SERTÃO – OAB-PE e OAB Salgueiro inauguram Sala da Advocacia na Vara do Trabalho e reforçam estrutura para a classe na região
Publicado em 15/04/2026 às 11:57

A presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Pernambuco (OAB-PE), Ingrid Zanella, e o presidente da OAB Salgueiro, Natanyel Santos, inauguraram, nesta terça-feira (14), a Sala da Advocacia Manoel Adernil Januário, na Vara do Trabalho do município. A iniciativa fortalece o exercício profissional e amplia a estrutura de apoio à advocacia na região do Sertão.

 

O novo espaço foi projetado para oferecer melhores condições de trabalho a advogados e advogadas que atuam na Justiça do Trabalho, com estrutura adequada, incluindo computador, acesso à internet e ambiente funcional, contribuindo para o exercício profissional com mais dignidade, eficiência e respeito às prerrogativas.

 

Durante a solenidade, a presidente da OAB-PE, Ingrid Zanella, destacou a importância da iniciativa para a advocacia local. “Esta é uma entrega muito significativa para a advocacia de Salgueiro. Nosso compromisso é garantir estrutura e suporte em todas as regiões do estado, permitindo que os profissionais exerçam suas atividades com as condições que merecem”, afirmou.

 

O presidente da OAB Salgueiro, Natanyel Santos, também ressaltou o papel da atuação conjunta entre seccional e subseção. “É um momento de grande conquista para a nossa advocacia. Essa entrega demonstra a força do trabalho integrado e o compromisso de estarmos presentes em todos os espaços, fortalecendo a classe”, pontuou.

 

A iniciativa integra um conjunto de ações estruturantes da OAB-PE voltadas à valorização da advocacia pernambucana, promovendo melhores condições de trabalho e ampliando a presença institucional em todas as regiões, do Cais ao Sertão.

 

A solenidade contou ainda com a presença da ouvidora-geral e do presidente da Comissão de Esportes da OAB-PE, Renata Berenguer e Henrique Borba; da tesoureira adjunta e da secretária-geral da subseção de Salgueiro, Lêda Veras e Daniele Silva, respectivamente; do juiz do Trabalho Allan Torres Belfort Santos; do defensor público-geral do Estado de Pernambuco, Henrique Seixas; do advogado e vereador Mariano Barros, representando a Câmara Municipal de Salgueiro; além da advocacia da região.

Governo de Pernambuco autoriza construção de 25 casas com tecnologia sustentável em Fernando de Noronha
Publicado em 15/04/2026 às 11:41

Residências serão construídas com recursos da União para as unidades habitacionais, enquanto o Estado investe em infraestrutura e garante a logística necessária para execução em Fernando de Noronha


A governadora Raquel Lyra assinou, nesta terça-feira (14), a ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha. As obras serão realizadas em parceria com a União, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que financia as unidades habitacionais. Já o Estado assegura a execução com investimentos em infraestrutura, como água, esgoto, drenagem e pavimentação, além da logística necessária para intervenções na ilha. O valor total da obra é de R$ 12,9 milhões, sendo R$ 9,7 milhões referentes à contrapartida do Governo de Pernambuco. O prazo de execução é de 12 meses, e os recursos estaduais já estão garantidos por meio do programa Morar Bem. As moradias serão erguidas com tecnologia de concreto leve, que combina cimento e isopor, facilitando o transporte dos blocos e garantindo mais agilidade na construção. 


“Estamos assinando uma ordem de serviço para a construção de 25 casas em Fernando de Noronha, esse paraíso natural que é um tesouro pernambucano e que, por tanto tempo, foi esquecido. São mais de R$ 12 milhões investidos no projeto, e o prazo de entrega é de 12 meses. Nós vamos garantir o direito de morar em uma casa digna às pessoas que vivem na Ilha”, declarou a governadora Raquel Lyra.


Cada casa terá 46,52 m² e atende ao critério Sub50, modalidade do Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, voltada a municípios com até 50 mil habitantes. As novas moradias da ilha, destinadas a famílias com renda mensal de até R$ 2.850,00, serão erguidas na localidade de Três Paus, bairro residencial de Fernando de Noronha. Elas terão varanda, sala, dois quartos, cozinha, área de serviço e banheiro. 


“É uma felicidade enorme estar anunciando a construção dessas 25 casas populares para Fernando de Noronha, através do programa Morar Bem. A gente sabe da necessidade de investir na habitação do nosso arquipélago. A gestão estadual está tendo um olhar diferenciado, com investimentos que não víamos há muito tempo, seja na área da saúde, infraestrutura, transição energética e entre outros investimentos que estão mudando a história do Arquipélago de Fernando de Noronha”, declarou Virgílio Oliveira, administrador do Arquipélago.


A modalidade Sub50 é mantida com recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), em parceria com a Caixa Econômica Federal, e atende à tipologia “casa unifamiliar térrea". As 25 unidades de Fernando de Noronha estão previstas em portaria ministerial de 2024, que selecionou as propostas enviadas pelos estados brasileiros, incluindo Pernambuco. As intervenções urbanas para a construção das 25 casas na localidade de Três Paus incluem serviços de terraplenagem, rede de energia elétrica, iluminação pública, rede de abastecimento de água potável, sistema de drenagem pluvial e vias de acesso com pavimentação e acessibilidade.


O secretário executivo de Habitação de Pernambuco, Adriano Freitas, considera que a obra vem se somar às intervenções que a gestão estadual está fazendo em Fernando de Noronha com foco em infraestrutura, como o aeroporto, e desenvolvimento sustentável, como o investimento em fontes de energia renováveis "Agora, em mais uma frente de trabalho na ilha, serão 25 casas utilizando uma metodologia construtiva inovadora e que vão levar mais dignidade à população local”, afirmou.


A tecnologia de concreto leve é considerada uma solução técnica adequada para Fernando de Noronha não apenas por facilitar o transporte do material, mas também porque o desperdício e a geração de entulho são menores, uma vez que os blocos são de encaixe. Outras características da tecnologia escolhida apontadas como mais adequadas para programas habitacionais de habitação de interesse social como o MCMV Sub50 são a redução do tempo da obra, conforto térmico, acústico, durabilidade, resistência e padronização.


Juliana de Chaparral amplia articulações em Olinda e fortalece grupo político na cidade
Publicado em 15/04/2026 às 10:25

MAIS CASINHAS


A pré-candidata a deputada federal Juliana de Chaparral (União Brasil) cumpriu nova agenda em Olinda, na Região Metropolitana do Recife, ampliando articulações políticas no município. Durante a visita, na última segunda (13 de abril), Juliana participou de reuniões com moradores e lideranças locais, passando por bairros como Amaro Branco e Ilha de Santana, onde dialogou diretamente com a população.


Na cidade, a pré-candidata vem estruturando um grupo político com apoio de lideranças influentes nas comunidades, como Mô da Barraca, Churro Quintal e Arlindo Siqueira, aliados do ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Professor Lupércio (PSD), com quem Juliana mantém dobradinha política.


Mô da Barraca é conhecido pela atuação em projetos sociais e esportivos, especialmente na Ilha de Santana, onde foi realizado um encontro com moradores e apoiadores. "Estamos aqui reunidos com um só objetivo: fazer Pernambuco crescer cada vez mais. Guardem Mô da Barraca e o nome de Juliana de Chaparral na mente e no coração", afirmou Juliana.

Moraes determina que PF investigue Flávio por suposto crime contra Lula
Publicado em 15/04/2026 às 07:31

O ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a abertura de inquérito para investigar o senador Flávio Bolsonaro por suposta injúria contra o presidente Lula.


A apuração se baseia em publicação feita pelo senador em janeiro na rede X, que associa imagens de Lula ao então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. “Lula será delatado. É o fim do Foro de São Paulo”, escreveu Flávio Bolsonaro.


O senador fez o comentário ao compartilhar reportagem do Metrópoles sobre reunião de emergência convocada após a captura de Maduro pelos EUA. Segundo a PF, a publicação atribui fatos criminosos ao presidente da República.

PF identifica negociação de Vorcaro para contratar influenciadores
Publicado em 15/04/2026 às 07:05

A Polícia Federal encontrou no celular do banqueiro Daniel Vorcaro registros de conversas com uma tentativa de contratar a agência de influenciadores digitais Spark para promover conteúdos favoráveis ao Banco Master quando a instituição enfrentou questionamentos sobre sua solidez no mercado.


A empresa confirmou ao Estadão que houve conversa, mas afirmou que a proposta não avançou por ser considerada “eticamente incompatível” com seus critérios de atuação.


A PF já instaurou inquérito para investigar se Vorcaro e aliados contrataram influenciadores para atacar autoridades do Banco Central após a prisão do banqueiro em 2025.

Odair Cunha é Eleito Ministro do TCU com 303 Votos
Publicado em 15/04/2026 às 06:50

A Câmara dos Deputados elegeu o deputado federal Odair Cunha (PT-MG) para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União, com expressivos 303 votos. A escolha reconhece sua trajetória no Parlamento e sua atuação em temas ligados à administração pública e ao controle dos gastos governamentais, reforçando o papel da Câmara na indicação de membros para uma das mais importantes instituições de fiscalização do país.


O cargo de ministro do TCU é vitalício, com aposentadoria compulsória aos 75 anos, conforme determina a Constituição Federal. Os ministros têm a responsabilidade de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos federais, analisar a legalidade de atos administrativos e emitir parecer prévio sobre as contas do Presidente da República, contribuindo para a transparência, a eficiência e a boa governança na gestão pública.

Ação voltada a mulheres e mães atípicas oferece serviços de saúde e assistência social em Paulista
Publicado em 15/04/2026 às 06:46

A Secretaria Executiva da Mulher do Paulista promove, nesta quarta-feira (15), uma ação especial voltada ao acolhimento do público feminino e de mães atípicas no município. A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso a serviços essenciais de saúde e assistência social, fortalecendo políticas públicas de inclusão e cuidado.


O evento acontece a partir das 9h, na Rua Coronel Alberto Lundgren, nº 2071, no Centro da cidade, com ações conjuntas entre a Secretaria Municipal de Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Social, Políticas sobre Drogas, Direitos Humanos e Juventude.


Durante a ação, serão ofertados serviços como cadastro e atualização do Cadastro Único, emissão da Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CIPTEA), além de orientações e atendimentos sociais. Na área da saúde, a população contará com regulação de consultas e exames, atendimento com ginecologista, exame preventivo (citologia), vacinação e práticas integrativas de cuidado.


A ação busca promover acolhimento, escuta e fortalecimento para mulheres e mães atípicas, oferecendo um espaço pensado para atender às suas necessidades de forma sensível e integrada. A proposta é facilitar o acesso a direitos e serviços públicos, reunindo diferentes atendimentos em um único local e ampliando o cuidado de forma humanizada.

O Brasil que trabalha venceu — e o Estado ainda não percebeu
Publicado em 15/04/2026 às 06:40

O Brasil já tem uma política pública que funciona — e, paradoxalmente, insiste em não aprender com ela. Em um cenário histórico marcado por iniciativas que nascem com boas intenções, mas se perdem na burocracia, ou que até produzem resultados pontuais, mas não chegam efetivamente à ponta, o Microempreendedor Individual (MEI) surge como uma exceção rara: uma política que saiu do papel, entrou na vida real e passou a fazer sentido concreto para milhões de brasileiros. Se programas governamentais fossem submetidos ao voto popular, não haveria exagero em afirmar que o MEI estaria entre os vencedores, não por força de discurso ou construção narrativa, mas por desempenho verificável, mensurável e, sobretudo, vivido no cotidiano.


Atualmente, o Brasil reúne algo entre 13 e 15 milhões de MEIs ativos, o que representa a maior base de formalização produtiva da sua história recente, além de responder pela maior parte das novas empresas abertas anualmente. Esses números, por si só, já seriam suficientes para justificar a relevância do programa, mas sua verdadeira dimensão não se revela nas estatísticas, e sim na transformação silenciosa que promoveu na estrutura econômica do país. Trata-se do eletricista que deixou de trabalhar de forma informal, sem qualquer previsibilidade ou segurança, e passou a atender empresas, emitir nota fiscal e negociar com maior equilíbrio suas condições de serviço; da manicure que organizou sua clientela, estruturou sua atividade e passou a operar com lógica empresarial; do pedreiro que saiu da lógica dos bicos, passou a comprovar renda e acessar crédito; do pequeno vendedor que deixou a informalidade e passou a fornecer para eventos, empresas e clientes mais exigentes; do trabalhador que, pela primeira vez, passou a existir juridicamente como agente econômico.


O MEI não criou essas pessoas, tampouco inventou essas atividades. O que fez foi algo mais profundo e estrutural: conferiu reconhecimento jurídico e econômico a uma massa de trabalhadores que sempre existiu, mas que historicamente foi ignorada pelo Estado. Criado em 2008, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, o programa foi concebido para enfrentar três problemas crônicos da economia brasileira — a informalidade elevada, a burocracia excessiva e a exclusão econômica de pequenos agentes — e o fez a partir de uma lógica de simplificação, reduzindo custos, digitalizando processos e permitindo a formalização em larga escala. O resultado foi a ampliação da base produtiva nacional de forma capilar, contínua e resiliente, consolidando um tipo de crescimento que não se concentra em grandes estruturas, mas se distribui na base da economia.


Entretanto, como frequentemente ocorre no Brasil, o sucesso de uma política pública acaba revelando novas distorções quando não é acompanhado de evolução institucional. O limite de faturamento do MEI, atualmente fixado em R$ 81 mil por ano, tornou-se um obstáculo concreto ao crescimento desses empreendedores, pois aqueles que conseguem expandir minimamente suas atividades são empurrados para fora do regime simplificado e lançados em um ambiente tributário mais complexo, oneroso e, muitas vezes, desestimulante. O país, assim, cria um paradoxo que compromete sua própria dinâmica econômica: incentiva o início da atividade, mas dificulta sua continuidade, permitindo que o cidadão comece, mas penalizando-o quando passa a dar certo.


Esse problema revela uma falha de desenho institucional que precisa ser enfrentada com maturidade. Crescimento econômico não se constrói por rupturas abruptas, mas por progressões estruturadas, e é nesse ponto que se torna essencial a construção de uma escada tributária progressiva, capaz de permitir a transição gradual entre regimes, evitando saltos bruscos de carga tributária e complexidade regulatória. A simples ampliação do teto do MEI, embora necessária e já debatida em patamares entre R$ 108 mil e R$ 130 mil, não resolve integralmente a questão, pois o desafio central não é apenas permitir que o pequeno fature mais, mas garantir que ele possa evoluir sem ser punido por isso.


Paralelamente a essa discussão, emerge o debate sobre o uso do MEI em relações contratuais mais flexíveis, frequentemente associado ao fenômeno da pejotização, que tem sido objeto de controvérsia jurídica e ideológica. Nesse aspecto, o Supremo Tribunal Federal tem demonstrado uma leitura mais aderente à realidade econômica contemporânea ao reconhecer a validade de contratos entre pessoas jurídicas, valorizando a autonomia privada e a liberdade contratual. Essa posição não representa precarização, mas sim uma adaptação do direito às transformações do mundo do trabalho, que deixou de ser estruturado exclusivamente em vínculos rígidos, subordinados e exclusivos, passando a incorporar modelos mais flexíveis, dinâmicos e orientados à prestação de serviços.


Em contraste, observa-se que uma leitura ainda predominante na jurisprudência trabalhista revela dificuldade de adaptação a essa nova realidade, ao insistir em enquadrar relações contemporâneas dentro de categorias concebidas para uma economia industrial do século passado. Esse descompasso gera insegurança jurídica, amplia a litigiosidade e desestimula a contratação, produzindo um efeito contrário ao que se pretende: em vez de proteger, acaba por engessar; em vez de equilibrar, afasta oportunidades e reduz o dinamismo econômico justamente na base que mais cresce.


Diante desse cenário, a chamada pejotização não pode ser tratada de forma simplista como desvio ou irregularidade generalizada, mas deve ser compreendida, em grande medida, como expressão de uma reorganização econômica já em curso, na qual milhões de brasileiros optam por atuar como pessoas jurídicas em busca de maior autonomia, potencial de renda e controle sobre sua atividade profissional. O MEI, nesse contexto, não apenas viabilizou esse movimento, como se tornou uma das suas principais ferramentas institucionais, enquanto o STF começa a reconhecer juridicamente essa transformação.


Não se pode ignorar, ainda, uma distorção relevante no desenho de parte das políticas sociais brasileiras, especialmente aquelas de transferência de renda continuada, como o Bolsa Família, que, embora tenha mérito inegável no combate à pobreza extrema e na proteção imediata de famílias vulneráveis, foi concebido sob a lógica da transitoriedade e da superação da condição de dependência, mas, na prática, acabou por se converter, em muitos casos, em um mecanismo de permanência. O problema não está no auxílio em si, que é necessário em um país desigual, mas na ausência de uma política robusta de saída, que conecte o beneficiário ao mercado de trabalho, ao empreendedorismo ou à qualificação produtiva. Quando não há essa transição, o programa corre o risco de produzir efeitos indesejados, como a acomodação econômica e a aversão ao risco do trabalho formal, especialmente em regiões onde a renda do benefício se aproxima ou substitui ganhos possíveis em atividades de baixa remuneração. O contraste com o MEI é evidente: enquanto um modelo estimula a autonomia, a geração de renda e a formalização, o outro, quando mal calibrado, pode reforçar a dependência e reduzir o incentivo à inserção produtiva. O Brasil não precisa escolher entre assistência e trabalho, mas precisa, com urgência, integrar essas agendas, sob pena de perpetuar um ciclo em que se garante renda mínima sem construir, de fato, caminhos consistentes de emancipação econômica.


O ponto central, contudo, permanece inalterado: o Brasil precisa decidir se está disposto a liberar o potencial dessa base produtiva ou se continuará impondo limites artificiais ao seu crescimento. O MEI já demonstrou sua eficácia ao formalizar milhões de trabalhadores, simplificar o ambiente de negócios e democratizar o acesso à economia formal, mas seu verdadeiro papel estratégico ainda não foi plenamente compreendido. O desafio atual não é mais o da formalização, mas o da prosperidade, o que exige atualização normativa, inteligência tributária e alinhamento institucional.


Enquanto o país insistir em dificultar a evolução de quem começa a crescer, permanecerá preso a ciclos recorrentes de baixo dinamismo econômico. Ignorar os pequenos, nesse contexto, não é apenas um equívoco — é um erro estratégico. Eles não representam a margem da economia, mas sua base, sua capilaridade e sua resiliência.


Se o MEI fosse candidato, venceria com folga, pois reúne aquilo que raramente se encontra em políticas públicas: eficiência, aceitação social e impacto real. O verdadeiro desafio, no entanto, não é elegê-lo simbolicamente, mas compreendê-lo como modelo de desenvolvimento e ter coragem institucional para levá-lo adiante, pois, no Brasil, até aquilo que dá certo ainda precisa pedir licença para evoluir.


Inácio Feitosa

Advogado, escritor e fundador do Instituto IGEDUC

Motta diz que não há acordo para votação de novo projeto sobre fim da escala 6×1
Publicado em 15/04/2026 às 06:30

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), afirmou nesta terça-feira (14) que não há acordo para a votação do novo Projeto de Lei enviado pelo governo federal no mesmo dia sobre o fim da escala de trabalho 6×1.


Ao comentar o envio do projeto à imprensa, Motta destacou que cabe ao Legislativo definir o momento de análise. “É um direito do presidente de mandar o projeto, e é um direito da Casa analisar no momento que acha que deve analisar”, afirmou o deputado.


O presidente da Câmara também indicou que o cronograma da PEC sobre a escala 6×1 segue inalterado. Segundo ele, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) deve votar a proposta nesta quarta-feira (15), às 10h, mantendo o calendário previamente estabelecido. Informações do Estadão.

França vê Kassab traído por Tarcísio e caminho para aliança com Lula
Publicado em 15/04/2026 às 06:17

Um dos articuladores da aliança entre o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2022, o ex-governador de São Paulo Márcio França (PSB) vê chances de ocorrer um movimento semelhante com o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, nas eleições deste ano.


A interlocutores, França tem dito que Kassab é o Alckmin do pleito de 2026. O ex-governador disse, em conversas reservadas, que o presidente do PSD “está solto” após ter sido, nas palavras dele, “traído” pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem foi um importante aliado nas eleições e secretário de Governo até o mês passado.


Kassab tinha expectativa de ser o vice na chapa à reeleição de Tarcísio, mas o governador recusou e ainda tirou a vaga do PSD. O atual vice, Felício Ramuth, deixou a legenda de Kassab e se filiou ao MDB para disputar a eleição ao lado do atual chefe do Executivo paulista novamente.


França defende que a eleição de Lula, em 2022, foi ganha pelos votos conquistados em São Paulo, apesar do petista ter perdido para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no estado, por 55% a 45%. Na visão dele, a desvantagem teria sido maior não fosse a influência de Alckmin, que governou o estado por quatro mandatos, no interior. Hoje, é o partido de Kassab que tem mais prefeitos paulistas.


Um dos cenários possíveis para Kassab se aliar à esquerda é oferecer ao cacique do PSD a vaga de vice na chapa de Lula. Embora o presidente tenha anunciado a reedição da parceria eleitoral com Alckmin, algumas lideranças petistas de São Paulo têm defendido publicamente que o atual vice-presidente dispute uma cadeira ao Senado pelo estado, e Kassab seja o vice de Lula.


Nas entrevistas que concede e nos eventos que participa, Kassab tem dito que está comprometido com o projeto de reeleição de Tarcísio. O presidente do PSD também tem afirmado que levará até o fim a pré-candidatura presidencial do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado, que trocou o União Brasil pelo PSD para concorrer ao Planalto.