Usaram Nossa Senhora e jogaram fora
Publicado em 07/10/2026 às 12:30

Como quem troca de roupa (ou religião), a maior fake news lulista do primeiro turno já foi substituída por uma nova leva de mentiras.

A preocupação da esquerda brasileira com a padroeira do Brasil sumiu da noite de domingo, 4, para a manhã de segunda-feira, 5, após a acachapante votação para a direita no primeiro turno eleitoral.

A intriga de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tramava contra Nossa Senhora Aparecida não foi o bastante para evitar que ele terminasse o primeiro turno à frente de Lula.

Aliás, nenhuma das medidas desesperadas do presidente ou de seus aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) deu conta de mascarar a debilidade política de Lula, e talvez tudo isso tenha jogado contra o petista, especialmente a atuação militante dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes.

Novas mentiras

A santa foi usada e jogada fora, e já surgiu uma nova leva de mentiras para tentar desgastar Flávio, já que, aparentemente, as verdades sobre o filho 01 de Jair Bolsonaro não parecem o bastante para a maior porção do eleitorado, pelo menos na comparação com Lula.

A primeira-dama Janja (à direita na foto), que tem atuado de forma especialmente vulgar nesta eleição, disse que Flávio quer que a população trabalhe sete dias por semanas e que ele vai acabar com o programa Farmácia Popular, além de ameaçar o Brasil com uma nova pandemia.

Economistas alinhados ao petismo também passaram a disseminar que o principal índice da Bolsa de Valores subiu expressivos 7,7% na segunda-feira pós-primeiro turno, maior alta desde 2020, porque Flávio “vai desvincular Previdência do mínimo e o mínimo da inflação”, e que o “mercado” está “ganhando dinheiro com a expectativa de que aposentados e assalariados percam dinheiro”.

Na verdade, a alta recorde ocorreu por causa da expectativa de que o próximo governo será menos irresponsável do que o de Lula, que se destacou pela irresponsabilidade econômica.

Fake news

Após mais de sete anos do inquérito das fake news, o tema desinformação foi completamente desmoralizado nesta campanha eleitoral, com direito à abertura de uma investigação, por ordem do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, baseada em fake news do próprio ministro, que acenou com uma onda de ataques religiosos a dias do primeiro turno.

Se o ensejo servir para diminuir a interferência das autoridades, especialmente do Judiciário, na regulação do que consideram verdade ou mentira, talvez a esculhambação tenha valido a pena.

Marinho: ‘Moraes e Dino deixaram imparcialidade para fazer política’
Publicado em 07/10/2026 às 11:35

Líder da oposição ao presidente Lula no Senado critica ministros do STF e sugere que deixem o Judiciário e disputem voto.

O líder da oposição ao presidente Lula (PT) no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), denunciou nesta quinta-feira (6) que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sofreu uma intervenção contínua de ministros Supremo Tribunal Federal (STF), ao longo desta campanha presidencial. Após se encontrar com o presidente do STF, Edson Fachin, o senador aliado do candidato Flávio Bolsonaro (PL) relatou que os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino abandonaram a imparcialidade para atuar politicamente com interesse partidário.

“Moraes e Dino deixaram a imparcialidade de lado para fazer política. Isso ficou ainda mais escancarado no primeiro turno, a sociedade percebeu e respondeu nas urnas. Quem quer fazer política que deixe a toga e dispute o voto. Juiz julga, não faz campanha, nem veste camisa de partido. O Brasil exige equilíbrio entre os Poderes e respeito à Constituição!”, escreveu Marinho, ao publicar na redes sociais um trecho de sua entrevista.

No vídeo, o líder da oposição a Lula relata dificuldade de dialogar com Moraes e Dino, por causa do viés político que denuncia em seus comportamentos. “Acho que política é para os políticos. A minha preocupação é com a interlocução com o Judiciário. Não me nego a conversar com eles. Mas vou deixar passar o processo eleitoral para procurá-los, oportunamente, se for o caso. Porque, hoje, me parece que, claramente, o viés político tem dominado as ações desses dois senhores”, concluiu Marinho.

O trecho é parte de uma entrevista concedida na saída do encontro com Fachin, em que Marinho inclui o ministro decano Gilmar Mendes entre integrantes do Supremo que têm feito intervenções na Justiça Eleitoral. E lembra de casos em Roraima e no Rio de Janeiro, como indefinição da linha de sucessão ao governo fluminense que mantém como governador, desde março, o desembargador Ricardo Couto de Castro, que presidia o Tribunal de Justiça, apesar de o Legislativo já ter como presidente o deputado Douglas Ruas (PL), eleito governador em 1º turno, no último domingo (4).

“Nunca é demais lembrar que, até agora, nesse exato momento, nós estamos com uma intervenção que significou a quebra da cadeia sucessória no estado do Rio de Janeiro e com um e com um julgamento que foi paralisado. Temos lá, de fato, uma situação completamente anômala. O Rio de Janeiro demonstra a sua irresignação e a sua revolta. E boa parte da votação que ocorreu também se dá pela indignação que a sociedade tem hoje, da maneira como estão acontecendo as intervenções do Judiciário na política”, conclui Rogério Marinho.

O Diário do Poder enviou à assessoria de imprensa do TSE um pedido pelos posicionamentos dos ministros citados por Marinho. E publicará eventuais respostas.

A votação de Henrique Filho em Limoeiro e os caminhos futuros
Publicado em 07/10/2026 às 11:30

O deputado estadual Henrique Filho (PP) não alcançou a reeleição no pleito deste ano, mas viu Limoeiro garantir o maior número de votos dele no Estado.

Ao todo, foram 39.268 votos. Desses, 3.931 registrados nas urnas limoeirenses, com apoio de um grupo formado por lideranças políticas, com atuação na cidade e no campo. Manteve a média conquistada há quatro anos - numa eleição com uma divisão de votos que surpreendeu. Os números mostram que o grupo segue integrado e o eleitorado fiel.

Os quase 4 mil votos para estadual em Limoeiro colocam Henrique na rota para 2028. Seja diretamente na disputa ou na indicação.

No percurso da caminhada até lá, como diz o dito popular, “muita água vai rolar debaixo da ponte”. Mas o capital político segue sendo realidade e isso pesa na hora das decisões e alianças políticas.

Ele sabe mais do que ninguém que, sem mandato, não é tão simples, contudo, tendo habilidade para manter o grupo integrado e espaço no Governo Raquel Lyra (PSD), o caminho pode fica mais largo e mais protegido do sol. É aguardar!

Recife acelera obra de requalificação e expansão da Creche Lar Sem Fronteiras, na Várzea
Publicado em 07/10/2026 às 11:30

Intervenção de R$ 3,1 milhões vai transformar a unidade e elevar a capacidade de atendimento, ampliando em 485% o número de crianças beneficiadas, saltando de 63 para 366 alunos. Prefeito Victor Marques vistoriou intervenção nesta quarta-feira (7).

A Prefeitura do Recife está ampliando e requalificando a Creche Municipal Lar Sem Fronteiras, na Várzea, Zona Oeste da cidade.

O prefeito Victor Marques vistoriou a obra nesta quarta-feira (7), que está recebendo investimentos de R$ 3,1 milhões. A intervenção vai transformar a estrutura da unidade e ampliar significativamente a oferta de Educação Infantil na comunidade. A capacidade, que atualmente é de 63 crianças dos grupos I, II e III, passará para 366, um salto de 485% no atendimento, com a inclusão de turmas de berçário e dos Grupos IV e V.

“Estamos fazendo uma vistoria muito importante. Multiplicando por seis o número de vagas da Creche Lar Sem Fronteiras. Antes, eram atendidos mais de 50 alunos; agora, serão mais de 360 crianças, de 0 a 5 anos.

É uma ação muito importante e que vai ao encontro de tudo o que estamos fazendo para ampliar a nossa rede de creches na cidade do Recife. O número, que originalmente era de 6.400 vagas, hoje já passa de 20 mil.

Isso significa dignidade para as mães do Recife, que passam a ter um lugar seguro para deixar seus filhos, com alimentação e todo o cuidado necessário”, afirmou o prefeito Victor Marques. “Fico muito feliz de estar aqui hoje, neste lugar tão importante, que, em breve, estará atendendo e fazendo a diferença na vida de todos os moradores da Várzea”, completou.

Com a intervenção, a unidade terá aproximadamente 1.315 m² de área construída, passando por uma ampla transformação física e funcional. O projeto prevê recuperação estrutural, demolições e reorganização de ambientes, construção de novas salas, implantação de rampa e novas circulações, além da criação de espaços específicos para o atendimento de bebês e crianças pequenas.

Entre as intervenções estão a implantação de dois berçários, lactário e fraldário, novos banheiros para estudantes e funcionários, banheiros acessíveis, sala de leitura, sala de recursos, sala multiuso e novas salas de aula. Também serão executados novo muro, pátios interno e externo, área verde, estacionamento, refeitório, rouparia, lavanderia, cozinha, despensa, almoxarifado e depósito.

“Quando a gente amplia uma creche, não está apenas construindo paredes e salas. Estamos criando oportunidades para as crianças, dando mais tranquilidade para as famílias e garantindo que a primeira infância seja cuidada com a estrutura e a qualidade que merece. É isso que o Infância na Creche representa, uma política pública que coloca as crianças no centro das prioridades da cidade”, destaca a secretária de Educação do Recife, Cecília Cruz.

INFÂNCIA NA CRECHE - A ampliação da unidade integra o Infância na Creche, maior programa de expansão de vagas em creches da história do Recife. Como resultado dessa política, a cidade já triplicou a oferta de vagas em creches e hoje conta com mais de 20,3 mil vagas para a primeira infância. O avanço reforça a prioridade da atual gestão com a Educação Infantil e a garantia do direito à educação desde os primeiros anos de vida.

A ampliação da Creche Lar Sem Fronteiras representa mais um investimento da Prefeitura do Recife na expansão da Educação Infantil. O trabalho integra uma estratégia para ampliar a rede, criar novas vagas e qualificar os espaços destinados às crianças, consolidando a educação como uma das principais prioridades da gestão municipal.

Moradores do Loteamento Jardim dos Pinheiros III terão escrituras gratuitas com ação da Prefeitura de Caruaru
Publicado em 07/10/2026 às 11:25

Equipes da URB estão percorrendo as ruas para orientar sobre a documentação necessária e realizar a medição dos imóveis.

As equipes da Autarquia de Urbanização e Meio Ambiente (URB) estão percorrendo as ruas do Loteamento Jardim dos Pinheiros III durante o processo de Regularização Fundiária Urbana (Reurb), que permitirá a emissão gratuita das escrituras dos imóveis. Os servidores, devidamente identificados, orientam sobre o procedimento, conferem a documentação e realizam a medição dos imóveis.

Entre os documentos solicitados estão RG e CPF, certidão de nascimento ou casamento, certidão de óbito, quando aplicável, documento que comprove a posse do imóvel e comprovantes de endereço atual e de cinco anos ou mais. Também é necessário comprovar a existência do imóvel antes de 22 de dezembro de 2016, conforme os critérios da Lei Federal nº 13.465/2017.

Após essa etapa, o processo segue para tramitação administrativa e registro no cartório. Ao final, os moradores recebem gratuitamente a escritura, garantindo maior segurança jurídica sobre a propriedade. A iniciativa é realizada pela Prefeitura de Caruaru em parceria com o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). Quem não estiver em casa pode entrar em contato com a URB pelos telefones (81) 98384-3216 e (81) 98384-3220 para agendar a visita da equipe.

Morador do Jardim dos Pinheiros III há mais de 30 anos, Manoel de Moura destaca a importância da iniciativa para as famílias da localidade. “Fiquei feliz porque vai ajudar todos nós que precisamos e não temos condições. Ter essa escritura gratuita é muito gratificante. O cadastro é simples e a equipe está de parabéns, só temos a agradecer”, afirmou.

“Matutos da Mudança” mais que dobram votação de Débora Almeida e fortalecem oposição em Jucati
Publicado em 07/10/2026 às 11:10

O resultado das urnas em Jucati, no Agreste pernambucano, deu novo peso à oposição municipal. Conhecido pela população como “Matutos da Mudança”, o grupo liderado pelo comerciante e agricultor Cláudio Cardoso mobilizou eleitores e garantiu 1.660 votos à deputada estadual Débora Almeida (PSD), contribuindo para sua reeleição e demonstrando força na disputa política local.

Na eleição anterior, a parlamentar havia recebido 720 votos no município. Agora, foram 940 votos a mais — um crescimento de aproximadamente 131%. O avanço evidencia a capacidade de articulação do grupo e amplia o espaço político da oposição em Jucati.

Com uma militância enxuta e recursos limitados, os aliados de Débora apostaram no contato direto com a população e na mobilização de suas bases. A estratégia aproximou a parlamentar da votação do candidato apoiado pelo governo municipal: a diferença ficou em apenas 375 votos. Na Vila Neves, a parlamentar ‘Voz do Agreste’ foi majoritária.

Para os integrantes dos “Matutos da Mudança”, o resultado ganha ainda mais relevância diante da estrutura política do bloco governista, que reúne a maioria dos vereadores e lideranças vinculadas à gestão. A votação conquistada fortalece Cláudio Cardoso e seus aliados, credenciando o grupo como uma força a ser considerada nas próximas disputas municipais.

Após a eleição, a comparação entre os desempenhos também chegou às redes sociais. Segundo relatos da oposição, um integrante do governo somou os votos do candidato apoiado pelo vice-prefeito aos do nome defendido pelo núcleo governista. Na avaliação do grupo, essa soma não altera o significado político da votação individual alcançada por Débora.

Mais do que contribuir para a reeleição da deputada, os 1.660 votos deram à oposição uma demonstração concreta de sua capacidade de mobilização. Em Jucati, os chamados “matutos” mostraram que conhecem o terreno, sabem construir alianças e têm disposição para disputar os rumos do município. Segundo um dos membros do grupo, estes podem até serem chamados de ‘matutos’, mas não são bestas...

Flávio empilha alianças para o 2º turno após começar campanha à Presidência isolado
Publicado em 07/10/2026 às 10:40

A vantagem alcançada por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial mudou os rumos de sua campanha. Se antes o senador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro se via isolado e com dificuldade para fechar alianças, agora empilha apoios para que seja eleito presidente do Brasil. O segundo turno das eleições está marcado para o próximo dia 25.

No primeiro turno, realizado no último domingo (4), Flávio recebeu mais de 56 milhões de votos contra 53,8 milhões de votos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição.

No dia seguinte ao primeiro turno os apoios começaram a aparecer. Um deles foi de Romeu Zema (Novo), ex-candidato à Presidência.

“Nós ainda temos uma grande batalha agora dia 25, derrotar o Lula e o PT. Não vou me omitir e nem ficar em cima do muro neste momento tão importante. Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro”, disse Zema em um vídeo nas redes sociais.

Zema, que ficou em sexto lugar na disputa pelo Executivo do país, com 0,27% dos votos válidos, trocou farpas com a família Bolsonaro durante campanha.

Outro apoio à Flávio veio do também ex-candidato Ronaldo Caiado (PSD), que registrou 2,18% dos votos na eleição presidencial. Ocupando a 5ª colocação da disputa em 2026, com 2.605.148 votos.

“Vamos transformar o Brasil e devolver o Brasil aos brasileiros de bem”, declarou Caiado, ao lado do candidato do PL durante um evento em Goiás.

Antes do primeiro turno, Caiado também fez ataques a Flávio, e até chegou a chamá-lo de bandido.

Quem também confirmou o apoio à candidatura do senador foi a federação formada por União Brasil e Progressistas (União Progressista). No primeiro turno eles declararam neutralidade. PP é partido da senadora Tereza Cristina, que havia sido cotada para ser vice de Flávio Bolsonaro na corrida à Presidência, mas a neutralidade da sigla fez com que essa possibilidade se tornasse impossível.

Como a Jovem Pan mostrou na época, a decisão pela neutralidade foi motivada pelo fato do presidente do PP, o senador Ciro Nogueira, demonstrar resistência por não ter recebido respaldo de Flávio quando foi alvo de investigação da Polícia Federal relacionada ao Banco Master.

O isolamento de Flávio no primeiro turno fez até mesmo com que houvesse uma demora na escolha pelo seu vice, o que fez com que o senador fechasse uma chapa pura, e anunciado Alfredo Gaspar (PL-AL), mesmo tendo dito que preferia uma mulher..

Engajamento de Tarcísio

Além do apoio recebido por Caiado, Zema e a a federação formada por União Brasil e Progressistas, Flávio Bolsonaro também conta agora com forte apoio de Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador reeleito em primeiro turno em São Paulo. Como a colunista da Jovem Pan Beatriz Manfredini mostrou, ele entrou de cabeça na articulação e passou a atuar não apenas dentro do próprio partido, mas também na tentativa de costurar apoio de outras siglas.

Tarcísio também abriu diálogo com o Podemos, que chegou a flertar com a possibilidade no primeiro turno. Entre as legendas procuradas estão até mesmo o MDB, que apresenta maior resistência à adesão ao candidato do PL. Entretanto, um de seus integrantes, o ex-presidente Michel Temer (MDB), já disse que apoiará Flávio.

Temer disse que a população brasileira “deixou claro” o seu desejo por mudança, atenção e respeito. Segundo o ex-chefe do Executivo, o recado foi dado na eleição para o Congresso Nacional e na “força da candidatura à Presidência que chegou ao segundo turno em primeiro lugar”.

Aliança Flávio e Tarcísio

O senador e o governador de São Paulo acertaram pelo menos dois eventos no Estado para a próxima semana. O primeiro compromisso será um almoço com prefeitos da região metropolitana de São Paulo, no próximo domingo (11). Também estão previstas as participações dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), além do prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB).

Na segunda-feira (12), a agenda será no interior. Flávio e Tarcísio devem participar de um grande evento em São José dos Campos, seguido de uma motocarreata. A ideia é reproduzir o modelo de um ato que recebeu o ex-presidente Jair Bolsonaro durante a campanha de 2022 e retomar agendas consideradas simbólicas da trajetória política do pai de Flávio.

Lula sem apoio

Enquanto Flávio Bolsonaro vai empilhando apoio, o presidente Lula, que precisa somar votos para tentar uma reversão histórica no segundo turno, ainda não recebeu o apoio. Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão), que ficaram nas terceira e quarta posições, respectivamente, já disseram que não vão apoiar nem Flávio nem Lula.

Em 2022, quando foi eleito para o terceiro mandato o cenário foi diferente. Enquanto Lula recebeu apoio rapidamente e contou com o apoio do centro, Jair Bolsonaro tentava articulação para tentar a reeleição. Quatro anos depois o cenário está se repetindo, mas é Lula que se encontra em desvantagem.

DataTrends larga na frente e registra pesquisa nacional de segundo turno para a Presidência
Publicado em 07/10/2026 às 10:25

O DataTrends largou na frente e se posicionou como um dos primeiros institutos do país a registrar uma pesquisa nacional para a disputa presidencial no segundo turno das eleições de 2026. Registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03576/2026, o estudo vai a campo entre os dias 7 e 9 de outubro, com divulgação autorizada a partir do domingo (11).

Serão entrevistados um total de 2 mil eleitores em todas as 27 unidades da Federação, com distribuição proporcional ao eleitorado de cada estado, utilizando dados oficiais do TSE. A metodologia prevê entrevistas telefônicas e ponderação dos resultados por sexo, idade, escolaridade, nível econômico e distribuição territorial. A pesquisa terá nível de confiança de 95% e margem de erro máxima de 2,19 pontos percentuais.

Com o registro, o DataTrends reforça seu pioneirismo e sua agilidade na leitura do cenário eleitoral nacional, antecipando-se na produção de um recorte de momento da corrida presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

OMS lança guia para enfrentar obesidade em crianças e adolescentes
Publicado em 07/10/2026 às 10:00

A Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou nesta quarta-feira (7) o primeiro guia de enfrentamento à obesidade em crianças e adolescentes. A prevalência da obesidade nessa faixa etária, segundo a entidade, quadruplicou desde 1990, passando de 2% para 8%.

Dados da agência das Nações Unidas especializada em saúde mostram que, em 2024, 170 milhões de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos eram obesas, incluindo 70 milhões com idade entre 5 e 9 anos e 100 milhões com idade entre 10 e 19 anos.

Em nota, a OMS destacou que a obesidade figura como uma doença crônica e recorrente, cujas consequências podem surgir mesmo na infância, aumentando o risco de doenças não transmissíveis, incluindo diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

“Crianças e adolescentes com obesidade também podem sofrer estigma, discriminação e bullying. Prevenir e controlar a obesidade é fundamental para proteger a saúde física e mental de crianças e adolescentes, bem como para apoiar seu crescimento saudável, educação, bem-estar social e qualidade de vida.”

Tratamento

Para crianças e adolescentes obesos, a entidade recomenda intervenções estruturadas envolvendo dieta, atividade física e mudança de comportamento, realizadas individualmente ou como parte de um programa multimodal.

“Intervenções de saúde digital são recomendadas condicionalmente, mediante supervisão dos pais ou cuidadores”, destacou a OMS.

A organização não recomenda tratamento farmacológico, cirurgia bariátrica (que altera o tamanho do estômago e o trato digestivo) ou dispositivos para perda de peso para crianças com até 9 anos.

No caso de adolescentes com idade entre 10 e 19 anos, o tratamento com medicamentos aprovados, como as chamadas canetas emagrecedoras, segundo a entidade, pode ser considerado apenas quando um programa multimodal de estilo de vida supervisionado não tiver alcançado os resultados esperados.

“A cirurgia bariátrica pode ser considerada, sob condições rigorosas, para adolescentes com obesidade grave.”

Saúde mental

Embora não figure como foco principal das diretrizes, as recomendações também enfatizam a importância de abordar a saúde mental juntamente com a obesidade.

Ansiedade, depressão, baixa autoestima e desregulação emocional, segundo a OMS, podem contribuir para hábitos alimentares pouco saudáveis, sedentarismo e isolamento social.

“Profissionais de saúde devem abordar tanto a obesidade quanto questões de saúde mental de forma precoce e conjunta, utilizando estratégias inclusivas, adequadas ao estágio de desenvolvimento e que envolvam a família”, detalhou a entidade.

Por fim, a organização destacou que o tratamento, por si só, não consegue reverter o aumento da obesidade e defendeu políticas e medidas que tornem dietas saudáveis ​​e atividade física mais acessíveis e com custos mais viáveis, além de ações em educação, planejamento urbano, transporte e proteção social. Com informações da Agência Brasil.

Autonomia não pode virar adversarismo
Publicado em 07/10/2026 às 09:45

Por Eduardo de Matos

A eleição deixou uma lição que Pernambuco não pode ignorar, autonomia política não se confunde com adversarismo, e a divergência não transforma automaticamente ninguém em adversário.

Mesmo com a vinda de Lula a Pernambuco para pedir votos para João Campos, o eleitorado decidiu continuar votando em Lula e também em Raquel Lyra. O resultado foi inequívoco, o eleitor pernambucano não se orienta por uma lógica de propriedade partidária. O presidente recebeu votos de eleitores que apoiaram diferentes candidaturas na disputa estadual.

Voto não tem dono. Nenhum partido pode reivindicar a posse da vontade popular. Uma escolha eleitoral não apaga histórias, não rompe automaticamente alianças e não transforma antigos aliados em adversários.

É possível apoiar Lula e divergir do PSB. É possível ter votado em Raquel Lyra e continuar sendo eleitor de Lula. Também é possível ter uma história de décadas com um partido e, em determinado momento, seguir outro caminho sem apagar relações, trajetórias e lutas compartilhadas.

Mesmo ao se posicionar de forma neutra, Raquel Lyra, governadora eleita, age de maneira coerente com sua história, suas tradições, sua trajetória política e com aquilo que representa para seus eleitores. Essa neutralidade não significa afastamento nem negação de vínculos. Raquel já deu sinais de que admira, respeita e agradece ao presidente Lula. Os eleitores perceberam e compreenderam essa mensagem.

Isso é autonomia. E autonomia não deve ser interpretada como traição, deserção ou rompimento.

Há uma diferença decisiva entre não seguir determinado grupo e estar contra ele, entre escolher outro caminho e aderir ao campo adversário. Recusar essa distinção contribui para uma dinâmica de sectarismo político. Colocar todos os divergentes na mesma vala comum empobrece o debate, afasta aliados e dificulta a construção de maiorias.

Por isso, não parece adequado que qualquer liderança, seja A ou B, procure associar Raquel Lyra ao campo bolsonarista. Essa interpretação não corresponde aos fatos, desconsidera a trajetória da governadora e não encontra respaldo na percepção de seus eleitores. Raquel pode manter sua autonomia, reconhecer e respeitar o presidente Lula e, ainda assim, não se submeter a enquadramentos políticos definidos por terceiros.

O próprio resultado de Lula em Pernambuco demonstra que escolhas diferentes podem encontrar uma referência comum. Essa realidade deveria ser reconhecida por todas as forças políticas, especialmente por aquelas que procuram se apresentar como representantes exclusivas do lulismo no Estado.

Nenhuma força política deve tratar Lula como propriedade política ou reivindicar para si o monopólio da representação do lulismo em Pernambuco. O eleitor já demonstrou que pode continuar votando em Lula e, ao mesmo tempo, escolher outros caminhos na política estadual e municipal. A tentativa de falar em nome exclusivo do lulismo ignora essa diversidade e transforma uma preferência compartilhada em instrumento de tutela partidária.

Não se constrói maioria exigindo obediência, uniformidade ou submissão. Constrói-se maioria reconhecendo diferenças, respeitando trajetórias e sabendo conviver com quem não aceita seguir uma única orientação.

Os votos de Pernambuco não pertencem ao PSB, ao PSD, ao PT ou a qualquer outra legenda. Pertencem aos pernambucanos. Nenhum partido deve tratar o eleitor como patrimônio próprio, nem converter divergentes em adversários por conveniência eleitoral.

Pernambuco está acima de todos esses varejos políticos. O Estado não pode ser reduzido a disputas menores, tentativas de enquadramento ou movimentos para posicionar lideranças em campos previamente definidos. O que está em jogo é a capacidade de construir um projeto amplo, respeitando a autonomia de cada força e a inteligência do eleitor.

Por isso, é hora de superar a lógica do enquadramento e fortalecer a do diálogo e do respeito. Adversários eleitorais podem voltar a ser aliados, divergências podem ser superadas e antigos companheiros podem fazer escolhas diferentes sem se tornarem inimigos.

A eleição passou. As urnas falaram. Uma das mensagens parece clara:

autonomia não pode virar adversarismo.

A transformação de todo divergente em adversário pode até favorecer uma disputa imediata, mas reduz pontes, limita a capacidade de diálogo e pode levar, na próxima eleição, à constatação de que ninguém é dono do lulismo, muito menos dos votos de Pernambuco.