisou em relação ao filho, mas negou essa intenção de matá-lo", disse o delegado.

Além dos frascos, o celular do suspeito foi recolhido para ser periciado. O objetivo é saber se o agricultor realmente entrou em contato com um pistoleiro para matar o filho, conforme contou ao ChatGPT.

"Vamos supor que no telefone dele, ele já tinha iniciado essa conversa, já tivesse até pagado o pistoleiro. A polícia entende que, nesse caso, havendo esse tipo de situação, ele já passa da fase de cogitação e já está ali, executando o crime que não foi consumado por motivos alheios à sua vontade, que foi a polícia chegar previamente e efetuar a prisão", declarou o delegado.

Já a defesa do agricultor sustenta que ele não praticou nenhum crime.

"Se conversar com IA e falar bobagens for crime, todo mundo vai preso", disse à BBC o advogado Pedro Pessi, que faz parte da defesa do agricultor.

O caso levanta uma questão que ainda não tem uma resposta simples no direito brasileiro: até que ponto uma conversa com uma ferramenta de inteligência artificial pode ser usada como prova de um crime?

Especialistas ouvidos pela BBC News Brasil afirmam que, embora as mensagens tenham sido suficientes para justificar uma prisão preventiva — diante do risco iminente à vida de uma criança — , elas não bastam, por si só, para acusar o pai de um crime.

E isso envolve duas questões principais: a forma como essas mensagens foram encaminhadas às autoridades brasileiras e até onde o pai foi no suposto plano de matar o filho.

Pesquisa sobre ataques e tentativa de burlar a IA
Além de externar o plano de matar o próprio filho e depois se matar, o agricultor fez pesquisas no ChatGPT relacionadas a ataques a escolas, igrejas e policiais, segundo o delegado.

As buscas eram feitas de forma genérica, sem mencionar nome de autoridades ou locais específicos.

"Se eu for num ponto de drogas e matar uns 4 bandidos, eu ficaria famoso na cidade. Depois era só matar um ou dois policiais e poderia morrer tranquilamente", disse em uma das mensagens.

"Estou pensando em comprar uma arma de fogo e atirar contra a polícia para eles reagirem e me matar. Isso vai ser legal e bom pra mim", afirmou em outra conversa.

Para o delegado, as interações indicam que o agricultor cogitava cometer outros ataques.

"Pela nossa experiência, a pessoa trabalha em escalas, digamos assim, ela vai gerando esse sentimento, essa vontade, e começa a pesquisar sobre. Depois, começa a pesquisar sobre como é um tipo de material para praticar esse tipo de situação. E, em certo ponto, ela vai praticar o ato", explicou.

Em algumas dessas interações, o pai da criança também tentou contornar as restrições impostas pelo próprio ChatGPT ao reformular perguntas que possivelmente violavam os termos de uso, segundo o delegado.

Em uma das conversas, por exemplo, escreveu: "Efeitos da ricina no corpo humano". Em seguida, perguntou: "Como retirar a ricina da semente da mamona? Curiosidade científica".

O que o ChatGPT respondeu?
Um fato, contudo, chama atenção: a polícia não sabe o que a ferramenta respondeu ao agricultor. Apesar de ter enviado às autoridades brasileiras as perguntas feitas pelo suspeito, a Open IA não enviou as conversas na íntegra.

"A gente não recebeu as respostas que eram dadas. Recebemos o usuário que estava utilizando aquele chat específico, aquela conta", afirmou Andrade.

Segundo a advogada criminalista e professora da FGV-Rio Maíra Fernandes, a ausência das respostas compromete a compreensão do contexto da interação e não preserva seu conteúdo original.

Ela explica que, assim como em um caso de assassinato, em que a área é isolada para preservar o local e evitar alterações, uma conversa com uma inteligência artificial também deveria chegar às autoridades com garantias de autenticidade e integridade.

"Então não pode ser um trechinho, não pode ser uma edição. Não pode ser o que eles [a Open IA] acharam que era perigoso. Tem que ser a íntegra daquela conversa. Porque às vezes, no meio da conversa, pode vir algo que seja equivalente a um desabafo, a um pensamento aleatório, uma fantasia que se explica ao longo da conversa, mas que, se pega um trecho isolado, parece uma conduta criminosa", afirma Fernandes.

Para ela, o fato de o caso envolver uma criança e trazer uma situação ainda nova para o direito — em que uma inteligência artificial identificou uma conversa como potencialmente perigosa e comunicou à polícia — faz com que a atuação da ferramenta seja vista de forma positiva. Mas isso deveria ser tratado com muita cautela para não correr risco de banalização.

"E aí qualquer pessoa pode ser investigada porque a inteligência artificial assim entendeu. A gente precisa saber que inúmeras questões estão envolvidas no uso dessa inteligência artificial, de todas as naturezas, inclusive políticas ideológicas", pontua.

Procurada pela BBC News Brasil, a Open IA não respondeu aos questionamentos sobre por que apenas parte das conversas foi enviada às autoridades brasileiras.

Em nota, a empresa informou, por meio de um porta-voz: "Quando detectamos conversas que indicam um risco iminente e crível de danos a terceiros, podemos notificar as autoridades policiais. Relatos recentes no Brasil ilustram a importância dessas medidas de segurança."

Ainda segundo a Open IA, o ChatGPT combina mecanismos automáticos de detecção, revisão especializada e supervisão humana para identificar riscos e violações de políticas. A empresa diz que pode tomar medidas quando há riscos críveis e iminentes de danos a terceiros, mas que o encaminhamento às autoridades é reservado a casos excepcionais e de alto risco.

Fernandes também chama atenção para outro ponto nesse caso: o papel exercido pela plataforma durante a interação.

Segundo ela, as respostas são importantes não apenas para entender a conduta do usuário, mas também para avaliar se a própria ferramenta forneceu algum tipo de orientação que incentivasse o suposto planejamento do crime.

"Será que a resposta foi positiva no sentido: 'Como você prefere matar? Você prefere matar com veneno? Você prefere matar com arma?' Isso tem uma responsabilidade gigantesca da ferramenta de inteligência artificial, o que não exclui, óbvio, a responsabilidade daquele que pergunta. Mas isso precisa estar nos autos", afirma.

Essa discussão sobre o papel da inteligência artificial em planejamento de crimes apareceu recentemente em um caso nos Estados Unidos.

Em abril deste ano, o procurador-geral da Flórida abriu uma investigação criminal sobre a OpenAI para apurar se o ChatGPT contribuiu para o planejamento de um ataque que matou duas pessoas e feriu outras seis na Florida State University, em 2025.

Segundo as autoridades, o autor do ataque teria usado a ferramenta para obter informações sobre armas, munições e aspectos do planejamento da ação.

O procurador-geral afirmou que, se uma pessoa tivesse fornecido aquelas orientações, ela poderia ser responsabilizada criminalmente.

A OpenAI contesta essa interpretação e afirma que o ChatGPT apenas forneceu informações disponíveis publicamente e não incentivou atividade ilegal.

Para André Glitz, mestre em Direito pela Columbia University e pesquisador na área de investigação criminal, o caso brasileiro passa por dois pontos: a validade das conversas como prova e o peso que elas podem ter para uma eventual acusação.

"É preciso saber em que contexto essas conversas aconteceram e o que o ChatGPT respondeu. Uma conversa precisa ter começo, meio e fim. Se você extrai apenas um pedaço dessas conversas, o sentido do que foi dito pode mudar completamente. A prova pode até ser válida, mas é importante ver o peso", afirma.

Glitz destaca que essa análise é especialmente importante em conversas com ferramentas de inteligência artificial, que podem "alucinar", produzir respostas equivocadas ou interpretar de maneira inadequada o contexto de uma pergunta.

Segundo ele, como a OpenAI é uma empresa americana, ter acesso a todas as conversas exigirá uma decisão judicial e mecanismos de cooperação jurídica internacional.

Por meio de nota, o Ministério da Justiça e Segurança Pública informou que "em situações excepcionais que envolvam risco concreto e iminente à vida ou à integridade física de terceiros, empresas de tecnologia podem compartilhar informações com as autoridades brasileiras. Quando essas comunicações chegam ao Ciberlab, é realizada uma análise preliminar e, identificada a necessidade de atuação imediata, as informações são encaminhadas, com a maior brevidade possível, às autoridades policiais com atribuição sobre o caso para adoção das medidas cabíveis".

Uma pessoa pode ser presa por cogitar um crime?
O caso no Espírito Santo lembra a premissa de Minority Report, filme de 2002 em que a polícia prende pessoas antes que elas cometam crimes, com base na previsão de que irão cometê-los. Não, por acaso, a comparação com a obra foi feita tanto pelo delegado quanto por Glitz durante as entrevistas.

Há, porém, uma diferença fundamental. A inteligência artificial não previu que o agricultor cometeria um crime. Ela identificou uma conversa como potencialmente perigosa, e a plataforma comunicou o alerta às autoridades.

A defesa do agricultor sustenta que o caso não passou da fase de cogitação. À BBC, o advogado Pedro Paulo Pessi afirmou que o pai da criança não teria tomado nenhuma medida concreta para executar os crimes mencionados nas conversas, muito menos a ameaçado.

"Ele não teve nenhuma atitude nesse sentido de execução, não preparou nada, não fez ameaças, apenas conversou com a IA e falou várias bobagens. A defesa entende que não houve crime", declarou.

Glitz explica que essa discussão, no direito penal, passa pelo chamado iter criminis — o caminho percorrido até a prática de um crime — e é divido em três fases: cogitação, preparação e execução.

Na avaliação dele, o agricultor estaria, a princípio, apenas cogitando o crime nas conversas com o ChatGPT.

"A preparação envolve atos materiais, como comprar uma arma ou adquirir veneno. Já a execução começa quando esse plano passa efetivamente a ser colocado em prática", explica.

Em regra, afirma o especialista, nem a cogitação nem os atos meramente preparatórios são puníveis. Há exceções, porém, quando um ato preparatório configura um crime autônomo. É o caso, por exemplo, da posse ilegal de arma de fogo: ainda que nenhum homicídio seja praticado, a pessoa pode responder pelo crime relacionado à arma.

Glitz ressalta, contudo, que a distinção entre preparação e execução nem sempre é simples e que há discussões na doutrina e na jurisprudência sobre o momento em que se considera iniciado o ato de execução, especialmente em situações em que esperar pelo "último ato" poderia expor a vítima a um risco elevado.

Segundo ele, no caso do agricultor, essa distinção depende do que a investigação conseguir comprovar além das conversas.

"Será preciso analisar o caso concreto, o que as conversas anteriores indicavam, se existiam outros elementos, como materiais apreendidos, compra de substâncias ou outros atos que indiquem que ele avançava para uma execução. Isso será objeto de discussão jurídica."

Um novo caminho para a polícia
O caso é inédito para a própria polícia.

Andrade, que atua na Delegacia de Crimes Cibernéticos desde 2018, afirma que já está acostumado a investigar crimes envolvendo ambientes digitais, como abuso e exploração sexual infantil online, ameaças no ambiente escolar e crimes praticados por meio de redes sociais.

Mas, até então, não havia recebido um alerta de uma ferramenta de inteligência artificial que pudesse levar à identificação de um possível crime.

"A gente descobriu que era o primeiro caso do Espírito Santo e o terceiro do país. E, nas palavras do próprio Ministério da Justiça, 'de longe, o caso mais grave'", afirmou.

Para ele, comunicação feita pela plataforma abre uma nova possibilidade para a investigação policial: identificar situações de risco antes que uma conduta criminosa seja efetivamente praticada.

"É mais um caminho para a polícia para tentar saber se pessoas pesquisaram crimes na inteligência artificial. Acredito que, pelo menos no caso que envolve violência ou grave ameaça, risco de integridade à vida, as plataformas vão fazer essa comunicação, o que já facilita muito o trabalho da polícia", afirmou, ressaltando, porém, que isso não substitui o trabalho de investigação.

Para Luiz D'Urso, advogado especialista em direito digital, o episódio chama atenção justamente por mostrar uma nova forma de interação entre plataformas de inteligência artificial e autoridades policiais.

Segundo ele, sistemas automatizados podem identificar conteúdos potencialmente perigosos, mas a decisão de comunicar um caso às autoridades deve ser submetida a uma avaliação humana e feita com muita cautela.

"Não é possível permitirmos que a IA faça uma denúncia diretamente à autoridade policial para essa tomar providências, porque alguém precisa ver se aquele conteúdo é verdadeiro. Caso contrário, nós podemos ter uma avalanche de denúncias falsas chegando à polícia por alucinações, interpretações erradas", destaca.

No caso do agricultor, D'Urso considera que havia elementos suficientes para justificar a preocupação da plataforma. Mas afirma que situações como essa também mostram a necessidade de uma legislação brasileira que consiga contemplar essas mudanças provocadas pela inteligência artificial.

Para Patricia Peck, professora da ESPM e especialista em Direito Digital, o episódio também mostra uma mudança no papel das ferramentas de inteligência artificial, que deixaram de ser apenas instrumentos de geração de conteúdo e passaram a funcionar como ambientes de interação capazes de identificar padrões associados a situações de risco.

"Quando uma conversa deixa de representar uma mera intenção abstrata e passa a indicar uma ameaça concreta, com vítima identificável, meios disponíveis e risco iminente, surge um dever ético e, em determinadas circunstâncias, jurídico de atuação", afirma.

Segundo Peck, o critério deve ser proporcional ao risco: quanto maior a probabilidade de dano imediato a terceiros, maior a legitimidade para acionar mecanismos de segurança.

"A ética aplicada à IA não deve partir da lógica de 'monitorar tudo', mas sim da lógica de 'intervir apenas quando o risco justificar'. O desafio é evitar tanto a omissão quanto o excesso de vigilância", afirma.

*O nome do suspeito foi alterado para preservar a identidade da criança envolvida no caso. Com informações do Correio Braziliense.

INSS nega envio de SMS sobre cancelamento de aposentadoria e alerta para golpe
Publicado em 14/08/2026 às 07:30

INSS informou que não enviou as mensagens de texto que alertam sobre um suposto cancelamento de aposentadoria e pressionam o beneficiário a tomar uma providência imediata. O SMS usa o medo de perder o pagamento para induzir aposentados e pensionistas a clicar em links, telefonar para números desconhecidos ou fornecer dados pessoais.

Como funciona o golpe do cancelamento de aposentadoria?
A mensagem fraudulenta afirma que existe uma pendência cadastral, irregularidade ou prazo curto para evitar a suspensão do benefício. Em seguida, apresenta um caminho para a falsa regularização. A página ou o atendente pode solicitar CPF, senha Gov.br, fotografia de documentos, reconhecimento facial ou pagamento de uma taxa.

Alguns sinais ajudam a identificar a tentativa de fraude antes de qualquer contato:

- Ameaça de cancelamento imediato da aposentadoria;
- Prazo de poucas horas para resolver a situação;
- Link encurtado ou endereço diferente de Gov.br;
- Pedido de senha, código de confirmação ou fotografia;
- Cobrança de taxa para liberar o benefício;
- Telefone desconhecido apresentado como central previdenciária.


O INSS pode enviar mensagens de texto?

O instituto pode utilizar SMS em comunicações específicas, tradicionalmente identificado pelo número 280-41. Isso não torna legítima qualquer mensagem que mencione o órgão. O INSS não envia links ou textos pedindo senhas, pagamentos e dados pessoais. Uma notificação deve ser confirmada diretamente no aplicativo Meu INSS ou pela Central 135.

O que fazer depois de clicar no link falso?

Quem informou uma senha deve alterá-la imediatamente pelo acesso oficial da conta Gov.br e ativar a verificação em duas etapas. Também é importante conferir dispositivos autorizados, movimentações bancárias, empréstimos consignados e alterações cadastrais. Se houve transferência ou pagamento, o banco deve ser avisado rapidamente, e um boletim de ocorrência ajuda a documentar a fraude.

Como verificar se a aposentadoria está regular?

O beneficiário não deve usar o link, o telefone ou as instruções presentes no SMS suspeito. A consulta precisa começar por um canal acessado de forma independente. No celular, o aplicativo Meu INSS deve ser baixado somente pela loja oficial. No computador, o endereço deve terminar em gov.br.

A situação do benefício pode ser conferida por estas opções:

1 Acessar o aplicativo ou o site Meu INSS;
2 Entrar na área “Consultar Pedidos”;
3 Verificar o extrato de pagamento do benefício;
4 Consultar notificações e exigências pendentes;
5 Ligar para a Central 135, de segunda-feira a sábado;
6 Buscar atendimento presencial quando houver agendamento.

A confirmação pelos canais oficiais protege o benefício

Uma mensagem falsa não cancela a aposentadoria por si só. Procedimentos de revisão, exigências documentais e decisões administrativas podem existir, mas devem aparecer nos sistemas oficiais e seguir as regras de notificação e defesa. O segurado não precisa contratar intermediário nem pagar para consultar a situação do benefício.

O cuidado principal é interromper o contato e fazer uma verificação separada pelo Meu INSS ou pela Central 135. Senhas, códigos recebidos no celular e fotografias de documentos não devem ser compartilhados com desconhecidos. Confirmar a informação antes de agir reduz o risco de invasão da conta Gov.br, contratação de crédito e movimentação indevida do pagamento previdenciário. Com informações de O Antagonista.

Prefeitura do Paulista inicia monitoramento para acompanhar avanço da erosão costeira
Publicado em 14/08/2026 às 07:03

A Prefeitura do Paulista iniciou, nesta quinta-feira (13), o monitoramento para acompanhar o avanço da erosão costeira no município. Nesta primeira etapa, o trabalho começou por dois dos seis trechos considerados mais críticos, distribuídos entre os bairros do Janga, Pau Amarelo, Nossa Senhora do Ó, Conceição e Maria Farinha, totalizando aproximadamente dois quilômetros de extensão.

A ação tem como objetivo acompanhar de forma contínua o processo de erosão costeira e identificar as alterações no perfil das praias ao longo do tempo. O levantamento será realizado desde o início do Janga até o final de Maria Farinha, permitindo avaliar a movimentação e o volume de sedimentos que chegam e deixam a faixa litorânea.

De acordo com o especialista em erosão costeira e doutor em Geologia Marinha, Fernando Soares, o trabalho possui uma finalidade diferente do levantamento realizado anteriormente pela Defesa Civil Nacional, que teve como foco a identificação dos pontos considerados emergenciais para subsidiar a liberação de recursos destinados às intervenções.

“Já nesse trabalho, a gente vai começar a fazer um monitoramento do processo erosivo. Daqui a um ano, teremos uma ideia de quanto erodiu e quanto cresceu em cada praia”, explicou Fernando Soares.

O especialista destacou ainda que o monitoramento será realizado antes, durante e após as obras de contenção, permitindo avaliar o comportamento da dinâmica costeira ao longo de todo o processo. “Isso é só um monitoramento para a gente ver, antes, durante e depois da obra e como está se comportando o processo erosivo no litoral de Paulista”, afirmou.

Segundo Soares, esse acompanhamento é fundamental para evitar que alterações na faixa de praia sejam percebidas somente quando o processo erosivo já estiver em estágio avançado. O monitoramento permitirá acompanhar, de maneira técnica, a quantidade de sedimentos que chega e sai das praias. Com a comparação dos dados coletados ao longo dos meses, será possível identificar com maior precisão as áreas que apresentam maior perda ou ganho de material.

O monitoramento integra as ações de acompanhamento da orla e não interfere no cronograma das obras de contenção da erosão costeira previstas para o município.

Humberto grava com Lula e defende ampliação da bancada lulista para barrar a extrema direita
Publicado em 14/08/2026 às 07:02

Cumprindo agenda em Brasília, onde participou de uma gravação com o presidente Lula (PT) para a campanha eleitoral, o senador Humberto Costa (PT), candidato à reeleição, reforçou o compromisso das forças alinhadas ao presidente com a eleição de uma bancada expressiva de deputados e senadores no pleito de outubro próximo. A declaração foi dada nesta quinta-feira (13), na chegada para a filmagem, na sede da campanha à reeleição de Lula, localizada no Lago Sul.

Humberto defende que um Congresso alinhado ao governo é fundamental para que Lula consiga avançar com pautas que beneficiam a população no quarto mandato, impedindo o avanço da extrema direita.

"Precisamos eleger parlamentares comprometidos com o Brasil e com as pautas que interessam ao povo brasileiro. Precisamos de um Congresso que jogue junto com o presidente Lula em favor da população. Se a gente quiser aprovar as grandes pautas do Brasil, como o fim da escala 6 por 1, e outras mais, é preciso que a gente tenha uma melhor correlação de forças no Congresso Nacional", destacou Humberto, que almoçou com Lula na quarta-feira, no Palácio da Alvorada.

Além da agenda de hoje, Humberto Costa participa de uma nova gravação com Lula nesta sexta-feira (14), ainda em Brasília, ao lado do candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), e da outra candidata da chapa ao Senado Marília Arraes (PDT).

Hugo Motta agora dependerá do apoio do PT para tentar se manter no cargo
Publicado em 14/08/2026 às 07:00

Há ainda muita água a rolar até a eleição para presidência da Câmara, em fevereiro, mas os deputados, que antes precisam renovar o mandato, já desenham a distribuição de cargos da próxima mesa diretora, incluindo o posto principal. Não há sinais de apoio a Hugo Motta (Rep-PB) na maioria conservadora que o elegeu e se sente traída por seus vários gestos de servilismo a Lula, incluindo o apoio já declarado, querendo seguir no cargo e fazer o petista resolver problema familiar na Paraíba. A informação é da Coluna Claudio Humberto, do Diário do Poder.

Motta espera que Lula troque o apoio prometido a Veneziano Vital do Rêgo e João Azevedo por seu pai Nabor Wanderley (Rep), ao Senado.

O PL de Bolsonaro, que esteve com Motta em 2025, não deve apoiar sua recondução ao cargo. Por isso sobrou a opção de pedir arrego ao PT e da esquerda que o despreza.

Deixando o caminho de Motta ainda mais incerto, Arthur Lira (PP), que também ajudou a eleger Motta, disputa em Alagoas vaga no Senado.

Henrique Filho acompanha ação de saúde visual que atende mais de 50 moradores de Limoeiro
Publicado em 14/08/2026 às 06:54

Mais de 50 moradores de Limoeiro tiveram acesso a atendimento oftalmológico nesta terça-feira (11), durante edição do Projeto Quero Ver Bem, realizada na Casa Verde, no bairro Alto de São Sebastião.

O deputado estadual Henrique Filho (PP) acompanhou os atendimentos realizados durante a ação, direcionada prioritariamente à população de baixa renda.

Durante a iniciativa, foram realizados exames de vista e avaliações oftalmológicas. As pessoas atendidas também puderam escolher as armações dos óculos, que serão confeccionados de acordo com a necessidade identificada durante a avaliação.

Henrique Filho destacou a importância da saúde visual para a qualidade de vida da população.

“Uma dificuldade de visão interfere diretamente em atividades básicas da vida, como ler, estudar, trabalhar, locomover-se com segurança e realizar tarefas cotidianas. Ampliar o acesso aos cuidados com a saúde visual contribui para proporcionar mais autonomia e qualidade de vida às pessoas”, afirmou.

A ação reuniu moradores de diferentes faixas etárias e chamou atenção para a importância do diagnóstico e da correção adequada dos problemas de visão.

César Ramos reúne lideranças e reforça mobilização política em Igarassu
Publicado em 14/08/2026 às 06:49

O candidato à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), César Ramos, reuniu, nesta quinta-feira (13), em Igarassu , lideranças, amigos, políticos e moradores em mais um encontro de sua caminhada política. A agenda contou com a presença da prefeita professora Elcione Ramos.

A iniciativa foi marcada pelo diálogo com a população e pela apresentação de ideias, criando um espaço aberto para troca de opiniões e conversa direta com os participantes.

Para César Ramos, a força da caminhada está justamente na união de pessoas que compartilham o desejo de contribuir para o desenvolvimento da região.

“Quando a caminhada junta todos, a jornada fica mais forte. Aqui neste encontro pude encontrar amigos, abraçar nosso povo e, o melhor, sentir de perto essa energia que só aumenta a nossa vontade de fazer acontecer”, destacou.

Gestão Raquel requalifica Emergência Pediátrica do Hospital Geral de Areias e UTI Adulto do Hospital Barão de Lucena
Publicado em 14/08/2026 às 06:48

Na gestão da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), a rede de saúde estadual vive um momento de completa reestruturação com uma série de obras para melhorar o atendimento aos pernambucanos. Nesta quinta-feira (13), a gestão de Raquel entregou a requalificação da Emergência Pediátrica do Hospital Geral de Areias (HGA), localizado na Zona Oeste do Recife. A obra teve um investimento total de R$ 680 mil. Ainda nesta quinta (13), também foi entregue a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto do Hospital Barão de Lucena (HBL) totalmente requalificada, com R$ 235 mil investidos.

“Estamos reestruturando toda a rede de saúde do Estado, que ficou muitos anos sem grandes reformas, colocando em risco pacientes e profissionais. O nosso governo prioriza, na prática, a saúde, fornecendo o cuidado necessário para melhorar as condições de atendimento e de trabalho nos hospitais. Investimos fortemente para que as unidades possam ter equipamentos e estrutura que são vistas em hospitais privados. Pernambuco passou a ter o maior orçamento total da saúde em mais de uma década. É mais qualidade de vida para os pernambucanos”, disse a governadora e candidata à reeleição.

No Hospital Geral de Areias, a requalificação da Emergência Pediátrica permite agora separar os atendimentos de adultos e crianças, proporcionando mais conforto, eficiência e segurança aos pacientes. A obra inclui área de triagem, salas verde, amarela e vermelha (semicrítica), um espaço para a realização de pequenos procedimentos, além de uma recepção exclusiva e climatizada e uma sala de espera.

Já a requalificação da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adulto do Hospital Barão de Lucena contemplou serviços de melhoria da rede elétrica, iluminação, do sistema hidrossanitário, além da climatização e revestimento. A obra proporciona um reforço no atendimento de pacientes em estado grave nos 20 leitos da UTI Adulto.

Juliana de Chaparral acompanha Raquel Lyra em agenda na Zona Norte do Recife
Publicado em 14/08/2026 às 06:47

A candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) acompanhou, nesta quinta-feira (13), a governadora e candidata à reeleição Raquel Lyra (PSD) em uma agenda no bairro da Guabiraba, Zona Norte do Recife. Também participaram da programação a vice-governadora e candidata à reeleição, Priscila Krause, e a candidata a deputada estadual Andrea Medeiros (PSD), esposa do prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Mano Medeiros (PSD).

A comitiva foi recebida pelo vereador do Recife Rubem Rodrigues, o Agora é Rubem (PSB), e percorreu a comunidade, onde as lideranças foram recebidas com calorosas manifestações de carinho pelos moradores.

Em meio à agenda, o grupo fez uma pausa para o almoço no popular Recanto do Lau, no Córrego do Jenipapo, conhecido pelo cupim de charque na chapa servido com fava, em um momento de descontração.

"Nota dez, comida boa demais. Hoje o cardápio não é galinha de capoeira, mas a gente tem um bocado de capão pra matar pra governadora", brincou Juliana. Raquel também entrou no clima e destacou a pausa gastronômica nas redes sociais: "Uma fava no ponto e um cupim de charque daqueles. No meio da correria, uma pausa dessas é até justa e necessária".

Após o almoço, a comitiva seguiu para acompanhar de perto famílias beneficiadas pelo programa Reforma no Lar, na própria Guabiraba. O candidato ao Senado Túlio Gadêlha (PSD) também se juntou ao grupo.

Rubem Rodrigues agradeceu a presença das lideranças e destacou o compromisso com a população local. "Que honra receber a senhora e as nossas futuras deputadas Juliana de Chaparral e Andrea Medeiros! Eu jamais vou dar as costas para o Recife e para Pernambuco. JAMAIS!", declarou o vereador.