Segunda edição da Olimpíada de História e Geografia expande atuação e incluirá rede estadual de ensino em 2026
Publicado em 04/08/2026 às 10:00

Projeto passa a ter duas etapas e traz o tema "O Lugar Onde Vivo – memórias e desafios do presente" na fase final de produção textual; evento reforça cumprimento de lei municipal que trata do ensino de temas locais nas escolas públicas.

Após o enorme sucesso de sua primeira edição, a Olimpíada Municipal de História e Geografia (OMHG) retorna em 2026 com grandes novidades e maior alcance. Criado originalmente em 2025 pelo professor Éverton Aragão, no âmbito da Secretaria Municipal de Educação (SEDUC), em parceria com as coordenações municipais de História (Georgia Araújo) e Geografia (Patrícia Pereira), assim como a Direção de Ensino (Ronailda Silva), o projeto agora ganha dimensão regional ao ampliar a participação para os alunos da rede estadual de ensino, em uma parceria estratégica com o professor Sérgio Lucas de Alexandre Lima.

A iniciativa atende e efetiva a Lei Municipal nº 3.317/2021, que prevê a obrigatoriedade do ensino de temas voltados à História, Geografia, Cultura, Potencialidades Econômicas e Turismo do município nas escolas públicas.

Novas etapas e formato de avaliação

Nesta edição de 2026, a competição pedagógica contará com uma estrutura dividida em duas grandes etapas:

Primeira Etapa (Nas Escolas): Aplicação de prova objetiva de múltipla escolha para todos os estudantes inscritos em suas próprias unidades escolares.
Segunda Etapa (Na SEDUC): Os alunos classificados participarão de uma etapa presencial na sede da Secretaria de Educação para a elaboração de uma produção textual com o tema central "O Lugar Onde Vivo".

O projeto atende aos estudantes dos Anos Finais (6º ao 9º ano) do Ensino Fundamental, integrando a parceria com a área de Língua Portuguesa para suporte na avaliação das produções escritas.

Premiação e valorização dos educadores

Para incentivar a participação e reconhecer o esforço da comunidade escolar, a Olimpíada concederá troféus, medalhas, dispositivos de áudio e certificados aos alunos de destaque.

Além da premiação dos alunos, o projeto valoriza o corpo docente por meio do Prêmio Professor(a) de Excelência, destinado aos educadores que apresentarem relatórios de práticas pedagógicas e projetos de preparação que estimulem o pensamento crítico dos estudantes. A escola com melhor desempenho geral na competição também receberá o título e troféu de Escola Destaque.

Sobre o projeto

A II Olimpíada Municipal de História e Geografia, que ocorrerá entre agosto e setembro, buscará ir além do conhecimento factual e geográfico, promovendo a cidadania, o trabalho em equipe e a reflexão crítica dos estudantes sobre o papel do município no contexto estadual e nacional.

"A primeira edição mostrou a força do conhecimento local e a capacidade de engajamento dos nossos alunos. Para 2026, com a parceria da rede estadual e as novas etapas, queremos transformar a Olimpíada em um verdadeiro movimento de valorização da nossa história e de fortalecimento da educação pública", destaca o professor Éverton Aragão, idealizador do projeto.

Agrestina recebe grandes nomes da cantoria nordestina e reúne mais de 400 pessoas no 11º Festival Verso e Viola
Publicado em 04/08/2026 às 09:36

Competição reuniu artistas de vários estados do Nordeste e premiou os melhores repentistas da edição.

A Praça Padre Cícero foi palco, neste domingo (2), de mais uma grande celebração da cultura popular nordestina com a realização do 11º Festival Verso e Viola. Promovido pela Prefeitura de Agrestina, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, o evento reuniu mais de 400 pessoas e contou com a participação de artistas de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte e Piauí, consolidando o município como um importante espaço de valorização da cantoria de viola, do repente e da poesia improvisada. A organização do evento ficou a cargo dos repentistas Antônio Martins e João Lourenço.

Presente no calendário cultural da cidade há mais de uma década, o encontro reafirma o compromisso da gestão municipal com a preservação das expressões artísticas populares e com o incentivo aos mestres da viola e do repente, reunindo públicos de diferentes idades em torno de uma tradição que atravessa gerações.

Além das apresentações, a programação contou com uma disputa entre as duplas de repentistas. As performances foram avaliadas por uma comissão julgadora, que analisou critérios como improviso, criatividade, métrica, rima e desenvoltura no palco. Ao final da competição, Hipólito Moura e Raimundo Caetano conquistaram o 1º lugar. A segunda colocação ficou com Raulino Silva e Luciano Leonel, seguidos por Rogério Menezes e Felipe Pereira, em 3º. Antônio Lisboa e Daniel Olímpio garantiram o 4º lugar; João Lédio e Zé Carlos do Pajeú ficaram na 5ª posição; enquanto Francisco Ferreira e Miro Pereira encerraram a classificação em 6º lugar.

A programação também contou com a participação dos declamadores Erasmo Ferreira, Pedro Paulo e Espingarda do Cordel, além das apresentações especiais da aboiadeira Sofia e do poeta João Lourenço. A condução da tarde ficou sob o comando do apresentador Iponax Vila Nova.

Para Iponax, a grande presença do público confirma a importância que a iniciativa conquistou entre os apreciadores da cantoria. "As pessoas esperam o ano inteiro por esse momento. O Verso e Viola de Agrestina já faz parte do calendário dos amantes da cantoria e eu garanto que está entre os cinco maiores festivais do Brasil. Isso mostra a força que Agrestina conquistou nesse cenário. Os maiores repentistas fazem questão de participar porque reconhecem a credibilidade da organização e sabem que aqui encontram um público que valoriza essa arte", pontuou.

Responsável pela organização, João Lourenço ressaltou a satisfação de contribuir para um encontro que reúne alguns dos principais nomes da cantoria nordestina. "Como repentista, é uma enorme satisfação ajudar a construir um festival desse nível e ver Agrestina receber artistas de vários estados do Nordeste. Esse reconhecimento foi conquistado ao longo dos anos e só é possível graças ao empenho da Prefeitura de Agrestina, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, que não mede esforços para que esse encontro aconteça todos os anos", disse.

O secretário de Cultura e Turismo, Josenildo Santos, destacou que a realização da 11ª edição reforça o papel de Agrestina na valorização do patrimônio imaterial nordestino. "Ver a Praça Padre Cícero cheia, recebendo artistas de diferentes estados e um público que prestigia a cantoria, é motivo de orgulho para todos nós. Esse encontro vai muito além da competição: ele preserva a nossa história, fortalece as raízes do povo nordestino, incentiva os artistas e projeta Agrestina como um município que investe e acredita na cultura", finalizou. 

Ministra das Mulheres pede que eleitoras avaliem histórico dos candidatos
Publicado em 04/08/2026 às 09:30

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, afirmou que as eleitoras devem analisar o histórico dos candidatos à Presidência antes de decidir o voto. Segundo ela, é preciso verificar se quem promete combater o machismo, a misoginia e a violência contra a mulher tem atuação coerente com esse discurso.

Márcia Lopes defendeu que o eleitorado feminino pode ser decisivo nas eleições e afirmou que as mulheres precisam se impor diante de candidatos com histórico de declarações ou condutas machistas.

A ministra também destacou ações do governo Lula voltadas às mulheres, como a recriação do Ministério das Mulheres, o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios e a prisão de mais de 21 mil agressores desde fevereiro, além da distribuição de cerca de 30 mil tornozeleiras eletrônicas.

Senador Weverton Rocha é alvo da Operação Sem Desconto
Publicado em 04/08/2026 às 09:00

O senador Weverton Rocha (PDT-MA) é alvo da nova fase da operação Sem Desconto deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (4). O advogado Willer Tomaz também figura entre os investigados.

São cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo Supremo Tribunal Federal, no Distrito Federal e no Maranhão. Eles servem para apurar a suposta lavagem de dinheiro entre os fatos investigados na Operação Sem Desconto.

As investigações tiveram início após a identificação de indícios de movimentações financeiras e patrimoniais que, em tese, teriam utilizado pessoas físicas e jurídicas, contas bancárias de terceiros, estruturas empresariais e operações com valores em espécie, com o objetivo de ocultar a origem e a destinação dos recursos.

As investigações pretendem esclarecer a origem e a destinação dos recursos, o objetivo dos repasses e a individualização das condutas dos investigados.

Em atualização, com informações da CNN.

Justiça do Trabalho chama atenção para assédio eleitoral
Publicado em 04/08/2026 às 08:30

Com a chegada do período eleitoral, a Justiça do Trabalho chama a atenção para uma prática que busca interferir na liberdade do eleitor em escolher seu candidato e no exercício do voto livre e secreto: o assédio eleitoral nas relações de trabalho. Em muitas situações, patrões ou pessoas em posição de poder agem para induzir o trabalhador a votar em determinado político, às vezes com promessas de benefícios ou mesmo com ameaças à continuidade do emprego.

A prática é proibida e pode gerar consequências nas esferas trabalhista, eleitoral e, conforme o caso, criminal.

O assédio eleitoral ocorre quando alguém utiliza sua posição de poder no ambiente de trabalho para influenciar, constranger ou pressionar trabalhadores a votar, deixar de votar ou apoiar determinado candidato, partido ou posicionamento político.

Essas situações podem dar origem a ações trabalhistas na Justiça do Trabalho, especialmente em casos de ameaça, constrangimento, discriminação ou abuso do poder diretivo do empregador, com possibilidade de responsabilização e indenização pelos danos causados.

Esse foi o caso de uma indústria de embalagens de Rio Verde (GO), condenada por coação política no ambiente de trabalho durante o segundo turno das eleições de 2022.

No curso do processo ficou constatado que a empresa promoveu reuniões para pressionar empregados a apoiarem determinado candidato nas eleições de 2022. Segundo depoimentos de testemunhas, os trabalhadores foram informados de que receberiam folga caso o candidato apoiado pela empresa vencesse o pleito.

Nesse caso, a Justiça do Trabalho condenou a empresa a indenizar por danos morais cada trabalhador ativo no período da campanha eleitoral no valor de R$1.000,00.

Em outro caso, uma empresa de coaching de Vitória (ES) foi condenada a indenizar uma vendedora por assédio eleitoral em 2022. A ação demonstrou que os empregados eram pressionados a manifestar seu voto no candidato apoiado pela empresa.

A empresa fazia pressão psicológica para que os empregados se posicionassem publicamente em favor do então presidente da República, que concorria à reeleição. A gestora fazia interferia para que os empregados revelassem o voto, deixando clara a possibilidade de demissão de quem não adotasse a mesma linha.

Como a vendedora decidiu não revelar suas posições políticas, foi dispensada às vésperas do segundo turno, com mais três colegas de trabalho.

Na ação, ela demonstrou que a demissão foi motivada por não ter manifestado apoio ao candidato da empresa. Para tanto, juntou ao processo áudios e mensagens em aplicativos. As testemunhas ouvidas confirmaram que a empresa apoiava o candidato e induzia os empregados a fazê-lo. A indenização foi fixada pela Justiça do Trabalho em R$ 8 mil.

Como identificar o assédio eleitoral
Vale destacar que nem toda conversa sobre política configura assédio eleitoral. O problema ocorre quando há pressão, intimidação ou qualquer forma de constrangimento em razão da relação de trabalho.

São exemplos de assédio eleitoral:

• ameaçar demitir, transferir ou prejudicar empregados caso não votem em determinado candidato;

• prometer aumento salarial, promoção, bônus ou qualquer benefício em troca de voto;

• obrigar trabalhadores a participar de atos, reuniões, passeatas ou campanhas políticas;

• exigir a divulgação de candidatos nas redes sociais pessoais dos empregados;

• constranger trabalhadores a revelar em quem pretendem votar;

• humilhar, perseguir ou discriminar empregados por suas opiniões políticas.

Também configura assédio eleitoral qualquer tentativa de utilizar a relação de emprego para influenciar a liberdade de escolha do trabalhador durante o período eleitoral.

Como denunciar
Quem sofrer ou presenciar uma situação de assédio eleitoral deve, sempre que possível, guardar provas, como mensagens, e-mails, áudios, vídeos, fotografias ou a identificação de testemunhas. Esses elementos podem contribuir para a apuração dos fatos.

A denúncia pode ser apresentada ao Tribunal Superior do Trabalho, ao Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e ao Ministério Público do Trabalho (MPT). O denunciante pode solicitar o sigilo de sua identidade.

O CSJT disponibilizou uma página na internet onde o eleitor pode tirar dúvidas sobre o que é assédio eleitoral, conhecer exemplos dessa prática e saber quais as penalidades.

O que pode acontecer com o (a) empregador (a) que praticar assédio eleitoral?
O empregador que praticar assédio eleitoral no trabalho pode enfrentar sérias consequências, como multa; rescisão indireta do contrato de trabalho – nesse caso, o trabalhador pode pedir a rescisão indireta do contrato de trabalho, podendo sair do emprego e receber direitos como se tivesse sido demitido sem justa causa; indenização por danos morais para o trabalhador; e sanções penais, que pode chegar até a prisão, dependendo da gravidade da situação.

É bom destacar que o empregador pode evitar esse tipo de problema, bastando apenas respeitar a escolha política de cada trabalhador e não usar o ambiente de trabalho para influenciar votos. É importante promover um ambiente justo e livre de pressões. Com informações da Agência Brasil.

Mais da metade das mulheres relata violência mesmo após 20 anos da Lei Maria da Penha
Publicado em 04/08/2026 às 08:00

A poucos dias de completar duas décadas de existência, a Lei Maria da Penha — Lei 11.340, sancionada em 7 de agosto de 2006 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva — não parece ser suficiente para coibir a violência contra as mulheres. É o que constata a pesquisa 20 anos da Lei Maria da Penha: Percepção da Sociedade Brasileira, realizada pelos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva. Isso porque 54% das mulheres que já se relacionaram com homens afirmam ter sido vítimas de pelo menos uma das cinco formas de violência previstas na legislação: física, psicológica, sexual, moral ou patrimonial.

Apenas 11% dos homens admitem ter cometido agressões contra parceiras ou ex-parceiras. O levantamento ouviu 1,5 mil pessoas de todas as regiões entre 22 e 30 de abril, com uma margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Trinta e quatro por cento das mulheres assumem ter sofrido algum tipo de violência quando indagadas, mas esse índice salta para 54% quando as modalidades de agressão são apresentadas às entrevistadas.

Entre os tipos de abusos mais relatados, a violência psicológica lidera com 42%, seguida pela física (25%), moral (19%), sexual (10%) e patrimonial (9%). As entrevistadas, porém, não têm total clareza sobre a abrangência da Maria da Penha: 88% das mulheres sabem que versa sobre a violência física, mas apenas 46% têm ciência da proteção contra a violência patrimonial e somente 39% das brasileiras conhecem todas as cinco formas de agressão previstas na legislação.

A pesquisa também mostra os gargalos que impedem a eficácia plena da lei. Para 80% das mulheres, a Maria da Penha ainda não funciona como deveria e 82% (cerca de 72,4 milhões de brasileiras) acreditam que a legislação, isoladamente, não é suficiente para protegê-las.

Elas também têm desconfianças sobre o sistema de Justiça e segurança — apenas 41% consideram que está preparado para o atendimento às vítimas. O medo de represálias (68%), a sensação de impunidade (56%) e a lentidão da Justiça (39%) são os principais fatores de desestímulo às denúncias.

Para 77% das entrevistadas, os homens não compreendem certas atitudes como violentas e 82% apontam que eles se omitem ao presenciar agressões cometidas por outros homens. Mas 57% deles afirmam que a lei os faz tratar melhor as mulheres e 60% se declaram mais alertas ao risco de cometerem alguma violência.

Já 76% das brasileiras afirmam que aquele candidato ou candidata que apresentar propostas de enfrentamento à violência contra a mulher têm grandes chances de sere votados nas eleições de outubro.

Distorção
A cofundadora do Instituto Maria da Penha (IMP), Anabel Pessôa, observa que a lei foi desenhada como um sistema integrado de medidas protetivas, rede de atendimento e educação. Ela lamenta que o Estado tenha priorizado a punição do agressor após o crime ocorrido.

"As diretrizes da lei são prevenção, educação nas escolas e capacitação continuada dos atores envolvidos. E isso a gente vem vendo ao longo do tempo de forma muito acanhada. Sem educação desde a infância, sem informação, a gente segue formando gerações que não identificam de jeito nenhum o ciúme excessivo, o controle financeiro ou o isolamento como sinais de alerta — nem entre os próprios agressores", adverte.

Anabel salienta que afastar o homem da trajetória de violência é indispensável para evitar novas vítimas. Ela lembra que os artigos 35 e 45 da Maria da Penha preveem a criação de centros de reabilitação para autores de agressão, embora a medida continue subfinanciada.

Ela aponta a dependência econômica e a escassez de vagas em casas-abrigo ou redes de acolhimento como obstáculos para que as mulheres rompam relacionamentos abusivos. "Sem uma alternativa concreta de sobrevivência, a decisão dela de sair de casa passa a ser apenas emocional. Ela só rompe se, realmente, conseguir romper essa linha emocional, porque, muitas vezes, há a questão da sobrevivência material", afirma.

Mudança
Em 2025, o Ligue 180 registrou mais de 1 milhão de atendimentos, um salto de 45% em relação ao ano anterior, resultando em 155 mil denúncias. A presidente da Comissão do Código de Processo Civil da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Rogéria Dotti, explicou que os números refletem uma mudança na percepção das próprias vítimas, estimuladas por reportagens e campanhas de esclarecimento.

"Até pouco tempo atrás, muitas mulheres tinham receio de denunciar e, por isso, escondiam as agressões até mesmo da própria família. Hoje em dia, (a denúncia) é um sinal de coragem, de enfrentamento", observa.

Para Rogéria, "a prioridade absoluta seria o fortalecimento da estrutura policial, mediante uma ampliação do número de delegacias e Varas Judiciais com essa finalidade específica: o combate à violência de gênero".

A criminalista Fernanda Lovato observou que atitudes antes normalizadas como "problemas de casal" hoje são reconhecidas como violação de direito. Ela destaca a necessidade de uma atuação integrada dos órgãos de fiscalização e assistência. "A humanização se reflete em uma escuta com respeito e acolhimento, feita por profissionais qualificados, em apuração rigorosa sobre o ocorrido", frisa. Com informações do Correio Braziliense.

Dívidas antigas devem ser extintas e cidadãos não poderão mais sofrer cobranças
Publicado em 04/08/2026 às 07:30

Brasileiros que convivem há anos com dívidas antigas e cobranças judiciais sem qualquer avanço podem finalmente enxergar uma saída.

Uma nova orientação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) permite que execuções fiscais antigas sejam encerradas quando o processo permanece parado por muitos anos e não existe perspectiva real de recuperar o valor devido.

A medida não representa um perdão geral das dívidas, mas abre caminho para que milhares de ações improdutivas sejam extintas após análise da Justiça.

Quais dívidas antigas podem realmente ser extintas?

A nova orientação vale apenas para execuções fiscais movidas por órgãos públicos, como União, estados, municípios e autarquias. O objetivo é retirar do Judiciário processos que permanecem anos sem localizar bens ou dinheiro do devedor.

Entre os débitos que podem entrar nessa análise estão:

IPTU;
IPVA;
ITR;
taxas municipais e estaduais;
multas administrativas;
tributos inscritos em dívida ativa;
cobranças feitas por autarquias públicas.

A dívida antiga não desaparece automaticamente?

Ter uma cobrança antiga não significa que ela será cancelada. Antes de extinguir o processo, o juiz deverá analisar todo o histórico da execução para verificar se ainda existe alguma possibilidade concreta de pagamento.

O órgão público responsável pela cobrança também terá uma última oportunidade para indicar bens, veículos, imóveis ou valores que permitam continuar a execução.

Caso não consiga apresentar uma solução efetiva, o processo poderá ser encerrado por prescrição intercorrente.

Quais cobranças ficam de fora da decisão?

A mudança não alcança dívidas comuns com empresas privadas.

Financiamentos, empréstimos bancários e compras parceladas continuam seguindo regras próprias de cobrança e prescrição.

Entre os débitos que não entram nessa orientação estão:

Cartão de crédito 
Empréstimos bancários 
Cheque especial 
Financiamentos 
Contas de telefone
Crediários
Compras parceladas 
Cobranças de empresas privadas

O que é a prescrição intercorrente?

A prescrição intercorrente ocorre quando a execução fiscal permanece parada durante anos porque o poder público não consegue localizar patrimônio suficiente para quitar a dívida. Depois do prazo previsto em lei, a Justiça pode reconhecer que a cobrança perdeu sua finalidade.

Nesses casos, o processo é encerrado e aquela execução não poderá continuar promovendo bloqueios ou novas penhoras. No entanto, apenas uma decisão judicial pode reconhecer oficialmente essa prescrição.

Quem pode ser beneficiado pela nova regra
A medida pode favorecer tanto pessoas físicas quanto empresas que respondem a execuções fiscais antigas sem qualquer resultado prático. O fator decisivo não é o valor da dívida, mas a situação do processo judicial.

Quando não existem bens para penhora, dinheiro para bloqueio, movimentações relevantes ou perspectivas reais de recuperação do crédito por um longo período, a Justiça poderá extinguir a cobrança.

Com isso, o CNJ pretende reduzir milhares de processos sem utilidade e concentrar os esforços do Judiciário nas execuções que ainda possuem chances concretas de receber os valores devidos. Com informações de O Antagonista.

Papa Leão XIV cobra solução para crise migratória que pressiona Ceuta
Publicado em 04/08/2026 às 07:00

O Papa Leão XIV fez neste domingo (2) um apelo por uma solução para a crise migratória que atinge Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África.

Durante a oração do Angelus, na Praça São Pedro, no Vaticano, o pontífice afirmou acompanhar com preocupação a situação na região e defendeu que sejam buscadas alternativas baseadas na paz, na estabilidade e na justiça.

Em sua manifestação, feita em espanhol, Leão XIV invocou a intercessão de Nossa Senhora da África e pediu que a comunidade internacional encontre caminhos capazes de reduzir a tensão e enfrentar o cenário vivido na cidade espanhola.

O líder da Igreja Católica também renovou o apelo para que os conflitos em diferentes partes do mundo sejam resolvidos por meio da diplomacia e do diálogo.

A declaração ocorre em meio à crise migratória que atingiu Ceuta após a entrada em massa de mais de 50 mil imigrantes irregulares provenientes do Marrocos.

A cidade, que possui fronteira terrestre com o país africano, enfrenta forte pressão sobre sua estrutura desde o aumento repentino das travessias.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades espanholas, redes de tráfico de pessoas aproveitaram brechas e organizaram deslocamentos em larga escala, muitos deles realizados pelo mar.

O episódio reacendeu o debate sobre o controle das fronteiras externas da União Europeia e sobre as políticas de imigração adotadas pelo bloco.

A situação também provocou reações das autoridades espanholas diante da dificuldade de administrar o fluxo migratório e das decisões judiciais relacionadas ao tratamento dos imigrantes que chegam ao território europeu.

Ao encerrar sua mensagem, o Papa voltou a pedir orações pela paz e manifestou solidariedade às populações afetadas por conflitos e crises humanitárias, citando especialmente os grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e doentes.

O pronunciamento foi a primeira manifestação pública de Leão XIV sobre os acontecimentos em Ceuta desde o agravamento da crise migratória. Com informaçõs do Diário do poder.

Recife avança em requalificação de vias com mais uma entrega do Programa Rua Tinindo no bairro da Encruzilhada
Publicado em 04/08/2026 às 06:39

Com investimento de R$ 318,7 mil, a Rua Olga passa a contar com drenagem, pavimentação e acessibilidade. O programa já transformou quase 200 ruas em diferentes bairros do Recife

Quem passa pela Rua Olga, no bairro da Encruzilhada, já encontra uma realidade diferente. A via foi totalmente requalificada pela Prefeitura do Recife, por meio da Autarquia de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb), e agora conta com nova drenagem, pavimentação em CBUQ e passeios acessíveis. O local recebeu R$ 318,7 mil em obras, melhorando as condições de mobilidade, segurança e circulação para moradores, pedestres e motoristas. Nesta segunda-feira (3), o prefeito da capital, Victor Marques, realizou a entrega da intervenção.

Para o gestor, a entrega reafirma a prioridade da gestão municipal com trajetos mais seguros para a população e representa mais uma conquista para os moradores do bairro. “Hoje nós realizamos um sonho antigo dos moradores da Rua Olga, que agora está bonita, organizada, com calçada larga e até lombada, ficou realmente tinindo. Eu fico muito feliz porque só aqui no bairro a prefeitura já investiu cerca de R$ 2 milhões na pavimentação de ruas, garantindo a segurança e a acessibilidade para todos”, destacou.

A obra contemplou 158 metros de extensão, 812 m² de pavimentação em CBUQ, 166 metros de drenagem (sarjeta), 812 m² de passeios em concreto e 341,38 metros de meio-fio, melhorando o escoamento das águas pluviais, a acessibilidade e as condições de circulação de pedestres e veículos. A intervenção foi iniciada em outubro do ano passado e concluída em julho deste ano.

André Galindo, diretor de obras da Emlurb, destacou a diferença do antes e depois das obras na Rua Olga. “Quando nós chegamos para iniciar essa obra o cenário era completamente diferente. A rua era de leito natural, mais conhecido como barro, e tinha muito mato, poeira e lama nos dias de chuva. Agora a rua passou por uma pavimentação completa, além da drenagem das águas pluviais, proporcionando mais dignidade para todos que moram aqui”, afirmou.
Para os moradores da Rua Olga, a obra significa sair e chegar em casa livre de lama ou poeira, como aponta Fernando Amaral, representante comercial e morador da região há cerca de 10 anos. “A rua era péssima, cheia de buracos e jamais imaginávamos que seria calçada. A gente sempre sujava o carro com lama e no verão era muita poeira, mas a prefeitura viu a nossa situação e agora está maravilhoso”, contou.

RUA TININDO - A entrega da Rua Olga integra o programa Rua Tinindo, que já transformou 199 ruas e vem atuando em mais 34 vias em diferentes bairros do Recife, levando pavimentação, drenagem, calçadas acessíveis e sinalização. Na Encruzilhada, a Prefeitura já investiu R$ 2 milhões nas ruas Vicente Pizon, Joaquim Távora, Francisco Rolim e Rua Olga, ampliando a infraestrutura e a qualidade de vida na região.